Nascido em Moçambique, em Lourenço Marques, casado, com dois filhos e três netos (uma rapariga e dois rapazes) e uma longa e dedicada ligação ao BADMINTON

José da Silva Bento

José da Silva Bento
Meritorious Service Award da IBF (Federação Internacional de Badminton) - Sócio de Mérito com Distinção da FPB (Federação Portuguesa de Badminton)
Estão aqui reunidos todos os artigos antigos publicados no meu blogue desde 1/3/2008.

Arquivo do blogue

ABDLS - Informação recebida


3 novas escolas de badminton na região de Lisboa

Olivais

Escola Badminton dos Olivais - Lisboa

Sintra





Escola Badminton de Sintra










V F Xira




Escola Badminton de Vila Franca de Xira


A ABDLS - Associação de Badminton dos Distritos de Lisboa e Setúbal informou que abriu 3 novas Escolas de Badminton na região de Lisboa - nos Olivais, Sintra e Vila Franca de Xira.

Estas Escolas de Badminton destinam-se a jogadores Federados, Escolares e Populares.

Para mais contactos:

http://badminton-abdls.blogspot.com/search/label/5%20Programa%20Jovens%20Talentos

Crise no Badminton - Artigo do Azambuja Badminton Clube

Pobres, Mal Vestidos mas Portugueses

Estas três palavras resumem como será a participação portuguesa no próximo Campeonato do Mundo de Veteranos, no final deste mês em Punta Umbria.

Segundo as regras da BWF, podem participar até aos 4 primeiros do Ranking das diversas categorias a nível Nacional.

Estes atletas irão representar os mais de 60 países que participam neste torneio chamado Campeonato do Mundo... excepto Portugal.

A equipa portuguesa será apoiada por um "paitrocínio", ou seja pela bolsa de cada um, porque a nossa Federação mais uma vez negligência a categoria de veteranos em Portugal.

Não basta fazermos um circuito nacional onde nos espetam nos piores pavilhões ( devem pensar: isto para quem é ... chega e sobra!!!), senão termos por DIREITO, o poder participar num Campeonato do Mundo a representar Portugal, mas atenção... as despesas são por nossa conta... inclusive os equipamentos, que terão de dizer Portugal, obrigatoriamente.

Isto é no minímo ridículo... estou atónito com tanto desprezo, desta federação.

Meus senhores a categoria de veteranos tem mais de 35 anos, não são nenhumas crianças para se fazer estas brincadeiras de mau gosto, a grande maioria destes atletas veteranos são responsáveis por clubes de badminton, que sustentam a modalidade em Portugal.

Por agora são uns comentários para um blog da modalidade, mas prometo que se não houver alteração de posição, isto chegará a outras instâncias, inclusive comunicação nacional.

Não me deixam outra alternativa... nós não queremos ser diferentes, só queremos o tratamento justo! e isto não se faz até por uma questão de respeito para com os praticantes de badminton, que muito já deram há modalidade...

pensem nisto porque as coisas não se fazem assim...não é este o badminton que queremos!!!

AZAMBUJA BADMINTON CLUBE
o presidente da direcção
Júlio Martins Bárbara

A Academia de Badminton de Lisboa começa hoje a funcionar

Finalmente a Academia de Badminton de Lisboa inicia hoje, dia 1 de Setembro de 2009, os seus treinos.

No entanto o início da sua actividade começou já antes com a brilhante realização do 1º. Seminário, em 4 de Julho passado.

Esta inovadora iniciativa teve origem no empreendedor Daniel Moura que recebeu o importante apoio de outras figuras da modalidade, casos de Filipa Lamy, Vânia Leça e muitos outros que lhe deram ânimo para o implementar.

Não foi fácil a sua criação.

Infelizmente, em vez de lhe ser facilmente reconhecida a sua utilidade para o progresso da modalidade permitindo uma melhoria das condições para os seus alunos, a Academia de Badminton e o seu mentor principal, o reconhecido treinador Daniel Moura, receberam muitas reacções adversas, bastantes mal entendidos, talvez demasiadas invejas por veram a possibilidade de êxito que ela poderia alcançar.

De determinados clubes e seus dirigentes receberam também algumas incompreensões que levaram ao extremo de se terem registado profundas divisões entre elementos importantes na modalidade.

Das entidades oficiais também não receberam o melhor e o devido e merecido apoio.

Foi pena !

Mas, perante a determinação do Daniel Moura e de toda a sua equipa, receberam igualmente a força necessária de muitos elementos ligados à modalidade e não só, que acreditaram neste projecto inovador em Portugal e tudo fizeram e decerto continuarão a ajudar de modo a que ele possa singrar dentro do Badminton nacional.

No entanto o que quero hoje saudar é o arranque oficial dos treinos da Academia de Badminton, em Lisboa.

Agradeço ao Daniel Moura e aos seus variados colaboradores todo o empenho na sua concretização.

Ficam os meus sinceros parabéns a toda a equipa e os desejos das maiores felicidades para que se concretizem os seus objectivos.

O Badminton ganhará com todo este vosso esforço.

José Bento

Boa sorte ... Badminton português !

Realiza-se amanhã, sábado, dia 29 de Setembro de 2009, talvez a mais importante Assembleia Geral da FPB dos últimos anos.

Importante porque até é uma AG Extraordinária mas também porque é a última que terá a decidi-la os votos de acordo com a Lei de Bases antiga, ou seja das Associações Regionais (8, Aveiro, Costa Azul, Faro, Leiria, Lisboa e Setúbal, Madeira, Norte e S. Miguel) e de Classe (Uma apenas, a de Treinadores, pois a de Juízes e Árbitros não tem votos, de acordo com os Estatutos actuais) existentes e de dois Clubes, A CHE Lagoense e a AA Coimbra.

Está na mão destas entidades votantes o bom êxito do futuro do Badminton nacional.

Dada a importância dos pontos em discussão, Estatutos e Regulamento Eleitoral, espero sinceramente que as entidades atrás referidas tenham feito correctamente o seu trabalho de casa, analisando o conteúdo dos documentos em causa, os documentos equivalentes ainda em vigor e todo o conteúdo do novo Dec-Lei 248-B/2008 de 31 de Dezembro que dá origem a esta AG, juntamente com os seus associados, de forma a que fique expressa, não apenas as suas próprias opiniões mas a da vontade de todos os agentes da modalidade.

Também desejo que esssas entidades com direito a voto se apresentem na AG através dos seus legítimos representantes e não o façam delegando noutros elementos e em especial em dirigentes actuais da Federação, como muitas vezes o têm feito nos últimos tempos.

Os dirigentes federativos fizeram o seu trabalho ao apresentar os documentos agora em discussão mas não deverão igualmente acumular a decisão de os votar, aliás o novo Dec-Lei assim o impede futuramente.

Espero que todos tenham a consciência e o bom senso de, antes do mais, não anularem ou modificarem o que esteja previsto nos diversos artigos nem o sentido do preâmbulo deste novo Dec-Lei.

Depois, também espero que tenham comparado os textos dos antigos documentos e os agora propostos e não permitam que seja retirado o que de bom ainda lá se encontra, é claro sem prejuízo das novas Leis desportivas.

Por fim gostaria que todos se lembrassem que o Badminton deverá estar sempre à frente de quaisquer interesses particulares por parte de cada uma das entidades, dos seus clubes ou de outros agentes da modalidade.

Todos os agentes que compõem a estrutura federativa são passageiros e a Federação Portuguesa de Badminton, como entidade reguladora da nossa modalidade, já com mais de 55 anos de existência, continuará para sempre com a responsabilidade de defender o seu devolvimento, enquanto modalidade desportiva nacional.

O que ficar amanhã aprovado vai ter grandes repercussões no futuro do Badminton nacional !

Que haja bom senso, clarividência e transparência nas posições e actos tomados nesta AG da FPB !

Que o Badminton esteja no bom caminho !

Boa sorte... Badminton português !

José Bento

Irregularidades e Incompatibilidades - Esclarecimento do Prof. Ricardo Fernandes

A pedido de publicação do Prof. Ricardo Fernandes recebi este texto como esclarecimento ao seu artigo inicial "Irregularidades e Incompatibilidades" e para que fique claro que não houve qualquer intenção de ataque pessoal ou profissional na pessoa do Prof. Luís Carvalho.

Caro José Bento,

Venho por este meio solicitar a publicação do texto que em baixo escrito, como direito de resposta aos comentários que o professor Luís Carvalho proferiu visando-me directamente!

Esta solicitação, justifica-se pelo facto do artigo original de opinião que escrevi não ter-me referido a qualquer pessoa, mas, sim a uma situação na qual dei como exemplo.

Caro colega prof. Luís Carvalho!

Quantas vezes ao longo de muitos anos proferiste palavras extremamente críticas relativamente a situações semelhantes aquela que levantei no meu artigo de opinião?!

Parece que agora a opinião já não é a mesma!...O que mudou?!

Parece que as pessoas mudam consoante as situações e interesses!

Em primeiro lugar, no meu artigo de opinião, não referi o nome de ninguém, isto, porque, parto do princípio que a situação em causa, provoca mal estar e um clima de desconfiança independentemente do nome da pessoa que se encontre em tal situação.

Portanto, não está em questão a pessoa A, B ou C, mas, sim uma situação pouco transparente!

O artigo que escrevi intitulado" Irregularidades e Incompatibilidades",não visava atingir pessoalmente quem quer que fosse, ao contrário do dito por ti, mas, sim opinar sobre uma situação que no meu ponto vista e na opinião de muitas outras pessoas ligadas à modalidade (segundo consegui apurar) não é vista como "perfeitamente normal".

Infelizmente parece que houve uma errada interpretação em relação ao texto que escrevi!

A verdade é que nunca esteve em causa nem o nome nem o valor do "professor e treinador Luís carvalho" e muito menos o currículo e sucessos ou insucessos Desportivos!

Em momento algum isso foi posto em em causa!

Portanto, não percebo a necessidade de auto valorização, uma vez que no Badminton Português já toda a gente conhece perfeitamente bem os teus feitos!

No texto que escrevi, está apenas e só referida uma situação que no meu ponto de vista e do ponto vista de muita gente, provoca desconfiança e desconforto!

Eu escreveria exactamente o mesmo texto de opinião caso fosse qualquer outra pessoa na mesma situação!

É uma questão de princípio e valores.

