Nascido em Moçambique, em Lourenço Marques, casado, com dois filhos e três netos (uma rapariga e dois rapazes) e uma longa e dedicada ligação ao BADMINTON

José da Silva Bento

José da Silva Bento
Meritorious Service Award da IBF (Federação Internacional de Badminton) - Sócio de Mérito com Distinção da FPB (Federação Portuguesa de Badminton)
Estão aqui reunidos todos os artigos antigos publicados no meu blogue desde 1/3/2008.

Arquivo do blogue

Ana Luísa Reis - Estreia na Suiça - Informação e Colaboração de Paulo Bourbon Fernandes

Bom dia,

Envio informação sobre participação da Ana Luísa no torneio de Lausanne.

“A Atleta Ana Luísa Reis viaja na quinta-feira para Lausanne (Suíça) para disputar o HEAD Lausanne Youth International 2008.

O calendário do torneio onde a nossa atleta irá participar já está disponivel. A sua primeira adversária será a belga Manon Vervaeke.

É uma jogadora mais experiente, tem mais do dobro de competições internacionais que a Ana Luísa, mas a estamos optimistas num bom resultado.

A Ana Luísa será acompanhada nesta competição pelo seu treinador - Bruno Gomes.

Na quinta-feira a atleta fará um treino de adaptação ao Pavilhão da competição e fará a sua estreia na sexta-feira.”

Sitio Famalicense Atlético Clube

Obrigado,
Paulo Bourbon/FAC

Marco Vasconcelos - Uma Boa Notícia

O Marco Vasconcelos não vai deixar de jogar.

Ele resolveu continuar como jogador, a ajudar a Selecção Nacional, mostrando o seu ainda grande valor como atleta.

O Marco tem alguns projectos ainda por realizar no seu clube e continuará a colaborar em conjunto com a ABRAM para um Badminton cada vez melhor e com objectivos concretos.
Mas o Marco também tem um SONHO.

Gostaria de ter na Madeira uma Academia Mundial de Badminton.

Oxalá tudo se conjugue para que estes seus objectivos se concretizem.

Quem vai ganhar com tudo isto é o Badminton.

Oxalá que os grandes jogadores de Badminton portugueses como o Hugo Rodrigues, a Filipa Lamy, o Fernando Silva, o Ricardo Fernandes e tantos outros, continuem a dar a sua colaboração na Selecção Nacional que tanto precisa ainda deles e em especial para jogar pares de que tanto estamos carecidos.

E que antes de pensarem em deixar de jogar possam dedicar-se paralelamente à função de treinadores passando os seus vastos conhecimentos a outros jovens jogadores.

É nisto que a Federação também deve pensar e tentar arranjar soluções para que estes grandes jogadores não se afastem da modalidade, como tem acontecido com outros grandes atletas (António Crespo, Ana Luisa Monteiro, Margarida Cruz, Francys Pereira, Ana Ferreira, Tânia Faria, José Brandão, José Carlos Nascimento, António Moura e muitos mais) que abandonaram a sua preciosa ajuda à modalidade.

O Badminton precisa de todos, antigos e mais recentes grandes atletas, tanto como jogadores, como treinadores, na arbitragem, mas essencialmente como dirigentes que é a classe mais necessitada nesta modalidade.

Só assim, com a ajuda de elementos que sabem as dificuldades por que passaram enquanto jogadores, poderão depois como dirigentes arranjar soluções mais perfeitas e que resolvam os problemas de forma a atingir metas muito mais rigorosas do que aquelas que o Badminton tem neste momento.

Felicidades Marco nesta nova fase da tua actividade desportiva.

Que os elementos que se encontram afastados da modalidade regressem para tornarem o Badminton cada vez melhor.

José Bento

Artigo de Opinião do Prof. Fernando Gouveia

Com o decorrer dos tempos, as modalidades amadoras, nomeadamente as individuais estão a perder interessados e o badminton porque é uma modalidade exclusiva de pratica em espaços fechados está cada vez mais em face de descrença.

