
bom dia
Venho desta forma mostrar o meu desencanto em relação aos torneios de veteranos, mormente neste último realizado em Tires.
O pavilhão ou mini-pavilhão realmente tinha boas condições em termos de infraestruturas, mas marcar 4 campos que distam entre si 50cm é um pouco surreal não acham?
O árbitro praticamente não tinha espaço para estar, não cabia uma cadeira sem que incomodasse o campo vizinho, quando se realizaram os jogos de pares várias vezes foram interrompidos jogos pelo volante ter caído no campo adversário.
Isto é uma falta de respeito para quem ali se desloca e para com os veteranos, que muitos deles já muito deram à modalidade, e que quanto a mim mereciam ser tratados com mais seriedade.
A federação impôs tantas regras no início da temporada, com apresentação de cartões e muitas outras exigências, qua aparentemente se desvanesceram ... já não preciso mostrar cartões, não há resultados on-line, o que se passa?
já passaram as eleições, e agora volta tudo ao antigamente?
ou os veteranos não merecem o mesmo tratamento que os outros atletas?
sinceramente não percebo. supostamente as candidaturas mesmo que sejam para os "amiguinhos" não deveriam ser alvo de avaliação de condições, a nível de pavilhões, nem que fosse por fotografia??
mas o que dizer?
estamos em Portugal, líder dos mistérios, e da corrupção nunca comprovada, e este é o nosso País, e este é o nosso Badminton.
"Quem quizer fazer as coisas como nós dizemos, joga, quem não quizer fica em casa".
A promoção da nossa modalidade é uma coisa bonita, não é?
eu no futuro se alguem me perguntar sobre badminton, acho melhor dizer que é uma modalidade que se pratica a partir de Espanha, porque aqui no cantinho Lusitano não temos tempo para isso!!!
boas volantas
Júlio Bárbara
Resposta de José Bento:
O Júlio Bárbara, pessoa que ainda não tem felizmente quaisquer problemas em se expressar sobre questões que acha menos correctas e que se vão passando pela modalidade apresenta aqui uma situação específica sobre um escalão etário, o dos Vetenanos, que efectivamente merece ser meditada por todos e em especial pelos dirigentes actuais, federativos ou associativos.
De facto a Direcção da FPB tem apresentado regularmente e bem, no meu entender, regras e regulamentos para a melhoria do Badminton e neles não tem vindo qualquer excepção para os Veteranos, mas o que é um facto é que este escalão começa a estar discriminado em muitos aspectos e tem levado ao afastamento de atletas.
Cada vez há mais atletas que atingem este escalão etário e estranhamente (ou talvez não) cada vez há menos participantes nessas competições.
Incompreensível até pelo facto de a maior parte dos dirigentes serem pecisamente desse escalão, deveriam ser os que teriam mais interesse em os acarinhar pois eles além de gostarem e terem o direito de participar nas provas em igualdade de tratamento dos outros escalões também são aqueles que normalmente exercem (ou deveriam exercer) funções complementares para o bom funcionamento da nossa modalidade.
Já acontecem demasiadas situações que levam ao seu afastamento total da nossa modalidade.
Na arbitragem isso tem-se verificado ultimamente, pois só são convidados alguns "mais amigos" de quem dirige a modalidade e não toda a classe de igual modo.
Na área técnica e uma vez que só os treinadores dos melhores atletas é que são considerados úteis, ficam aqueles que estão a ensinar por prazer completamente desmotivados e afastam-se.
E os atletas, especialmente os veteranos e também os seniores de qualidade inferior, como não são considerados importantes para a modalidade, vão sendo desprezados e deixam naturalmente de participar em provas oficiais.
Gerir uma modalidade é muito mais do que cumprir os calendários de actividades regulares.
É preciso que os seus dirigentes se preocupem com "o todo" de uma modalidade e tratem "todos" da mesma forma e não discriminem aqueles que têm a "coragem" de apresentar as suas queixam para que os problemas sejam evitados futuramente.
Os actuais dirigentes quando um dia (?) deixarem de o ser e passarem para o outro lado, ficarão na situação de também gostarem que os dirigentes da altura os tratem com o reconhecimento que merecem.
José Bento