Não compreendo, porque razão são abordados outros assuntos que nada têm a haver com aquilo que escrevi, ou seja, com a questão de fundo?!

O que é inegável e volto a referir é o facto de existir um determinado elemento a exercer importantes funções técnicas na Federação Portuguesa de Badminton e que ao mesmo tempo é treinador de uma atleta de alto rendimento com ambições Olímpicas (não está em causa o nome, mas, sim a situação!), sendo essa situação susceptível de causar um natural ambiente de desconfiança nos outros atletas, treinadores e dirigentes no Badminton Português.

Não estou a falar de uma posição qualquer ou insignificante, estou a falar de uma função técnica que tem uma influência directa na questão das convocatórias para estágios nacionais e criação de regras inerentes dos mesmos, escolha dos atletas a apoiar, escolha de torneios internacionais a participar, etc, etc.

Será que tu estarias de acordo se a situação fosse ao contrário?!

Isto é, se fosse eu a nessa situação!?

Sinceramente, não acredito...

No entanto, eu próprio nunca deixaria que isso acontecesse, porque, não abdico de determinados princípios e valores na minha vida, o que felizmente permite-me evitar ao mesmo tempo suspeições e ou desconfianças sobre a minha pessoa bem como possíveis problemas de consciência.

Quanto à questão que foi abordada referente ao Campeonato do Mundo de 2007, é muito infeliz trazer-se esse assunto para o "caso", porque, nada tem a haver com o que eu escrevi!

No entanto, em relação à atitude que foi tomada na altura a qual te referes, volto a afirmar a mesma foi digna e louvável e vai prevalecer para sempre como tal, porque, eu valorizo e elevo todas as atitudes e comportamentos que dignifiquem os princípios e valores do Desporto.

Contudo, se a essa atitude tomada numa determinada direcção não ocorresse, não significaria que o sucesso final de outra atleta não tivesse sido alcançado (se é que me entendes?!)...

No entanto, tenho a certeza absoluta que se a situação fosse ao contrário a mesma atitude/decisão seria tomada em sentido contrário sem qualquer dúvida !

O que talvez não aconteceria era usar essa mesma situação para justificar outra que porventura provoca suspeição e desconforto no seio do Badminton Português.

Aliás, é de muito mau gosto e de pouco bom senso trazer-se `"à baila" o nome de jogadores para justificar o quer que seja, usando-os como "armas de defesa" num determinado sentido e de "arremesso " noutro, quando eles nada têm a haver com a situação, uma vez que nunca esteve em causa o quer que fosse em relação a eles...

No entanto, não desejo trazer para público outros assuntos que possam ser desagradáveis que ocorreram no passado na modalidade e que poderiam incendiar ainda mais a modalidade, pois, na verdade e muito infelizmente há "novelas" que espelham a realidade dos factos e que nada beneficiam o Badminton Português...

Faço minhas as tuas palavras, desejando-te as maiores felicidades e muitos sucessos nos projectos em que te envolvas em prol de um Badminton Português com um futuro melhor e menos polémico.

Com os melhores cumprimentos,

Ricardo Fernandes

Direito de resposta do Prof. Luís Carvalho ao artigo do Prof. Ricardo Fernandes


Prof. Luís Carvalho ´


Caro José Bento,

Como editor do teu blog tens concerteza o direito de publicar o que entenderes, onde entenderes e quando entenderes.

Sabes (porque eu já to disse pessoalmente) que entendo dever guardar alguma moderação em relação a artigos e/ou escritos dada a minha posição institucional, mesmo por vezes quando a vontade é muita por ler afirmações, tomadas de posição ou outras que são atentatórias da verdade, desfasadas da realidade ou simplesmente porque não concordo com elas.

Respeito qualquer opinião mesmo que tenha outra contrária e creio que o tenho demonstrado ao longo dos 38 anos que levo nesta modalidade, “dando a cara” ás pessoas nos locais, momentos e formas apropriadas.

O artigo que publicaste do Prof.Ricardo Fernandes e em que directamente sou visado terá de merecer da minha parte uma única e final reacção para a qual, se estiveres de acordo, te pediria o mesmo destaque que deste ao citado artigo.

Por uma única razão: sinto-me atingido na minha dignidade pessoal e profissional.

Obrigado !

“
Caro Ricardo,

Quando me telefonaram dizendo-me para ler as noticias do blog estava longe de imaginar o que escreveste e esta resposta não tem a intenção de fazer-te mudar de opinião, convencendo-te do que quer que seja.

É apenas a expressão de alguém que se sente ofendido na sua dignidade pessoal e profissional.

Comecemos pelo “alguém”.

Se bem entendi o teu artigo é uma tomada de posição e para mim uma tomada de posição faz-se sempre colocando os pontos nos is e os traços nos ts porque senão for assim até parece uma coisa diferente …..!!!!! O nomear “…um determinado elemento que exerce funções importantes na Federação…e ao mesmo tempo é treinador há já vários anos etc,etc,…..” é uma proposta de exercício de adivinhação que não demora mais do que 10 segundos a descobrir para qualquer pessoa minimamente ligada á modalidade.

Teria sido mais directo, mais responsável, sei lá mais tudo referir claramente o meu nome até para reforçar o sentido (será que entendes o sentido?) de três palavras que repetes bastantes vezes no teu escrito: transparência, ética e desportivismo.

Continuemos pela dignidade pessoal e profissional.

Já levo 38 anos ligado a esta modalidade e como profissional de Educação Física já se contam 28.

Tenho aprendido ao longo do tempo pelo contacto e pela aprendizagem com as pessoas,colegas de profissão, alunos, atletas, treinadores, dirigentes e funcionários, a reconhecer e a compreender o sentido de noções como profissionalismo, ética, responsabilidade e honestidade.

E até hoje (posso afirmá-lo com orgulho e outros poderão confirmar) sempre soube servir as instituições e pessoas para quem trabalhei com sentido PROFISSIONAL tendo sido sempre capaz de separar o pessoal,daquilo que se espera de mim como responsável.

Nesta modalidade fui capaz de sonhar e construir um percurso e fazer uma carreira na qual sempre investi pessoalmente (quer financeiramente quer em muitos outros aspectos).

Penso não me ter dado mal porque esse profissionalismo tem vindo a ser reconhecido (perdoa-me a imodéstia) pelos convites que tenho recebido ao longo de todos estes anos para desempenhar funções quer a nível de clubes, como de federações, como das instâncias internacionais da modalidade e refiro-me á Badminton Europe e á IBF/BWF.

Sempre fui “ low profile” e sempre soube respeitar os que desempenham funções iguais a mim, não sentindo necessidade de lhes “atirar á cara” os meus sucessos (questão de educação). Segui e sigo sempre pelo meu próprio pé, sem ser ao colo de ninguém, sem “atropelar” quem quer que seja e sobretudo sem nunca pedir cargos ou tarefas.

Pela educação e experiência de vida aprendi que o respeito é algo que se conquista pela atitude, pela postura e pela actuação do dia a dia. Não é algo que se imponha por decreto, por certificado de habilitações, por diploma de curso ou de treinador.

Tudo isto para te descansar e reafirmar que sei separar as águas do profissional e do pessoal. Apenas te recordo o que se passou antes do Campeonato do Mundo de 2007 na Malásia (inicio do último ano de apuramento olímpico).

A Telma com direito a participar nesse Campeonato, joga a Taça dos Campeões Europeus na Holanda e segue para a Ásia onde participaria no torneio da Tailândia, estágio na China, torneio nas Filipinas, estágio na Indonésia e finalmente o Campeonato do Mundo na Malásia.

Só que se lesiona e tudo isto cai pela base.

Sabíamos que quem entrasse no lugar dela (a Ana Moura) iria fazer os milhares de pontos importantes para o apuramento.

Teria sido fácil para nós avisar na véspera do Campeonato do Mundo que a Telma estava lesionada (impossibilitando qualquer substituição e diminuindo a concorrência).

Não o fizemos, fizemo-lo como devia ser e permitimos a substituição porque essa é a minha (nossa) forma de estar e é assim que ensino aos atletas que treino: o que há a ganhar é no campo que se consegue.

Aliás, lembras-te da mensagem que mandas-te (e que eu guardei) a agradecer e a louvar esta atitude?

Dixit: “…porque acima de tudo deve estar a transparência, a ética e o desportivismo…”. Tu apregoas e eu faço.

Para terminar, expressar que, para mim, a questão que levantaste termina aqui pois não está nos meus hábitos entrar ou alimentar novelas, e desejar-te as maiores felicidades e sucessos nos projectos em que te envolvas.

Prof. Luís Carvalho

Nota de José Bento:

Os blogues têm virtudes e alguns inconvenientes, como qualquer outra forma de comunicação.

Considero que têm mais virtudes do que inconvenientes.

E uma das virtudes é proporcionar a troca de opiniões sobre qualquer assunto.

Ao artigo que aqui coloquei e que me foi enviado pelo Prof. Ricardo Fernandes recebi esta informação do Prof. Luís Carvalho que entendeu apresentar a sua opinião sobre o mesmo.

Por ser de todo legítimo aqui estou agora igualmente a publicá-lo.

Não querendo entrar neste "diferendo" apenas quero chamar a atenção para o facto de ser bastante positivo que todos possam emitir as suas opiniões, dentro do seu ponto de vista, assim como é muito salutar que quem não estiver de acordo com essas posições possa igualmente emitir as suas apresentando os seus argumentos.

Aos dois agradeço a vossa colaboração a este blogue e espero que outros possam emitir também regularmente as suas ideias a muitos artigos de opinião que eu pessoalmente e outros elementos ligados à modalidade aqui têm feito.

Para mim é certo que todos os artigos devem vir identificados e em termos correctos, o que foi o caso destas duas opiniões.

Aos dois elementos, de grande referência da modalidade, quero apresentar os meus agradecimentos pela forma correcta, embora de interpretações contrárias, como me enviaram esses artigos.

Dado o aspecto pessoal deste assunto gostaria que ambos dessem por terminado este tema não enviando mais artigos sobre ele para este blogue.

José Bento

O Badminton no bom caminho... com muita atenção !

Para terminar esta série de comentários acerca do que espero para um futuro mais rinhoso da nossa modalidade e nomeadamente sobre o necessário cumprimento do novo Dec-Lei 248-B/2008, venho hoje chamar a atenção para os seguintes aspectos:

Quando se elaboram novos documentos para substituir os antigos podem surgir sempre três situações:

a) A introdução de novas ideias que o anterior não contemplava;
b) O esquecimento do que estava anteriormente regulamentado;
c) A modificação prepositada do seu texto anterior.