O futsal, modalidade longe de alcançar o estatuto olímpico, mas com uma paupérrima comunicação social a dar-lhe demasiado valor e onde o poder político, não tem capacidade de criar condições para dar a volta ao triste e desorganizado desporto nacional, tem vindo a retirar outras modalidades dos pavilhões.

Na generalidade as Câmaras Municipais, com o poder de construir espaços, não têm Vereadores do Desporto suficientemente conhecedores e cultos, para entenderem, que o desporto vai muito mais além do futebol, demonstrando ainda uma “mentalidade de aldeia”, que não melhorou após a revolução de 25 de Abril e assim o país nunca poderá usufruír de uma imagem internacional, não só desportivo como também social.

Outra situação preocupante, que tem sido frequentemente criticado é a inoperância da FPB, perante determinados factores que levam ao desenvolvimento da modalidade, mas que será impossível de ser ultrapassado, devido ás precárias dotações, para melhor abranger a formação e a competição internacional.

Se verificarmos a situação da generalidade dos clubes, nomeadamente os do continente por não terem espaço para desenvolverem convenientemente as cargas de treino, muito longe dos parâmetros necessários para a exigente competição, pelo que será muito difícil para qualquer atleta treinando duas ou três vezes por semana e durante duas horas chegar a um nível elevado.

Os clubes não têm capacidades económicas para fazer face a despesas com o aluguer de pavilhões, gratificação aos seus técnicos, deslocações, alojamentos etc.

Com este espaço de tempo será impossível desenvolver devidamente os componentes do treino, como a flexibilidade, força, resistência, técnica e velocidade.

Por sua vez, os treinadores vocacionados para o estudo da Metodologia do Treino, não poderão aplicar as suas melhoradas mais valias, que entretanto vão sendo adquiridas.

No entanto andam por aí muitas ilusões …

Prof. Fernando Gouveia

Resposta de José Bento:

Infelizmente este é outro dos novos problemas com que o Badminton se enfrenta desde há algum tempo.

Nas principais cidades do país este problema é ainda mais grave.

Raros são os pavilhões que têm sido construídos e os que vão sendo criados são normalmente destinados a grandes eventos onde o Badminton não tem capacidade de utilizar diáriamente.

Como os estabelecimentos escolares antigos e que ainda permitam a utilização do Badminton estão a ficar velhos e necessitam de obras urgentes alguns vão sendo encerrados enquanto decorrem esses melhoramentos.

É o que se está a passar com o pavilhão do antigo Liceu Filipa de Lencastre em Lisboa onde treinavam os Clubes CREA, SIMPS, BCP e CBL e que de um momento para o outro fechou para obras obrigando os principais clubes de Lisboa a recorrer a soluções de emergência e a ter encargos suplementares para proporcionar treinos mínimos aos seus atletas.

José Bento

Badminton - Concentração e Reflexos

Todos sabem que dois requisitos importantes para se ser um bom jogador de Badminton é ter uma grande concentração e óptimos reflexos.

Talvez nem todos saibam no entanto que é possível treinar e melhorar essas condições.

Quanto à concentração já é conhecida a solução utilizada por um célebre médico cirurgião que, para a melhorar e garanti-la em permanência, aproveitava diariamente o seu tempo, enquanto se encontrava na casa de banho efectuando as suas necessidades fisiológicas, para observar a torneira do lavatório que se encontrava à sua frente e que não vedava o suficiente, permitindo-lhe seguir de cima a baixo o percurso de cada gota de água que caía dela.

Gesto simples e mecânico mas que repetidamente lhe obrigava a uma concentração elevada permitindo-lhe melhorar ou pelo menos manter essa qualidade tão necessária ao bom desempenho da sua função profissional ... apenas com o inconveniente de ter uma despesa de água mais elevada no final do mês.

Já quanto aos reflexos há muitos exercícios que servem para os melhorar.

Para isso aqui deixo um simples programa que serve apenas para esse efeito e podem usá-lo sem quaisquer despesas.