Por vezes quem analisa previamente os documentos apresentados em AG e sobre os quais deverá tomar posição esquece-se de ler e comparar os documentos antigos e os novos, em pormenor.

Há também da parte de quem elabora os novos documentos por vezes a tendência de ligar exclusivamente à alínea a) acima referida, colocando as suas novas posições.

Quem tem a missão de elaborar os novos documentos preocupa-se por vezes mais com a necessidade de fazer cumprir as determinações recebidas, neste caso o do novo Dec-Lei 248-B, e toma a posição referida na alínea b) acima, não ligando ao que estava actualmente em vigor.

Acontece também e por vezes, que quem elabora um novo documento segue a alínea c) anteriormente indicada, ou seja a modificação intencional do que estava anteriormente escrito e regulado.

Se esta situação menos correcta for tomada pode provocar, desta forma subtil, uma mudança radical ao anterior sentido do texto.

Tudo isto vem a propósito da necessidade de quem irá intervir e aprovar os novos documentos propostos pela Direcção da FPB, para fazer cumprir a determinação do Dec-Lei 248-B, ter muito cuidado em analisar e comparar igualmente com todos os elementos em vigor antes de tomar a sua decisão final.

Apenas como exemplo do que estou a referir chamo a atenção para os textos que estão nos Estatutos actuais e nos futuros relativamente ao Conselho Técnico.

Nos actuais Estatutos pode ler-se no seu Cap. IV – Da Direcção, no Artº. 39º. – Competência, na alínea f) Nomear o Conselho Técnico e no Artº. 40º. – Conselho Técnico, no ponto 1 - A Direcção deverá promover a criação de um Conselho Técnico...


Nos novos Estatutos pode ler-se no Artº. 31º. – Direcção, no ponto 3- A Direcção poderá promover a criação de um Conselho Técnico...

Como facilmente se verifica o sentido é totalmente diferente.

Enquanto agora existe um Conselho Técnico na FPB de futuro ele poderá acabar se a Direcção resolver não o criar, pois o novo texto acaba com a obrigação e coloca a possibilidade ou não de o criar.

Não só porque entendo que este Conselho Técnico é um bom instrumento para ajudar a gestão da modalidade, se ele fosse bem utilizado, e como infelizmente a actual Direcção não o tem reconhecido como útil, como precinto que com esta simples alteração no texto se pretenda, acima de tudo, acabar com ele.

Pode não ser esta a intenção da actual Direcção e eu estar a ter um pensamento algo pessimista mas é apenas um exemplo de outros factos que igualmente possam ter acontecido durante a feitura dos novos documentos.

Por este motivo e nestes últimos dias que antecedem a realização da AG da FPB, sugiro a maior atenção para os pormenores dos novos textos, evitando ao máximo que algo fique menos correcto e que só muito mais tarde poderá ser corrigido, ficando por isso a modalidade a viver com essas possíveis incorrecções.

O Badminton estará no bom caminho… mas com muita atenção !

José Bento

Eleições na ARBA - Colaboração do Prof. Fernando Gouveia

Prof. Fernando Gouveia
Correspondendo à minha solicitação o Prof. Fernando Gouveia enviou a lista dos novos dirigentes da ARBA eleitos recentemente para o biénio 2009 / 2011 e que são os seguintes:

Assembleia Geral
Presidente – Joaquim Pinto Sousa
Vice-Presidente – Margarida Albuquerque
Vogal – Frederico Silva

Direcção
Presidente – Manuel António Coimbra
Vice- Presidente – Mário Albuquerque
Secretário – Tiago Costa
Tesoureira – Celina Sousa
Vogal – Fernando Gouveia

Conselho Fiscal
Presidente – Fernando Chaló
Vice-Presidente – João Artur Silva
Vogal – Carlos Pardilhó

Clima de desconfiança no Badminton Português ! - Opinião do Prof. Ricardo Fernandes

Prof. Ricardo Fernandes

Olá Bento!

Muito infelizmente, ultimamente tem vindo a público situações “irregulares e de incompatibilidade” no Badminton Português, naquilo que eu chamo de clima de desconfiança e falta de transparência.

De facto, vários casos têm sido falados nos bastidores da modalidade o que é certamente um sinal negativo!

Porém, há uma outra situação, que no meu ponto de vista é flagrante e que não devia mesmo acontecer.

Refiro-me ao caso de um determinado elemento que exerce importantes funções técnicas na Federação Portuguesa de Badminton e ao mesmo tempo é treinador há já vários anos de uma atleta de alto rendimento de inegável valor, que recentemente lutou para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e se prepara para continuar a lutar para os próximos Jogos Olímpicos, beneficiando assim, da posição previligiada do seu treinador junto da Federação!

Obviamente, que esta situação provoca um clima de desconfiança e incômodo não só nos atletas e treinadores que ambicionam lutar por uma qualificação Olímpica, mas, também, em todos os outros atletas, treinadores e dirigentes que estão envolvidos na modalidade.

Será que esta situação é razoável, transparente e está correcta?!

Como pode a Federação aceitar e compactuar com uma situação destas?!

Obviamente, que não está aqui em causa o valor de ninguém, antes pelo contrário, mas, é claro que esta situação não é transparente e causa mal estar no Badminton Português!

Com toda a certeza, ninguém concorda com esta situação, no entanto, há um receio, especialmente, por parte dos atletas e treinadores, de sofrerem represálias caso protestem junto da Federação, uma vez que alguns desses atletas são seleccionáveis.

Temos de acabar de uma vez por todas com este clima de suspeição e de falta de transparência no Badminton português...

Cada um de nós deve contribuir positivamente para a modalidade e agir correctamente em nome da transparência e em prol da modalidade, para evitar situações polémicas e susceptíveis de causar um mau ambiente no Badminton.

Para atingir os nossos objectivos não é necessário beneficiarmos de determinadas vantagens e posições de previlégio, porque, acima de tudo deve estar a transparência, a ética e o desportivismo.

Com os melhores cumprimentos,

Ricardo Fernandes

Eleições na ABCA - Colaboração de José Lopes



A ABCA realizou recentemente eleições para os Órgãos Sociais.

Eis os seus novos dirigentes:

Direcção:
Presidente - José Lopes
Vice-Presidente - António Monge Dias
Tesoureiro - Pedro Gomes
Vogal - Hugo Rosário
Vogal - Luís Dias

Assembleia-Geral
Presidente - João Nero
Vice-Presidente - Júlio Bárbara
Vogal - Alberto Fernandes

Conselho-Fiscal
Presidente - Bruno Faustino
Vice-Presidente - Nelson Dias
Vogal - António Casimiro

Resposta de José Bento:

Seria importante que as Associações que recentemente procederam igualmente à eleição dos seus Órgão Sociais pudessem enviar para publicação neste blogue o nome dos seus novos dirigentes.

José Bento

O Badminton no bom caminho ... ou não ! Falta de transparência... ou irregularidades !

A falta de transparência exercida pelos dirigentes desportivos não quer dizer que eles estejam a cometer irregularidades.

Havendo transparência e informação frequente dos actos praticados pode, no entanto, levar à descoberta de irregularidades, o que é diferente e por isso há a tentação de alguns dirigentes em os encobrir e evitar a sua divulgação.

Isto vem a propósito por haver quem ponha algumas reservas aos meus recentes comentários titulados “O Badminton no bom caminho...” acrescentando-lhes “ou não !”.

Têm de facto essas pessoas algumas razões em pensarem dessa forma negativa.

De facto ao longo dos anos têm havido situações que levam a pensar dessa forma.

Por vezes tem havido efectivamente falta de transparência para incobrir algumas irregularidades.

E tudo tem a ver com a ânsia do poder por parte de quem dirige a modalidade em vez de se preocupar mais em querer elevá-la e desenvolvê-la cada vez mais.

Já há muitos anos, ainda os votos dos clubes eram os únicos que decidiam as AG da FPB, que foram criados os embriões das futuras Associações Regionais, denominadas na altura de Comissões Delegadas da FPB e que começaram, modéstia à parte, com a minha iniciativa, enquanto colaborava com a Direção da Federação desse tempo.

Eram grupos de “carolas” da modalidade que na sua região organizavam actividades para o desenvolvimento da modalidade em colaboração com a Direcção da FPB.

Por isso eram Comissões Delegadas da FPB.

Depois o Prof. Monge Dias prosseguiu na FPB esse meu trabalho de criação das Comissões Delegadas e elas, mais tarde, foram sendo consolidadas em organizações denominadas Associações Regionais que se pressupunha mantivessem o espírito de funcionarem em colaboração com a FPB.

Mas isso não aconteceu pelo facto de ter havido uma nova Lei de Bases que substituiu os únicos votos dos clubes por votos atribuídos a essas Associações Regionais em representação das suas entidades filiadas.

Começou aí a “guerra” dos votos e a ambição pela manutenção do poder de quem estava na Federação e o desejo de controlar esses mesmos votos das Associações.

As Associações, pelo seu lado e em vez de trabalharem coordenadas com a Direcção da Federação e por esta devidamente apoiadas, passaram a ser grupos de interesse dos clubes e dos seus dirigentes em terem cada vez mais uma maior representação nas AG da FPB de modo a poderem alcançar esse poder e a fazer parte dos seus Órgãos Sociais.

Quem põe algumas reservas de que o Badminton estará ou não no bom caminho... com os mesmos dirigentes, tem de facto razão por alguns acontecimentos ocorridos no passado recente.

Aumento de clubes antes de AG importantes e uma baixa após as mesmas.

Pelos dados estatísticos publicados no site da FPB pode verificar-se, apenas como exemplo, que no final da época de 1999/2000 a Associação de Leiria tinha 10 clubes e no final de 2000/2001 passou para 126 e na época seguinte terminou com apenas 32.

A Associação de Lisboa e Setúbal passou de 45 clubes no final de 1999/2000 para 80 em 2000/2001 e no final da época seguinte voltou para 14.

Mais recentemente a Associação de Leiria que tinha no final de 2007/2008 apenas 4 clubes vai agora à próxima AG com 14 clubes.

Possibilidade de aumento de votos nas Associações existentes e tentativas para evitar a criação de novas Associações.

Algumas Associações Regionais, que deveriam ter um papel principal no devolvimento da modalidade, passaram a ter um factor prioritário de existência na forma como apresentavam os seus votos em AG, sem sequer ouvir e seguir as orientações dos seus associados.

A Associação de Treinadores, que foi criada para defender a classe dos seus associados, transformou-se numa forma de ter mais votos nas AG desprezando igualmente aqueles que poderiam ganhar com a sua existência.

A primeira Associação de Árbitos que foi criada igualmente para ajudar os seus associados foi logo atropelada por outra, criada à pressa e à revelia e por processos nebulosos e que acabou por ser a única ratificada em AG, de forma a evitar assim que o primeiro movimento pudesse ficar com alguns votos que provavelmente seriam desfavoráveis a quem estava no poder.

Igualmente uma Associação de Jogadores que foi eleita normalmente pela sua classe nem chegou a ser levada a AG para ratificação pelo facto de ter havido uma atitude repentina e inqualificável por parte de alguns elementos do continente (bastante responsáveis na modalidade, por sinal) que se deslocaram ao Funchal para com outros elementos responsáveis locais formarem uma paralela Associação de Jogadores que pudesse dessa forma contrariar a existência da primeira.

Houve falta de transparência nestes dois actos e no segundo tudo ficou por divulgar e esclarecer pois não convinha que se soubesse da sua realização e dos componentes nele envolvidos.

É evidente que a falta de transparência não cobre as acções que se pretendem esconder e tudo se vem a saber e a provar, e que mais tarde decerto ainda será melhor e devidamente explicado.

Mas com isso, com essa falta de transparência, conseguiram que a Classe de Jogadores desmobilizasse e não tenha ainda hoje a sua Associação devidamente legalizada na estrutura da modalidade.

Eleição de dirigentes com incompatibilidades para exercer os cargos e depois da AG regularizaram a sua situação.

Já todos sabem que houve directores que estavam incompatíveis para ser eleitos para a Direcção da FPB e agora, depois de já estarem no poder, têm vindo a regularizar a sua situação.

Todas estas situações, umas mais irregulares do que outras levam alguns a desconfiarem que o Badminton esteja no bom caminho.

Agora com o novo Dec-Lei 248 que aumenta substancialmente o poder dos praticantes (30% dos votos em AG) vai haver decerto uma tentação de promessas aos seus legítimos delegados para a orientação desses votos.

É por todo um passado recente e um futuro incerto que há quem duvide de que o Badminton esteja no bom caminho.

Até porque a maioria dos dirigentes continua a demonstar um apego inusitado ao poder.

Mas eu continuo a ter esperança de que agora, com este novo Dec-Lei, tudo passe a ser diferente e mais transparente até porque ele assim o exige obrigando os dirigentes à divulgação pública dos seus actos e relatórios de actividade e contas.

Para isso é determinante a responsabilidade e a posição que os votantes na próxima AG da FPB possam seguir aprovando uns novos Estatutos e Regulamento Eleitoral que não reduzam nem adulterem o estipulado no novo Dec-Lei 248 e pensem prioritariamente no que será mais útil para a modalidade.

Por isso estou confiante que as “jogadas de bastidor” que por vezes se descobriam mesmo havendo falta de transparência vão ser, no mínimo, reduzidas, obrigando os dirigentes a trabalhar a favor do engrandecimento da modalidade em vez de pensarem primeiro nos seus próprios interesses.

Eu acredito que alguns dirigentes têm capacidades mais do que suficientes para continuarem a trabalhar pela modalidade, até pelos bons actos que já prestaram, mas têm de se demarcar de grupos solidários e passarem a colaborar oficialmente ou particularmente em actividades a favor do Badminton nacional, na Federação ou nas Associações ou até fora de qualquer destes organismos, mas de uma outra forma, mais clara, mais dialogante, logo, mais transparente.

Se não quizerem seguir estes princípios, que considero fundamentais, agora recentemente decretados, é melhor que saiam dos seus cargos e dêm lugar a novos dirigentes com outras ideias e que usem formas mais democráticas nos seus actos.

Vamos acreditar que o Badminton está de facto no bom caminho...

José Bento

O Badminton no bom caminho... mas com transparência !

Recentemente chamei a atenção para a necessidade de haver transparência em todos os processos relacionados com a gestão da modalidade.

É evidente que essa transparência de processos não é exclusiva para os directores federativos mas para todos os agentes da modalidade.

Os dirigentes federativos que tomaram a posição correcta, na minha opinião, de sairem dos cargos de presidente de direcção das suas Associações Regionais para poderem continuar nos seus cargos de directores da FPB tiveram decerto de utilizar a necessária transparência de um normal processo de eleições nas respectivas Associações.

Igualmente há pouco tempo se verificaram eleições na Associação da Madeira e ainda mais recentemente nas Associações da Costa Azul e de Aveiro, o que se saúda.

A transparência praticada nalguns actos eleitorais, que deveriam de decorrer com normalidade, por vezes nem sempre se verifica por parte de alguns dirigentes.

É mais fácil criticar quando essa falta de transparência provém de dirigentes federativos.

Mas por vezes quem critica, quando inseridos nas suas actividades associativas ou noutras, no papel de dirigentes, igualmente se esquecem de usar essa mesma transparência.

Todos sabemos que tem havido várias associações que se “esquecem” de efectuar regularmente eleições dos seus Órgãos Sociais.

Outras há que, por falta da necessária transparência, nem divulgam os nomes dos elementos eleitos ou das demissões verificadas ao longo dos mandatos, nem prestam contas anualmente, nem apresentam os seus planos de actividade anuais, nem os relatórios anuais das actividades efectuadas.

Os seus associados são pura e simplesmente ignorados após a realização do acto eleitoral, quando ele se verifica.

Há quem defenda a ideia de que é dífícil arranjar novos dirigentes para as associações e por isso os primeiros elementos eleitos perduram no tempo ou será pelo facto de os dirigentes eleitos não procederem de forma transparente ao cumprimentos dos seus deveres que os novos não se oferecem para ir trabalhar com eles ?

Um caso flagrante de falta de transparência tem-se passado com a não realização de eleições na Associação de Treinadores, nem apresentação oficial de contas ou de quaisquer outros relatórios, já para não falar da sua quase inactividade.

Esta situação é para mim ainda mais grave pela quantidade de elementos de referência na modalidade que compõem os seus Órgãos.

É ridículo e até gravoso que elementos tão importantes na modalidade pactuem com estas situações e no entanto permitam que ela se faça representar nas Assembleias Gerais da FPB não cumprindo minimamente com as suas responsabilidades na modalidade.

Esta semana um dos seus elementos resolveu finalmente tomar uma posição de transparência e renúncia em pactuar por mais tempo neste tipo de procedimentos e apresentou o pedido de demissão do seu cargo.

Se todos os dirigentes tomassem posições idênticas para os cargos que foram eleitos quando verificassem não ser possível exercer as suas funções correctamente e de forma transparente, ou que a sua associação não estava a servir bem a modalidade, os seus lugares teriam de ser naturalmente preenchidos por outras pessoas que pudessem dar um maior contributo, mesmo obrigando, se necessário, à realização de novas eleições.

Outro dos males da nossa modalidade é a quantidade enorme de acumulação de cargos de alguns dos principais dirigentes que estando (por vezes apenas no papel) simultâneamente em vários cargos nos seus clubes, associações regionais, associações de classe e federação não podem conseguir apresentar, de forma alguma, uma boa qualidade nas actividades dos diversos lugares e por outro lado ainda prestam um mau serviço ao Badminton nacional pois retiram a possíbilidade de aparecimento de novos valores no seu dirigismo.

Com o novo Dec-Lei 248 essa situação vai ter de ser alterada pois o mesmo não permite em cargos federativos (e não só na Direcção como hoje se verifica) a acumulação noutros lugares associativos e clubísticos.

Também deverá passar a haver mais transparência em tudo o que se relacione com a nomeação dos diversos delegados às AG da FPB.

Não está correcto que as diversas Associações Regionais ou de Classe se façam representar nas AG da FPB quando igualmente não cumprem as suas funções nem respeitam os seus clubes e associados, não realizando eleições de acordo com os estatutos, outras nem prestando contas e a maior parte delas nem sequer proporcionando uma actividade regular aos seus filiados.

Por causa do novo Dec-Lei 248, ao atribuir apenas um voto a cada um dos delegados, quaisquer que eles sejam, até fica mais fácil o seu controlo pois vai acabar com a “guerra” da concorrência de cada um querer apresentar mais votos do que o outro, através de algumas “manobras” quase sempre menos transparentes.

Havendo mais ou menos transparência nessas Associações, será no entanto necessário criar na FPB os mecanismos de controlo indispensáveis para o cumprimento das regras por parte de todos quantos terão representatividade nas AG federativas.

Os dirigentes dos clubes e das associações regionais e de classe e no fundo os futuros delegados às AG deverão ficar sujeitos a regras federativas, mas claras e precisas, para que se acabem de vez com representatividades indevidas e injustas.

Todos deverão ter direito a ter delegados nas AG da FPB.

Todos e não só alguns Clubes.

Todas e não só algumas Associações Regionais.

Todas e não só algumas Associações de Classe.

Por isso não deverão haver números rígidos de delegados para cada um destes grupos mas sim um número percentual que acompanhe a evolução e a realidade da modalidade e que, na altura da realização das AG federativas, representem verdadeiramente todos os agentes da modalidade, respeitando obviamente as proporções impostas nesse novo Dec-Lei.

Tanto os Estatutos, como o Regulamento Eleitoral e demais regulamentação federativa devem por isso prever essas situações e efectuar o seu controlo.

Os “falsos” clubes, sem praticantes federados ou com “falsos” praticantes que nunca participam em provas deves de ser excluídos através de regras claras e precisas.

As Associações Regionais com menos de 3 entidades filiadas, ou que não cumpram os seus Estatutos nem as obrigações com os seus Clubes e praticantes devem igualmente de ser excluídos através igualmente de regulamentação bem esclarecedora.

As Associações de Classe que não provem a existência dos seus associados e não cumpram igualmente os seus Estatutos e não funcionem devem ser excluídas.

Os delegados dos vários tipos de qualidade de praticantes de Badminton e das possíveis Associações de Classe que os venham a representar devem ficar igualmente bem previstos em toda a regulamentação que brevemente irá ser aprovada.