Só é pena ser de uma modalidade concorrente do Badminton, mas que é útil é.

http://www.2downloads.de/files/onlinespiele/sport/kingpingpong.swf

José Bento

Informações Federativas

Os blogues sobre Badminton têm, quer queiram quer não, ajudado a modalidade.

De facto, penso que afinal, com a sua ajuda e as muitas CRÍTICAS CONSTRUTIVAS apresentadas, tem levado a FPB a reconsiderar e nos últimos tempos tem havido a preocupação de actualizar o seu site na internet.

Ao fim de alguns anos de falta de dados estatísticos já se encontram actualizados os númros de atletas e de clubes filiados, a composição dos Clubes por Associações, enfim tudo elementos que fazem falta numa página que é a janela principal do Badminton Português – o site da FPB – Federação Portuguesa de Badminton.

No entanto, não são só os dados estatísticos que fazem falta nesse site.

Todas as notícias ligadas à modalidade e que passem pela FPB deverão ser de imediato publicadas, o que infelizmente não tem acontecido.

Também é fundamental que haja com antecedência e em moldes claros e transparentes a divulgação de critérios relacionados com todas as iniciativas tomadas pela Direcção da FPB.

Coincidência ou não, com a nomeação do Prof. Luís Carvalho para Secretário Técnico da FPB, começou a surgir a divulgação de alguns desses critérios e informações, com a devida antecipação, que me leva aqui a agradecer em nome do nosso Badminton.

Não há que ter medo de que algumas dessas informações e decisões possam receber quaisquer más recepções de alguns elementos.

Até será salutar que possa provocar qualquer opinião contrária que possa ajudar a melhorar a ideia inicial.

Há que fazer o trabalho de base e depois receber humildemente a opinião (ajuda) de outros que também gostam de que a modalidade melhore o seu estado de saúde em Portugal.

Para haver mais clareza nestas mudanças que vamos agora verificando ainda falta, mas carece de urgência, a informação de quais as funções do novo Secretário Técnico e o seu enquadramento na estrutura federativa (ainda se encontra por actualizar o seu organigrama).

Vamos no bom caminho !

Aguardemos com a necessária urgência esta e outras mais informações como é o caso de saber quais os vários objectivos e metas da Direcção até ao fim deste ano e igualmente para o próximo mandato de 2009-2012.

Aguardamos saber com urgência qual a posição da Direcção da Federação para com todas as Asssociações Regionais ou de Classe existentes, os apoios que pensa conceder e quais os objectivos que pretende obter destas.

Queremos saber com urgência qual a posição dos actuais dirigentes federativos para com todos os meios humanos existentes ligados à modalidade e a posição que vão tomar especialmente com aqueles que deram provas de querer colaborar, nomeadamente com a apresentação de variadíssimas propostas apresentadas por alturas da realização do Fórum Nacional de Badminton, justificando assim, dessa forma, a realização daquele evento.

Venham as respostas a estas e outras questões que têm sido colocadas nos vários blogues sobre a modalidade.

Que o Secretário Técnico da FPB possa dar um "empurrãozito" é o que todos desejamos e esperamos.

Todos nós, convictos CRÍTICOS CONSTRUTIVOS do Badminton, estamos ao dispor.

O Badminton deve finalmente ficar acima de todos nós.

Tenham humildade suficiente para reconhecer que muito tem de ser feito e alterado para que o Badminton dê o salto que todos nós ansiamos ... mas para breve ... e não para esperar eternamente que um dia isso venha a acontecer.

Ao ritmo que se tem verificado nos últimos anos, já não estaremos cá para ver.

É preciso mais dinâmica, no fundo... mais interesse e maior responsabilidade !

José Bento

Quais os próximos projectos de ... Pedro Martins ?



Pedro Martins em 25/6/2004 no Centro Comercial Colombo em Lisboa dando a sua primeira entrevista para a Comunicação Social






O Pedro Martins é um atleta de eleição e que merece todo o nosso reconhecimento.

Ele já é um “velho” atleta de Badminton, apesar da sua tão jovem idade, pois começou muito novo a praticar a modalidade.

Sem dúvida que os brilhantes resultados conseguidos especialmente nos Campeonatos Internacionais do Circuito Europeu de Juniores da época passada levaram-no a atingir um feito inédito na nossa modalidade.

Colocar-se em primeiro lugar no Ranking Europeu de Juniores, em Singulares.

Após a breve paragem competitiva de final de época aí está ele de novo preparado para novos feitos e demonstrar que em Portugal existem atletas de qualidade excepcional e neste caso também em Badminton.

Quanto aos seus objectivos é “apenas” fazer um bom Campeonato da Europa de Juniores e trabalhar para que os resultados apareçam. "Devido á falta de dinheiro" está a tentar arranjar o maior número de apoios possiveis para ir ao Campeonato do Mundo de Juniores na India pois embora "muitas pessoas" digam que não é uma prioridade para ele, não deixa de ser o seu SONHO.

Gostaria, como elemento que sempre o acompanhou na sua carreira, desde miúdo, que o Pedro consiga atingir os seus principais objectivos e sonhos, como ele diz.

Ele merece obter os apoios de que necessita para alcançar esses resultados.

Com as suas qualidades e com esses apoios será mais fácil transformar igualmente os seus SONHOS em realidade.

Boa sorte Pedro !

Fico a aguardar os teus feitos que sinto serão atingidos !

Vamos todos colaborar com o Pedro que ele bem merece !

O Badminton e o Desporto Português vai-lhe agradecer por isso... mas com toda (de todos) a nossa ajuda !

José Bento

Que é feito de ... Pinto Leite ?

O António Pinto Leite deixou a Federação Portuguesa de Badminton após longos anos de colaboração e entrega, sempre a tentar uma melhor projecção para a modalidade.

Também como jogador e treinador prestou grandes serviços ao Badminton e ajudou muitos atletas a alcançar excelentes resultados desportivos (estou-me a lembrar por exemplo da sua participação no apoio ao Marco Vasconcelos na sua ida aos primeiros Jogos Olímpicos).

Últimamente é o treinador do Pedro Martins e todos sabemos como tem sido a sua ajuda nos resultados por ele conseguidos.

Mas desde que se transferiu das Caldas para Lagoa que tem dedicado todo o seu trabalho e conhecimentos ao Clube de Badminton da CHELagoense do Algarve.

Por dia passam no pavilhão do seu clube quase uma centena de miúdos para treinarem e se iniciarem no Badminton.

Para além destes atletas ainda tem os atletas de competição que não param de crescer em número.

Por decisão sua, devido a vários factores, decidiu canalizar todo o seu trabalho em prol do clube e consequentemente dos atletas e todo o seu tempo livre para a família que bem merece.

Tenta não se envolver muito em polémicas e espera sinceramente que o bom senso impere na modalidade pois, como diz, por brincadeira, “qualquer dia de facto só temos temas como o meu pé para falarmos”.

Embora use como regra estar a trabalhar sossegado e pouco interventivo é um elemento fundamental e que merece estar sempre bem lembrado por todos quantos estão ligados ao Badminton.

Por tudo quanto vale e pelos seus conhecimentos e capacidades que tem, sem esquecer a sua forma muito particular de ser e estar na vida, a modalidade bem necessita de mais dele.

Bom trabalho António !

O Badminton Nacional agradece !

José Bento

Badminton é o Desporto de Raqueta nº. 1 em Inglaterra - Colaboração de José Manuel Almeida

Estimados Amigos.

Ainda há poucos dias, referenciava num artigo de opinião, publicado no site do Amigo José Bento, a interligação que deveria existir no nosso País, entre o Estado/Desporto Escolar e a Federação Portuguesa de Badminton/Desporto Federado.

Nele, abordava os números do Badminton na China, meramente informativos, para poder lançar o repto aos nossos Organismos sobre a nossa realidade.