Há que reconhecer condignamente TODOS mas APENAS os cumpridores, através da transparência que lhes é devida.

Pelo lado da Direcção da FPB esperemos que ela não queira afastar delegados de todos os tipos de agentes da modalidade com exigências burocráticas para os registos federativos reduzindo a sua representatividade nas AG, por exemplo, com a obrigação de apresentação de exames médicos iguais aos dos atletas de alta competição, tal como hoje já exigem aos treinadores e delegados dos clubes nas provas.

A questão dos exames médicos deve ser igualmente bem analisada e merece uma reflexão profunda pois não pode ser idêntica para todos os agentes da modalidade.

Um elemento com deficiência física que não lhe permita passar num exame médico para competir em provas pode perfeitamente ter capacidades para ser árbitro ou treinador ou até delegado.

Um delegado a uma AG da FPB não terá necessariamente de apresentar um exame médico para se registar na Federação.

É preciso a tal transparência de processos que sempre defendi, mas para TODOS !

Este novo Dec-Lei vai acabar com muitas situações irregulares no nosso Badminton mas será sempre preciso manter a devida transparência para que as situações mais difíceis não sejam resolvidas em proveitos próprios mas a favor do desenvolvimento da modalidade.

O Badminton está no bom caminho... assim haja mais transparência !

José Bento

O Badminton no bom caminho ...


Já aqui referi que a nossa modalidade, tal como todas as outras, deve ser gerida com a maior transparência e dentro do cumprimento das leis em vigor.

Quando os actuais directores da FPB foram eleitos verificou-se, no meu entender, uma ilegalidade pois não foram cumpridos os Estatutos dado que três dos seus elementos encontravam-se como presidentes de direcção de Associações Regionais o que os impedia de fazerem parte da Direcção da FPB.

Apresentei a minha crítica nesse sentido e como faço normalmente acompanhei-a em simultâneo com alternativas para a sua rectificação.

Com as minhas propostas ou críticas, sejam elas dirigidas a elementos federativos ou associativos, nunca pretendi atingir directamente as pessoas envolvidas, aliás a maior parte delas considero-as como meus amigos de longa data.

Coloco normalmente o Badminton acima dos interesses pessoais de cada um e dos meus em particular.

Tenho tentado prestar o melhor serviço em prol da modalidade ao longo dos 50 anos desde que a pratico, nas mais diversas funções e sempre pugnei pelo cumprimento dos diversos regulamentos e pela transparência na sua execução, umas vezes fazendo parte de quem dirige e outras do lado de quem é dirigido.

Durante esta longa caminhada tenho encontrado certos (poucos, felizente) elementos que ainda têm ou tiveram alguma dificuldade em compreender esta minha forma de estar na modalidade, em especial quando o assunto lhes toca directamente e por isso mantêm nalgumas situações uma relativa dificuldade em se relacionarem normalmente comigo e evitam abordar os diversos temas confrontando os nossos argumentos.

A maioria, no entanto e ainda bem, ao fazerem uma reflexão sobre as minhas posições assumidas, consideram-me um elemento honesto e útil a favor do Badminton nacional e mantêm comigo uma amizade de muitos anos.

Da minha parte tenho tentado sempre fazer os possíveis para separar as atitudes que elas vão tomando enquanto dirigentes ou como pessoas mais ou menos minhas amigas ou apenas conhecidas.

Tudo isto vem a propósito pelo conteúdo do site da FPB e que eu tanto critico por falta de actualização ou de ausência de informação.

Nem sempre e apenas a rubrica “Novidades” deve ser lida mais frequentemente no site da Federação.

Há outras rubricas que igualmente merecem e devem de ser lidas com mais frequência e por isso o faço regularmente.

Infelizmente algumas dessas rubricas continuam desactualizadas, como as do Organigrama e da Evolução da Modalidade.

Outras felizmente vão sendo actualizadas, como as dos Órgãos Sociais, Associações Regionais e Sede Social.

Há ainda outra, Clubes filiados por Associação, que devia de estar permanentemente corrigida de forma a bater certo com a informação que surge, por exemplo, na altura da realização de Assembleias Gerais onde a atribuição de votos tem como base precisamente essa informação.

Apenas como exemplo posso indicar que na rubrica de Clubes filiados, a Associação de Leiria tem quatro clubes registados e nos votos para a próxima AG é mencionado que esta Asociação tem catorze clubes inscritos na FPB.

Este exemplo nada tem a ver directamente com esta Associação nem com os seus dirigentes e apenas é referido para demonstrar como negativo que é haver esta dicrepância nas informações do site federativo o que até pode levar a pensamentos menos correctos e prejudicando por isso a própria modalidade.

A rubrica “Badminton em Portugal” – Associações Regionais foi uma das que recentemente foi actualizada.

Em duas delas, a de Leiria e a de S. Miguel, verificou-se assim, com a substituição dos seus presidentes, a resolução de incompatibilidade que tinham em acumular cargos na Direcção da FPB.

Desta forma foi seguida uma das soluções por mim apresentadaas para resolver a situação de incompatibilidade existente na Direcção da FPB cujos Estatutos impediam que os presidentes das Direcções das Associações Regionais pudessem fazer parte dela.

Congratulo-me por isso e assim a direcção da FPB tem agora não três mas um director em situação de incumprimento dos Estatutos pois o presidente da Direcção da Associação de Faro não pode acumular o lugar de director da FPB.

Mais uma vez não está em causa a pessoa em si, por sinal um amigo de muitos anos, mas na situação incorrecta que, enquanto dirigente, ele ainda se encontra.

Era bom que a sua situação fosse corrigida tal como foi a da dos outros dois dirigentes.

Só assim os actos praticados pelos seus dirigentes podem dar garantias de ser possível registar melhorias futuras na sua gestão exercendo-a com credibilidade e ultrapassando a árdua tarefa de levar o Badminton à qualidade que todos gostaríamos que tivesse.

O Badminton, com a atitude desses dois dirigentes, deu, no meu entender, um passo em frente no bom caminho.

Espero que o dirigente ainda em incumprimento estatutário e a sua Associação Regional resolvam rapidamente essa situação em eleições e a FPB fique assim a funcionar de acordo com os seus actuais Estatutos, já que tal não foi cumprido na altura da sua eleição.

Para breve irão ser aprovados os novos Estatutos da FPB, os quais devem seguir o estipulado do novo Dec-Lei 248-B/2008.

E a questão das incompatibilidades para os Órgãos Sociais da Federação volta a estar na mesa.

A proposta levada pela Direcção da FPB à próxima AG não deve contrariar o que está nesse Dec-Lei, agora bem mais rigoroso.

Assim será bom relembrar o que diz esse Dec-Lei e o que está previsto nos novos Estatutos da FPB, no que diz respeito a Incompatibilidades.

Deixo os respectivos textos para a atenção de todos !

Artº. 49 do Dec-Lei 248-B/2008 – Incompatibilidades

É incompatível com a função de titular de órgão federativo:

a) O exercício de outro cargo na mesma federação;
b) A intervenção, directa ou indirecta, em contratos celebrados com a federação respeciva;
c) Relativamente aos órgãos da federação ou da liga profissional, o exercício, no seu âmbito, de funções como dirigente de clube ou de associação, árbitro, juiz ou treinador no activo.

Artº. 39º do Projecto de Estatutos da FPB – Incompatibilidades

É incompatível com a função de titular de órgão social da FPB:

a) O exercício de outro cargo em órgão social da FPB;
b) A intervenção, directa ou indirecta, em contratos celebrados com a FPB;

É igualmente incompatível com o exercício de cargo de Presidente e de membro da Direcção o exercício de qualquer cargo em qualquer outra Federação desportiva, bem como não podem acumular o cargo de Presidente da Direcção da Associação ou clube considerado como sócio efectivo colectivo da FPB.

Será que o proposto pela FPB não está a limitar o que está no Dec-Lei ?

Que o Badminton continue no bom caminho... são os meus desejos !

José Bento

Prof. Ricardo Fernandes - Treinador Profissional em Inglaterra




Informação recebida do Prof. Ricardo Fernandes

Mais uma grande surpresa com que frequentemente o Prof. Ricardo Fernandes tem vindo a encher de orgulho o Badminton nacional.

Desta vez foi a sua colocação como treinador profissional de Badminton imagine-se onde... em Inglaterra !

Eis o texto da sua informação:

Caro José Bento,

Informo que, recebi uma proposta/convite extremamente interessante para ser treinador responsável principal de um centro de rendimento de Badminton em Inglaterra, um dos países com maiores tradições no Badminton na Europa e uma grande potência na modalidade.

Após, alguns dias de conversações e vários dias de ponderação, decidi aceitar o convite vindo de Inglaterra dadas as condições que me foram oferecidas, grau de exigência do projecto e objectivos do mesmo, sendo, para mim um verdadeiro desafio na minha carreira como treinador profissional de Badminton.

O centro de rendimento Inglês onde irei dar treinos está vocacionado para jogadores jovens ingleses e que são esperanças para os Jogos Olímpicos de 2012 e 2016.

Neste centro prefilam alguns jogadores que fazem parte selecção Inglesa de sub-15, 17 e sub19 considerados talentos na modalidade e com um futuro muito promissor (segundo informaram-me os responsáveis).

Para além da função de treinador responsável pelo centro de rendimento Inglês, foi também colocada uma forte possibilidade de colaboração directa com a própria selecção Inglesa de Badminton, hipóteses colocada pelo próprio responsável técnico nacional Inglês.

Esta oportunidade é de facto um passo muito importante na minha carreira de treinador Badminton profissional e também um reconhecimento internacional do trabalho que tenho desenvolvido no Badminton ao longo dos anos, sendo, certamente, mais uma excelente experiência e uma mais valia para o meu currículo como treinador, no qual, permitirá trabalhar ao mais alto nível e aumentar ainda mais os meus conhecimentos.

Este tipo de oportunidades são verdadeiramente muito invulgares e ou inexistentes no Badminton Português, especialmente, no que respeita à presença de técnicos Portugueses de Badminton a trabalhar no estrangeiro.

Na realidade, a minha ida para o estrangeiro vem contrariar um pouco o que normalmente acontece em Portugal, que é a vinda de treinadores estrangeiros para Portugal, situação que se verifica à vários anos a esta parte, sendo, no entanto, muito curioso e uma grande coincidência o facto do actual seleccionador português ser de nacionalidade Inglesa.