No entanto, chegou-me hoje, via uma das publicações sobre a modalidade que habitualmente recebo, este artigo abaixo, que entendo ser muito interessante e que de algum modo vem complementar a minha opinião sobre o que foi dito, mas agora num país bem mais pertinho de nós, com dados concretos e que poderão ajudar-nos a estabelecer conceitos e métodos de trabalho semelhantes de modo a atingirmos novas metas todos os anos.

MC,
José Manuel Almeida

Badminton Desporto de Raquete nº 1, em Inglaterra.

Badminton é o Desporto de Raqueta n º 1 em Inglaterra, segundo a investigação feita pela Sport Industry Research Center na Shefield Hallam University, conforme é relatado no SportBusiness.com.

Mais de 4 milhões de pessoas jogaram Badminton no ano passado, cerca de 8,6 por cento da população, tendo 1,5 milhões jogado numa base regular.

No relatório também é mencionado que mais de 500.000 crianças jogam pelo menos, 10 vezes por ano fora das escolas, com 12 por cento no ensino secundário, onde os alunos que participam regularmente, é cinco vezes a taxa de participação comparável à dos adultos.

Os resultados reforçam a análise anterior feita pelo Sport Inglaterra e do Departamento de Cultura, Media e Desporto, que reforça o aumento da tendência do Badminton nas taxas de participação desportiva, comparadas com as estatísticas entre 2002 e 2006.

"Esses números revelam que o Badminton é um desporto em toda a Inglaterra com participação massiva".

Diz Adrian Christy, chefe executivo da Badminton England.

"Estamos constatando a tendência, apresentando um forte crescimento através de uma variedade de sectores e grupos.

O Badminton está vivo em Inglaterra e recomenda-se."

Artigo de Opinião de José Manuel Almeida

Caro Amigo Zé Bento.

Antes de mais, obrigado pelo teu esforço de manteres uma Página Web aberta a toda a família do Badminton, de modo a poderem expressar o que lhes vai na alma sobre o panorama Nacional.

Segundo, obrigado pelo seu conteúdo, pois muito embora a minha primeira passagem pelo Badminton fosse curta, por motivos de saúde, conseguiste-me avivar a memória após estes longos anos e perceber o quão importante, foram para mim, esses momentos, que com saudade os recordo aqui.

Terceiro, obrigado por tudo que deste e tens ainda para dar, ao Badminton Nacional.

Quarto, obrigado por continuares a ser o Zé Bento que eu conheci nos anos setenta e me teres servido de inspiração com o teu excelente Badminton, bem como, e não posso deixar de mencionar, o do Luis Quinaz, que eram na altura, os meus Ídolos.

No entanto e como sou uma pessoa do Badminton, vivo também com intensidade o que se passa de bom e o de menos bom, no nosso panorama.

Como está a iniciar-se mais uma época e é ano de eleições na Federação, deixo aqui algumas ideias, quiçá, poderão vir a servir de base para melhorar o nosso Badminton.

Como a base de todo o nosso Badminton, quer queiram, quer não, não podemos ficar indiferentes ao Desporto Escolar, já que é lá que normalmente tudo acontece. São mais de mil Escolas a partir do 2º Ciclo a leccionar a modalidade na disciplina de Educação Física e a própria competição Escolar a despertar mentes e a lançar novos talentos, que muitas vezes não são aproveitados.

Já era tempo de existir uma parceria efectiva entre o Desporto Escolar, Federação, Associações, se estas se mantiverem no novo Regime Jurídico das Federações e os Clubes.

Esta parceria, não pode ficar apenas pela formação de treinadores de nível I, por parte da Federação aos Docentes da Disciplina de E.F. e estes apenas interessados em ter mais um diploma para lhes engrandecer o curriculum.

Temos visto até agora, os dois organismos praticamente de costas voltadas, quando deveriam era estar, de mãos dadas. É sempre bom saber que o Desporto Escolar movimentou mais de sete mil alunos ou que a Federação realizou mais de 20 momentos dedicados à iniciação da modalidade.

É preciso interligá-los e tirar o verdadeiro aproveitamento de uma regalia, que algumas modalidades desportivas, procuram e ainda não conseguiram, que é a modalidade ser leccionada na disciplina E.F..

Para bem do Badminton, Ministério da Educação/Desporto Escolar e a Federação deveriam juntar-se e colaborarem a 100%. Aqui entre eles, nasceria a parceria.

Depois era por em sintonia as respectivas DREN’s e as Associações Regionais, de modo a que, os núcleos das Escolas ponham os seus alunos mais talentoso a evoluir nos Clubes, começando mais cedo a competir a um nível mais elevado, não descorando contudo a sua própria competição Escolar.

Só assim poderíamos dentro de alguns anos, ter um acrescento significativo de jogadores e de qualidade, que tanta falta nos faz. Se isso acontecesse, não seria preciso a FPB interditar a participação de atletas federados a partir de determinado ranking, quando estes, muitas vezes procuram participar em mais torneios, face à escassez de competições e que muitas vezes esses rankings não reflectem a qualidade dos mesmos.

Claro que para determinadas mentes, este conceito não serve, já que, quando confrontados com dados que rejuvenesceriam o nosso Badminton, preferem a qualidade à quantidade, esquecendo-se que uma nunca poderá funcionar sem a outra.

Toda a gente sabe que para a China atingir o nível actual no Badminton, desporto nacional, tem cerca de 60 milhões de praticantes. Mais ou menos 5% da população.

Naturalmente que não é termo de comparação, já que seguindo o mesmo critério, teríamos de ter perto dos 200 mil.

Hora, não é o que se pede. Mas sem falar de exageros, podemos muito bem pedir, pelo menos numa primeira fase 5 mil jogadores e numa segunda, 10 mil jogadores federados.

Não são números irrealistas, já que, o desporto Federado e Escolar estão a movimentar por ano cerca de 8500 atletas/ano.

Basta para isso que se trabalhe com um objectivo comum.

No que concerne à competição federada e já que falamos de escassez de torneios, fica aqui uma sugestão para que dentro dos moldes actuais, poderia incrementar mais a vontade de jogar e por sua vez o aumento da qualidade.

No nosso sistema actual de competição, temos visto a FPB a cortar a pernas a muitos atletas, quer por imposição dos regulamentos quer mesmos por vontade própria, já que e no meu entender, a avaliação de jogadores feita nos últimos anos, quando da subida à categoria B, carece de uma imparcialidade, derivada do não acompanhamento no terreno dos respectivos atletas.

Mais se deveria mudar. E por quê? É simples.

Tem cabido à FPB decidir sobre estes pedidos, quando os respectivos treinadores, conhecedores desses atletas assim o pretendem. Isto deveria ser condição válida para que a FPB o aceitasse de imediato, pois quem os acompanha todos os dias, tem uma visão muito mais profunda sobre o valor dos mesmos.

Quantos atletas ainda não explodiram, porque nunca tiveram a oportunidade de rodar mais? Como todos sabemos, os atletas não são todos iguais nem têm a mesma carga de treinos, como os treinadores também diferem nos seus métodos.

No meu entender, nenhum atleta a partir de Sub 17 deveria ser impedido de jogar no escalão sénior.

E se a Elite é para Elite, a categoria B, tem sido para até agora e no caso dos não seniores, só para alguns e não quero entrar, se é justa ou não a sua subida nos moldes existentes.

Já que o regulamento actual define que cabe à FPB proceder a essa escolha, quando solicitada, seria muito mais real ser esta a avaliar durante a época todos os atletas, o que infelizmente não faz.

Assim, a abertura das categorias D e C, seriam uma mais-valia para aqueles que procuram evoluir dentro de um sistema de competição dotado ao fracasso se não for mudado o mais rapidamente possível.

Nesta situação, mesmo que a FPB não estivesse inteirada do real valor do atleta, classificava-o numa categoria mais baixa, aguardando assim a sua prestação para uma melhor avaliação, subindo-o a uma categoria superior equivalente ao seu real valor.