Naturalmente, estou muito feliz e motivado com este novo desafio na minha vida e carreira profissional e asseguro que irei dar o meu melhor para justificar toda a confiança que depositaram em mim.

A partida para Inglaterra para iniciar as minhas novas funções está prevista para o início de Setembro.

Com os melhores cumprimentos,
Ricardo Fernandes

Estágio Internacional na Madeira - Informação e colaboração do Prof. Ricardo Fernandes



Terminou ontem da melhor forma o estágio internacional de Badminton que se realizou na Madeira com a realização de um encontro de equipas entre o BK Aalborg e a Madeira em sub-17, onde, os Dinamarqueses levaram o "troféu" para casa ao vencerem a equipa Madeirense de forma categórica por 11-2, demonstrando alguma superioridade como expressa o resultado final.

No entanto, os madeirenses ainda assim deram boa réplica e conseguiram mesmo alcançar 2 vitórias por intermédio de Francisco Rosa que bateu o Dinamarquês Anders Bisgaard por 2-1, com parciais de 21-18/19-21 e 21-18 e de Anny Costa com vitória sobre a Dinamarquesa Louise Hansen também por 2-1, com parciais de 21-12/16-21 e 21-14.

Regista-se também o facto de ter havido em alguns jogos alguma luta por parte dos jogadores Madeirenses perante os poderosos Dinamarqueses.

É de salientar que este estágio teve um total de 40 atletas (15 Dinamarqueses, 2 atletas continentais e 23 atletas Madeirenses) que treinaram aproximadamente um total 26 horas no espaço de uma semana com intenso trabalho técnico, táctico e físico, tendo, sido os treinos realizados em dois locais diferentes (Prazeres e Funchal).

De facto esta iniciativa foi extremamente positiva e proveitosa para os jogadores Portugueses (neste caso particular os Madeirenses), uma vez que tiveram a oportunidade de treinar e jogar durante uma semana com atletas de bom nível, onde, foram trocadas experiências entre os atletas do dois países.

Para além da componente desportiva, foi também muito importante o aspecto social e cultural, onde, os jogadores dos dois países conviveram juntos e de forma intensa o que permitiu o cruzamento de culturas diferentes e formas de estar na vida também diferentes num enriquecimento integral dos jogadores não só como atletas, mas, também como seres humanos que têm de viver em sociedade.

Resta dizer que, este tipo de actividades e intercâmbios internacionais é sem margem para dúvidas uma mais valia para o Badminton Português e uma grande promoção a nível internacional.

Para a realização deste estágio destaca-se a importância do CDR dos Prazeres e em especial o papel do seu presidente Duarte Anjo no apoio dado ao estágio, ao IDRAM pela disponibilização do pavilhão da Escola Francisco Franco para que os trabalhos pudessem ocorrer no Funchal e a colaboração do clube CS Madeira, GD Estreito, Valour e Pontassolense.

Para que a realização deste este estágio fosse uma realidade foi fundamental o facto de Ricardo Fernandes ter estado na Dinamarca e ter sido treinador do BK Aalborg da Dinamarca na época passada.

Com os melhores cumprimentos,
Ricardo Fernandes

Resposta de José Bento:

Parabéns ao Ricardo e a todos que o apoiaram na realização deste Estágio proporcionando a jovens atletas novas experiências que os irão ajudar na sua progressão na modalidade.

Iniciativas como esta ou como a da criação da Academia de Badminton em Lisboa deveriam ter igualmente o maior apoio das entidades oficiais ligadas à modalidade.

Não desistam !

Continuem a prestar a vossa ajuda ao Badminton português que ele bem merece e precisa !

José Bento

5º. Torneio de Badminton de Praia - Colaboração de Anselmo Lancha

Dr. Mário Albuquerque e Carlos Pardilhó - Os vencedores do Torneio


5º TORNEIO DE BADMINTON DE PRAIA

Mário Albuquerque e Carlos Pardilhó foram a dupla vencedora do torneio de Badminton de Praia que a All Sports Events organizou na Praia Azul em Espinho, apesar das ameaças de chuva.

O bom recorte técnico demonstrado nos jogos disputados, mostra porque é que Espinho se tem tornado a referência do Badminton de Praia em Portugal, logo a seguir aos Açores (Praia do Pópulo).

A dupla Ricardo Nogueira/Bruno Dourado que veio da Póvoa de Varzim, arrecadou o segundo lugar e desde logo ficou a certeza de levarem a organização de uma etapa do Circuito de Badminton de Praia que se prevê arranque no próximo ano com etapas várias e um Masters (Espinho).

A A.A.Coimbra que tem marcado presença desde sempre, apresentou-se com disposição de levar para casa o troféu que conseguiram no ano passado, mas desta feita foi a dupla de dirigentes da ARBA que superou e levou de vencida os seus adversários, só sendo derrotados em três sets por outra dupla da AAC.

O nível técnico apresentado no torneio foi realmente elevado e demonstra claramente o ascendente que a modalidade tem tido nestes anos, sendo um belo complemento de treino do Badminton Indoor, como tem sido ressalvado nas novas técnicas de treino a nível superior.

A All Sports Events, como tem sido seu apanágio, organizou paralelamente actividades de Ténis de Praia e Flingo, que foram do agrado dos participantes.

Anselmo Lancha

Estágio Internacional na Madeira - Colaboração do Prof. Ricardo Fernandes



Está já a decorrer o estágio internacional de Badminton na Madeira entre os dias 1 e 8 de Agosto.

Para este estágio internacional de Badminton deslocaram-se à Madeira 13 jogadores e 1 treinador oriundos da Dinamarca (10 masculinos e 3 femininos) dos escalões sub-11, 13, 17 e 2 jogadores continentais (Nuno Santos e José Siva de Coimbra), para além dos 22 jogadores madeirenses convidados.

A maior parte da comitiva Dinamarquesa chegou à Madeira e onde no qual os Dinamarqueses têm previsto realizar um treino no Sábado e um treino no Domingo a título "particular" no pavilhão dos Prazeres sobre a orientação do técnico Português Ricardo Fernandes e com a colaboração do treinador Dinamarquês Peter Quist como técnico assistente .

É de referir que a maior parte dos jogadores dinamarqueses (10 atletas) são oriundos do BK Alborg (norte da Dinamarca), equipa que foi treinada na época passada por Ricardo Fernandes, onde, se inclui alguns jogadores de grande qualidade e que nos sub-17 na Dinamarca já alcançaram algumas vitórias em torneios nacionais, nomeadamente, a singulares e pares homens.

No entanto, também fruto da presença do jovem atleta madeirense Duarte Anjo na Dinamarca, estarão na Madeira 3 jovens atletas Dinamarqueses de elevada qualidade ( 2 sub-13 e 1 sub -11) ,sendo mesmo um desses jogadores (Woff) considerado um dos melhores jogadores da Dinamarca e da Europa no seu escalão.

O estágio irá ser realizado em dois locais distintos, a 1ª parte nos Prazeres entre 3 a 5 de Agosto e a 2ª parte no Funchal entre 5 a 8 de Agosto no pavilhão da Escola Francisco Franco, onde, já estarão incluidos todos os atletas madeirenses e os dois atletas continentais.

Este estágio será realizado num módulo inovador e diferente do que acontece tradicionalmente em termos de estágios no ínicio de época onde existe uma sobrecarga de horas de treino no pavilhão (normalmente bi-diário).

No caso deste estágio os treinos técnicos vão decorrer quer nos Prazeres quer no Funchal apenas nas partes da manhã entre as 9h e as 12h, ficando as partes da tarde reservadas aos Dinamarqueses para a realização actividades na praia e nas serras da Madeira ,ou seja, actividades relacionadas com o meio ambiente onde se inclui a realização de algum trabalho de preparação física (juntando o útil ao agradável ).

O estágio será orientado por Ricardo Fernandes e terá a colaboração do técnico Dinamarquês Peter Quist e de Cosme Berenguer técnico do Clube Sports da Madeira.

Este estágio resulta de um protocolo estabelecido entre o BK Aalborg e os CDR dos Prazeres e com a colaboração do Clube Sport Madeira, Grupo Desportivo do Estreito, Associação Desportiva Pontasolense e Valour futebol clube.

A vinda deste grupo de jogadores Dinamarqueses de alta qualidade à Região fica a dever-se essencialmente ao facto de Ricardo Fernandes ter estado na Dinamarca na época passada e sido treinador do BK Aalborg da Dinamarca e como consequência da enorme vontade demonstrada por parte destes atletas Dinamarqueses em conhecer a Madeira.

O objectivo deste estágio é sem dúvida dar a oportunidade única aos atletas Portuguses (no caso na maioria madeirenses) de treinarem durante alguns dias com os atletas dinamarqueses de excelente qualidade que são oriundos da maior potência Europeia e uma das maiores potências a nível Mundial no Badminton.

Um grande abraço,
Ricardo Fernandes

Novo Dec-Lei 248-B

Novo Decreto-Lei 248-B/2008 de 31 de Dezembro de 2008
Novos Estatutos da FPB
Novo Regulamento Eleitoral da FPB


Já todos devem ter ouvido falar que as Federações Desportivas têm de alterar os seus Estutos e Regulamentação associada em virtude do Novo Regime Jurídico definido pelo novo Dec-Lei 248-B/2008 de 31 de Dezembro de 2008.

Para além de tal ser obrigatório, a regulamentação do Badminton devia de ser alterada para formas simplificadas, mais claras e justas aproveitando toda uma experiência vivida pelos anteriores Dec-Lei e acompanhando a evolução que todo o processo desportivo e o próprio Badminton tem tido.

Igualmente se deveria tentar corrigir aquelas situações que todos reconhecem estar incorrectas e que têm igualmente contribuído para a estagnação (e não digo retrocesso porque acredito que ainda é possível dar-lhe a volta) da modalidade.

Toda a estrutura da modalidade deveria aproveitar esta excelente oportunidade para rever a sua forma de estar e gerir a modalidade criando a regulamentação que proporcione e facilite a expansão e divulgação do Badminton em Portugal.

Dever-se-ia assim criar uns Estatutos e um Regulamento Eleitoral que cumpram a nova Lei e simultaneamente dê responsabilidades aos seus Órgãos mas com o apoio, acompanhamento e controlo de toda a restante estrutura, através da transparência de processos e uma permanente informação sobre tudo o que diga respeito à modalidade.