Está também a FPB, a correr um risco enorme, ao direccionar apoios a um número muito baixo de atletas no que confere à competição além fronteiras.

Tem cabido na grande maioria dos casos, a ser os próprios jogadores a fazer das tripas coração, para mostrarem que estão vivos e também têm uma palavra a dizer, tendo outros ficado pelo caminho.

Veria aqui com muitos bons olhos, que o novo Seleccionador Nacional, seja ele Nacional ou Estrangeiro, tenha um papel mais interventivo, não ficando apenas pelo Centro de Estágio, mas trabalhando directamente com os Clubes e estando presente nos Torneios, pois só assim se poderá fazer uma avaliação coerente dos seleccionados.

Pois se mantiver o mesmo tipo de acção do anterior, que por opção própria ou por não lhe terem sido dadas condições de trabalho, corremos o risco de voltar a ouvir alguns dos jogadores mais habituados a estas andanças, a demonstrar desinteresse total pela monotonia dos estágios.

Tem-se verificado que infelizmente, a FPB não tem apostado na vertente de pares, no que respeita a representações Nacionais de Equipas.

Isto por sua vez reflecte-se no resultados alcançados, bem como no panorama Nacional, já que assim e salvo muito raras excepções, os pares não são encarados dos mesmo modo como é encarada a participação em singulares.

Não precisamos de ser grandes estrategas da modalidade, para vermos que, o grande cancro das nossas Selecções são os pares, já que a grande maioria dos nossos bons jogadores de singulares, não estão vocacionados para jogar pares ou simplesmente não sabem.

Quando por sua vez jogadores dotados para jogar pares, não são aproveitados. Se queremos melhorar as nossas prestações além fronteiras, temos de as corrigir e isso cabe em primeira instância à FPB apostar, para que os clubes dêem continuidade.

Porque não ter-mos um Circuito Nacional de Equipas e não ficarmos cingidos aos Campeonatos Nacionais?

Se a memória não me falha, em tempos, havia competições de equipas durante toda a época, trouxeram novas duplas, só por si valorizavam a competição e aos olhos dos média só ganharíamos com isso.

Por falar nos média, muito tem a FPB que fazer nesse sentido. No meu entender é incompreensível que o pouco que se tem feito na divulgação da modalidade, tenha sido quase toda via jogadores, em páginas web, blogs, jornais e televisão.

Gostaria de ver um papel mais interventivo da FPB neste campo, não só porque é uma obrigação, mas como um motor de divulgação da modalidade, com uma nova imagem na Internet mas também nos Jornais e TV’s.

Lamentavelmente e no que respeita à TV, quase todos os anos, vemos reportagens dos nossos Internacionais de Portugal, em diferido e quando o fazem, é com uma ou duas semanas de atraso. Porque não termos também uma transmissão em directo como outras modalidades têm, algumas com menos expressão que a nossa, pelo menos uma vez de 15 em 15 dias no que respeita ao nosso campeonato?

Durante os Jogos Olímpicos temos sido brindados com algumas transmissões directas, o que muito embora seja pouco, tem despertado para novos jogadores bem como reacende a chama daqueles que têm estado afastados há vários anos, por motivos profissionais.

Aqui vai também depender do que a FPB entender qual o seu papel no meio disto tudo.

Temo-nos deparado com condições abaixo do desejado para a prática da modalidade. Pavilhões com correntes de ar, infiltrações de água, pisos inadequados, marcações em muito mau estado, luz directa imprópria, falta de espaço para jogadores permanecerem, falta de condições para o público, etc.

Quando das candidaturas, era dever da FPB, mandar verificar as instalações que são propostas para as realizações dos torneios e caso não estivessem dentro de normas que é desejável, as organizações teriam um prazo para apresentar as respectivas rectificações.

Só após isso é que seria dada autorização para se realizar o evento.

Penso que seria útil a aprovação de mais volantes par não ficarmos cingidos aos Yonex e aos SnowPeak.

A concorrência é salutar, obriga a qualidade a baixo preço.