Que seja exigida a toda a estrutura uma idêntica responsabilização a que será dada à FPB, com a divulgação de metas e objectivos, direitos e obrigações para todos, para quem ficar nos Órgão Federativos, Associativos, Clubísticos e para os seus praticantes, treinadores, juízes, árbitros e demais elementos ligados ao Badminton.

A Federação Portuguesa de Badminton, possuidora e conhecedora do conteúdo do novo Dec-Lei há muito tempo, pouco ou nada fez para o discutir com a sua estrutura.

Realizou apenas um Fórum onde as entidades políticas presentes defenderam a sua dama (Antigo Dec-Lei e Novo Dec-Lei) e os que estiveram presentes recordam o tempo que durou essa discussão que para a modalidade pouco ou nada trouxe de interesse.

De positivo apenas ficámos a saber que com este novo Dec-Lei algumas das anti-democráticas práticas das diversas Federações, onde a nossa se inclui com alguma relevância, acabariam.

Aconselho a todos os mais ligados à modalidade a leitura desses três documentos e em particular o texto do novo Dec-Lei 248 que, como a Direcção da FPB não o divulgou, aproveito eu para o fazer neste espaço livre no intuito de ele poder ser devidamente comentado.


Vamos então analisar o seu preâmbulo e salientar algumas situações:

“A Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, aprovada pela Lei n.º 5/2007, de 16 de Janeiro, veio estabelecer um conjunto de orientações para a atribuição do estatuto de utilidade pública desportiva às federações desportivas, as quais apontam para a necessidade de se proceder a uma extensa reforma relativamente à organização e funcionamento destas organizações, assente em novos princípios e valores, reflectindo acrescidas exigências éticas, para que aquelas possam responder, com eficácia, aos novos desafios com que estão confrontadas.”

Pretende este Dec-Lei que as Federações procedam a uma extensa reforma com acrescidas exigências éticas.

“A reforma que ora se empreende parte de uma concepção unitária de federação desportiva, enquanto organização autónoma dotada de todos os órgãos necessários para reger a respectiva modalidade desportiva, incluindo os relativos à disciplina da arbitragem e à aplicação da justiça.

Não se perfilharam soluções que se traduzissem na atribuição a órgãos exteriores às federações desportivas da competência para decidir em matérias de arbitragem ou de justiça, em nome da garantia de independência das decisões.

Tais soluções, para além de não serem conformes ao disposto no artigo 46.º da Constituição da República Portuguesa, violam as normas das federações internacionais, de acordo com as quais aquele tipo de decisões deve ser cometido, em qualquer caso, a órgãos próprios das federações nacionais.

Para garantir a independência das decisões, a estratégia por que se optou passa, assim, pela democratização interna das federações e não por soluções de ingerência externa no seu funcionamento.“

Pretende este Dec-Lei que haja democratização interna das federações.

“De entre as principais inovações deste regime jurídico das federações desportivas destacam -se as seguintes:

Em primeiro lugar, a presente reforma assenta na distinção entre federações das modalidades colectivas e federações das modalidades individuais, uma vez que são muito diversos os problemas de umas e de outras. Com efeito, nas modalidades colectivas o clube desportivo assume uma particular importância (enquanto suporte orgânico das equipas), ao contrário do que sucede nas modalidades individuais, nas quais o que sobreleva é o praticante desportivo. Nas modalidades colectivas a competitividade gera -se, sobretudo, entre clubes; nas modalidades individuais assenta nos resultados obtidos pelos praticantes individuais.”

O Badminton foi considerado como modalidade individual e como tal o praticante passa a ter preponderância.

“E, porque assim é, as regras organizacionais devem ser necessariamente diferentes.

Em segundo lugar, estabelece -se que a representação na assembleia geral das diversas estruturas e agentes desportivos seja feita por intermédio de delegados, os quais apenas representam uma única entidade e têm um só voto.”

Não há dúvidas que a representação nas AG passa a ser através de delegados para cada tipo de entidade e cada um deles terá apenas um voto, quer representem um Clube, uma Associação, etc.

“As assembleias gerais das federações desportivas deixam de ser integradas por organizações que exprimiam votos corporativamente organizados para passarem a ser compostas por pessoas indicadas ou eleitas previamente, mas que apenas podem dispor de um voto.”

Os votos passam a ser apresentados por pessoas indicadas ou eleitas previamente.

“Em terceiro lugar, com vista a impedir o regresso a sistemas de votos corporativamente expressos, proíbem–se os votos por procuração ou por correspondência. O que se pretende é estimular a participação dos interessados nos trabalhos das assembleias gerais, fomentar a presença e a
discussão dos intervenientes e incentivar a construção de consensos entre os diferentes sectores das modalidades desportivas.”

Acabam os votos em nome de outros, como os que existiam actualmente nas AG da FPB, onde os próprios directores votavam em representação das Associações.

Pretende igualmente estimular a participação do maior número de elementos nos trabalhos das AG.

“As federações desportivas podem optar, salvo se a lei estabelecer regra diversa, por atribuir o direito de ser representada por mais de um delegado; mas, cada delegado apenas terá um voto.

Em quarto lugar, quer as federações das modalidades colectivas, quer as das modalidades individuais, devem reservar 30 % dos delegados para os representantes dos agentes desportivos (máxime, praticantes, treinadores e árbitros), sendo os restantes 70 % reservados para os representantes dos clubes (ou suas organizações). Nas modalidades colectivas, acresce ainda que terá de haver um equilíbrio entre os representantes dos clubes intervenientes nos quadros competitivos nacionais (35 %) e os representantes dos que intervêm nos quadros competitivos distritais ou regionais (35 %). Ao invés, nas modalidades individuais, a regra é a de que os clubes (ou as suas associações) devem, em qualquer caso, possuir o mesmo número de delegados.”

Portanto, 70% dos delegados representarão os clubes ou as suas associações e os restantes 30% dos delegados representarão, no seu conjunto, os praticantes, treinadores, juízes e árbitros de Badminton.

“Estas diferentes formas de ponderação do número de delegados asseguram que nenhum sector, nenhuma área da actividade desportiva, por si só, possa impor a sua vontade ao conjunto da modalidade desportiva.”

Pretende assim evitar a predominância de um sector específico em impor a sua vontade ao todo da modalidade.

“Em quinto lugar, as eleições dos órgãos federativos colegiais (conselhos de disciplina, de justiça, de arbitragem e fiscal), com excepção da direcção, deve processar–se através de listas próprias, por voto secreto, de acordo com o princípio da representação proporcional e o método da média mais alta de Hondt. Pretende-se com esta regra, por um lado, impedir as listas únicas, com prévia negociação de lugares, e, por outro, assegurar a representação das minorias nos órgãos de justiça e de arbitragem, o que tornará mais transparente o funcionamento desses órgãos de natureza muito sensível e contribuirá para um acréscimo de auto-fiscalização do seu funcionamento. Estas regras são completadas por duas outras destinadas a assegurar que não sejam estabelecidos entraves desproporcionados à apresentação de candidaturas alternativas, estabelecendo um limite ao número exigível de subscritores das listas (10 % dos delegados) e determinando que as listas podem ser apresentadas apenas para determinado órgão.”

Determina que todos os órgãos federativos, exceptuando a Direcção, devem ser eleitos em listas próprias, através de representação proporcional.

Pretende que haja mais transparência no funcionamento dos seus órgãos.

“Em sexto lugar, consagra -se um novo órgão eleito directamente, unipessoal, e com poderes reforçados — o presidente da federação. Com competências distintas da direcção, à qual preside, o presidente é o último responsável pelo executivo federativo e o garante maior do regular funcionamento dos demais órgãos.”

Reforça os poderes do órgão Presidente da Federação.

“Em sétimo lugar, são reforçados os poderes dos executivos federativos, a fim de que possam executar o programa para o qual foram eleitos. Nesta óptica, atribui-se à direcção a competência para aprovar todos os regulamentos federativos.”

A Direcção da Federação passa a ter a competência para aprovar todos os regulamentos federativos.

Não se especifica se são os regulamentos para gestão da modalidade ou também os regulamentos de provas.

“Esta nova competência da direcção é temperada pela possibilidade de 20 % dos delegados requererem a respectiva apreciação em assembleia geral para suspender a sua vigência ou introduzir alterações.”

Este aspecto é muito importante pois mesmo que a Direcção da Federação passe a fazer os diversos regulamentos e mesmo que sejam os das provas, bastam 20% dos seus delegados para suspender a sua vigência ou proceder a alterações nos mesmos.

“Em oitavo lugar, estabelece -se uma regra geral para a renovação dos mandatos dos titulares dos vários órgãos federativos, de acordo com a qual ninguém pode exercer mais do que três mandatos seguidos num mesmo órgão de uma federação desportiva, salvo se, à data da entrada em vigor do presente decreto-lei, tiverem cumprido ou estiverem a cumprir, pelo menos, o terceiro mandato consecutivo, circunstância em que podem ser eleitos para mais um mandato consecutivo.”

Acaba assim a eternização dos actuais órgãos sociais da Federação.

“Em nono lugar, clarifica-se que as organizações de clubes (ligas e associações distritais ou regionais), com funções de organização, disciplina e promoção da modalidade na sua área de intervenção, exerçam tais funções por delegação da federação desportiva em que se inserem:
todas estão subordinadas às orientações provindas da federação e esta tem os meios necessários para fazer valer as suas orientações.”

As Associações Regionais passam a exercer a sua organização e promoção da modalidade por delegação da FPB.

Deste modo terá de haver regras, critérios e objectivos emanados da Direcção da FPB a cumprir por todas as partes.

“Em décimo e último lugar, estabelece-se o princípio da renovação quadrienal da atribuição do estatuto de utilidade pública desportiva, garantindo-se assim um reexame periódico das razões que justificaram a atribuição inicial daquele estatuto, o que será concretizado em períodos coincidentes
com o de cada ciclo olímpico.“

A FPB terá de justificar a renovação da atribuição de estatuto de utilidade pública no final de cada mandato de 4 anos.

Para além do preâmbulo deste Dec-Lei e mais no pormenor dos vários artigos se poderá e deverá estudar a melhor forma de elaborar então os novos Estatutos e Regulamento Eleitoral da FPB.

Como a Direcção da FPB já publicou um projecto para estes documentos e vai apresentá-los na próxima AG deveremos todos analisá-los com cuidado evitando as negações ao espírito deste Dec-Lei.

Provavelmente e oportunamente virei de novo a referir-me a mais alguns pormenores que no meu entender deverão ficar salvaguardados nestes tão importantes Regulamentos da nossa Federação.

Dada a sua complexidade e importância acho que seria mais vantajoso suspender essa próxima AG da FPB até que este Dec-Lei fosse convenientemente debatido por todos, assim como os textos para os novos Estatutos e Regulamento Eleitoral, em reuniões especialmente marcadas para o efeito.

Caso contrário o que iremos ter em final de Agosto de 2009 ?

Uns Estatutos e um Regulamento Eleitoral que limita cada vez mais a participação de todos com a Direcção da FPB a controlar a modalidade com uma gestão cada vez mais centralizada e fechada.

Mas depois deles aprovados já não será possível voltar atrás pois a sua representação já não será idêntica à actual e se agora ainda é possível evitar, com a ajuda das vozes que alertam para a forma com a Direcção da FPB tem vindo a gerir a modalidade, depois jamais será possível qualquer viabilidade prática de reverter a situação, mantenham-se ou não essas mesmas vozes de alerta.

Recordando…

antigamente a representação em AG fazia-se com os votos de todos os Clubes filiados na FPB.

E porque falhou este sistema ?

Porque começaram a aparecer os chamados “clubes fastasmas” alguns deles sem terem sequer praticantes e outros clubes a inscreverem falsos praticantes para terem maior número de votos.

Mais tarde surgiu outro Dec-Lei, que vigorou até este surgir, que atribuía a representatividade às Associações Regionais e de Classe.

Os clubes eram assim obrigados a inscreverem-se na FPB através das Associações Regionais.

E porque falhou também este sistema ?

Porque as Associações Regionais começaram a inscrever “clubes fantasmas” alguns com “falsos praticantes” para terem cada vez mais votos nas AG.

E este sistema trouxe igualmente uma outra incorrecta situação como a duplicação de Associações Regionais em áreas geográficas comuns.

Assim, como não era permitida a filiação directa de um clube na FPB, alguns deles foram obrigados a criar Associações paralelas para evitar ter de estar sujeitos à orientação de Associações com que não concordavam.

Também as Associações de Classe surgiram, sem controlo mínimo, para que os seus intervenientes pudessem ter voz e acabaram por ser manipuladas em favor de mais uns votos nas AG, desvirtuando a sua utilidade.

Mas em qualquer dos dois anteriores Dec-Lei sempre foi permitido a representação de todos os intervenientes na modalidade.

E nestes novos documentos que a Direcção da FPB vai levar à próxima AG ?

Claro que só alguns irão representar os restantes !

O que está errado e porque o Dec-Lei não o exige, bem pelo contrário, ele permite para o Badminton um limite de 120 delegados o que chega perfeitamente para possibilitar a participação de todos os Clubes, Associações, praticantes, treinadores, juízes e árbitros.

Porque não se mantém para o Badminton, como sempre aconteceu, a possibilidade de todos poderem votar e não limitar só a alguns essa votação ?

Há é que aproveitar o novo Dec-Lei e interpretá-lo de forma a servir os interesses da modalidade e não os dos seus dirigentes.

Há é que evitar um Regulamento Eleitoral complexo como aquele que foi apresentado como projecto da FPB e torná-lo simples como por exemplo está o actual.

Há é que incluir nele todos os requisitos para acabar com os votos falseados dos clubes que nem têm um mínimo de praticantes (devia ser definido esse número mínimo) tal como existe a obrigação mínima de uma Associação Regional ter três entidades filiadas para poder justificar o seu voto.

Há é que definir se é permitido aos clubes poderem escolher a sua representação directamente na Federação ou por intermédio de uma Associação Regional ou Distrital.

Há é que clarificar a forma de representação das Associações Regionais ou Distritais, evitando a sua duplicação em idênticas regiões geográficas acabando com a “guerra” entre elas e que tanto têm prejudicado a modalidade.

Há é que definir como os restantes agentes da modalidade, os praticantes, treinadores, juízes e árbitros se devem fazer representar, ou individualmente ou filiados em Associações de classe, mas neste caso, devidamente controladas.

Tanta coisa se pode e deve fazer aproveitando este novo Dec-Lei para melhorar os Estatutos e o Regulamento Eleitoral, para bem da modalidade.

Para isso a Direcção da FPB tem a obrigação de efectuar reuniões de trabalho com toda a estrutura pois há muitas soluções que poderão ser discutidas, mas o que todos querem é que seja aprovada a melhor possível.

Este assunto é muito importante para se estar a resolver à pressa e colocar em todos nós a responsabilidade por exemplo do atraso do início da próxima época desportiva.

A nova época deverá ser iniciada nas datas normais com os regulamentos que temos, até que eles sejam alterados.

Sempre foi assim e não é porque a Direcção da Federação querer fazer tudo sozinha e a seu belo prazer que a nova época deve ser diferente.

Se houve atraso neste processo a responsabilidade cabe totalmente à Direcção da Federação que já devia de ter tomado as devidas providências para debater entre todos este tão importante documento como é o novo Dec-Lei.

Espero que todos os responsáveis pela modalidade e não só os dirigentes federativos como associativos, dos clubes e os das diversas classes saibam bem as consequências dos seus votos na próxima AG da FPB que, no meu entender, deve de ser adiada novamente até que os novos projectos de Estatutos e Regulamento Eleitoral tenha um consenso (obrigatório de 3/4) de toda a estrutura da modalidade e não um consenso da Direcção da FPB com alguns agentes da modalidade, de forma a fazê-los passar na próxima votação, para interesses diferentes daqueles que a modalidade necessita.

O Badminton precisa de nova regulamentação, mais simples, clara e de fácil controlo (com muito menos burocracia) e de forma que ALGUNS (poucos) não possam tomar conta dele em nome de TODOS os seus intervenientes.

José Bento

Colaboração de Lúcia Ramires

Ai e tal, este é o tal desporto que toda a gente acha que é para "meninas", que eu pratiquei e há pouco tempo recomecei.

Beijocas
Lúcia Ramires

Desporto para "meninas"

http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=4d409a920522f4c7&type=video%2Fmp4

Sempre vale a pena o sobressalto - Comentário da CHELAGOENSE

Sempre vale a Pena o Sobressalto

O artigo de José Bento, publicado no seu blog, suscita mais uma vez, questões que têm sido alvo de abordagens, por parte de todos aqueles que no Badminton estão preocupados com a situação a que a modalidade chegou.

São reflexões merecedoras do nosso acompanhamento e subscrição, porque todas elas concorrem num único sentido, devolver à modalidade dignidade e dar-lhe os instrumentos legais, éticos e de competência, indispensáveis, para que possa sair do quadro de letargia, de marasmo e de incompetência em que esta vive mergulhada.

Estamos seguros e convictos, que hoje, com o quadro actual de dirigentes que temos na Federação, está praticamente esgotado o espaço de possibilidades, para levar a efeito um debate sério e construtivo no encontro de soluções para a modalidade, como para sanar um conjunto de constrangimentos inadmissíveis que envolvem a Federação.

Todos aqueles que persistem e bem, de forma séria e construtiva, interessados e correctos, sem interesses particulares ou pessoais, a tentar reflectir, debater e a apresentar soluções actuais e compagináveis para alterar o rumo da modalidade, devem ser acarinhados e apoiados, mas igualmente alertados, para as barreiras e muros de interesses que vão encontrar, levantados por aqueles que não servem a modalidade, mas sim dela se servem diariamente.

Estamos a chegar a uma encruzilhada e estou certo, que independentemente do rumo que seja decidido, nada mais ficará como anteriormente.

A encruzilhada e o quadro actual de funcionamento da modalidade, ou toma com maior ou menor dificuldade, um caminho razoável e seguro de solução dos problemas existentes, ou as consequências que daí possam decorrer, serão desta vez mais sérias e profundas, que os arrufos de outrora.

A todos os que sistematicamente falam pelos corredores do murmúrio, incapazes de assumir publicamente as suas posições, está lançado o desafio da coerência e da responsabilidade. Aos que têm estado amarrados ao sistema vigente, mas com vontade de cortar as amarras, o desafio é mais incisivo no encontro com a coragem e a verdade.

Aos que têm sido parte do sistema e dele estão reféns, estão confrontados com o desafio de se afastarem para darem lugar aos ventos novos, de mudança, de ética e da verdade.

Aos que estão a chegar ao limite da paciência por já não acreditarem neste caduco sistema, é-lhes pedida renovada persistência, maior sentido de responsabilidade e mais capacidade de persuasão, na busca de novos aliados para engrossar as forças de transformação e de soluções sérias e construtivas, para a modalidade.

Os que são o sistema, que se servem da modalidade para proveito particular e pessoal, são poucos, mas são o núcleo duro do regime, que anos e anos a fio se perpetuam no poder, de forma ilegítima e ilegal, a esses, a única solução que lhes resta é a vontade e a decisão dos clubes em os colocar de fora da Federação.

Iniciamos um novo percurso, ganhamos ainda e apenas, pequenas escaramuças, mas com o adiamento da Assembleia-geral, fica clara a fraqueza ideológica e legal do regime, que no campo desportivo, da verdade e da ética é ainda mais frágil. É como que um gigante com pés de barro, basta um sopro de verdade dos clubes e cai como um baralho de cartas.

A bem da modalidade não de outros interesses, é bom que todos nós de uma vez por todas, de forma objectiva e clara, tomemos o rumo dos acontecimentos nas mãos e saibamos levá-lo até ao fim nesta luta.

Volto a reafirmar o desejo de ouvir o que os clubes da Madeira têm a dizer publicamente, qual a sua posição sobre os assuntos em debate. Manifesto a esperança de os ver no seu encontro com todos aqueles, que com eles estiveram outrora, no combate pela verdade e pela legalidade.

Vamos falar publicamente dos assuntos, sem receios e medos de represálias.

Nós, na Che Lagoense para além de assumirmos publicamente a nossa posição, encaminhamo-las todas para a tutela, para que saibam o que se passa na Federação.

Iniciamos este caminho e vamos com ele até que tenhamos companheiros para nos acompanhar, porque estamos certos e convictos de que vale a pena este sobressalto

Diamantino Ruivinho