Se a BWF aprova alterações às leis do Badminton, estas entram quase de imediato em vigor em todos os países, porque é que os volantes aprovados por esta, não estão automaticamente aprovados também em Portugal?

Outra situação, que deveria ser revista com uma certa brevidade, de modo a ser apresentada com a devida antecedência, é os locais de realização dos C. Nacionais.

Quase sempre chegam em cima da data do fecho de inscrições, o que muitas vezes criam, grandes embaraços aos clubes face a condições financeiras e aos jogadores para se prepararem antecipadamente e coordenarem com os seus estudos ou trabalho.

Uma outra situação que caberia à FPB incrementar, era a preparação das respectivas épocas, com um ano de adianto, já que a grande parte dos clubes que estão interessados na organização de provas do circuito nacional, não as podem marcar, já que a nível autárquico, é feito para cada ano civil e não sabendo das datas antecipadamente, perdem-se todos os anos potenciais organizadores.

Para terminar, não gostaria de esquecer as Associações de Classe, já que no novo Regime Jurídico das Federações, vão ter um papel muito importante.

Esta importância não se poderá pautar por interesses de terceiros, mas sim ajudar a melhorar o nosso Badminton.

Zé Bento, haveria muitas outras coisas para comentar, no entanto deixo aqui algumas ideias e espero que o teu blog continue a contribuir para um espaço de debate salutar.

Um grande abraço do amigo,

José Manuel Almeida

Resposta de José Bento:

O José Manuel Almeida é conhecido de toda a gente ligada ao Badminton nacional e não só.

E só ele, com este artigo de opinião, tão simples, mas tão valioso, me leva a acordar um pouco da situação em que me encontrava, completamente envolvido por uma situação de hibernação, sem ofensa, em que a maioria dos elementos mais ligados à modalidade estão, uns a acomodarem-se nas suas posições mais fáceis e interesseiras, outros já sem esperanças de que algo de melhor irá acontecer na nossa modalidade e os restantes, que querem ainda colaborar, completamente abandonados.

Mas este simples texto alerta-nos a todos para quantas coisas simples podiam e deviam ser alteradas por quem dirige o Badminton Nacional e acompanhadas pela restante estrutura da modalidade.

Este marasmo em que todos ou quase todos nos encontramos, sentido por mim neste meu blogue, é o espelho do que se verifica na nossa Federação, continuando a debitar soluções pontuais e de rotina, a descurar na totalidade as ajudas e opiniões apresentadas por altura da realização do último Fórum Nacional e a prescindir de elementos que seriam muito úteis à modalidade apenas por eles serem de outra cor de opinião, que põem o Badminton à frente dos seus interesses próprios e que não temem em criticar os dirigentes quando têm melhores alternativas para o desenvolvimento e crescimento da modalidade.

Poderão dizer que se calhar esta altura não é oportuna para fazer mudanças sabendo-se que em Dezembro irá haver eleições federativas.

Mas até aqui tem havido um contracenso.

Então porque é que se anunciam, após o termo da última época, a dissolução da equipa técnica, a abertura de candidaturas para um novo Treinador Nacional e agora a nomeação de um Secretário Técnico, tudo medidas de fundo ?

Enquanto outras federações desportivas já vão aproveitando este interregno para fazerem eleições ou apresentarem e discutirem com toda a sua estrutura os seus projectos para o próximo mandato de quatro anos, sem se preocuparem com as alterações que porventura a nova Lei de Bases trará para todas, a direcção da Federação Portuguesa de Badminton continua calada, não dialoga com as suas Associações e Clubes, nada diz quanto aos seus objectivos e mais importante nada informa do que pensa alterar quanto a novas provas regionais ou zonais a fazer, aos contactos com os responsáveis pelo Desporto Escolar, à forma como vai apoiar os melhores atletas e as suas jovens promessas, como pretende exigir e apoiar as diversas Associações Regionais e os seus Clubes, não explica o envolvimento que tem vindo a ter na formação de novas Associações de Classe, como está o Novo Pavilhão de Badminton das Caldas da Rainha e qual o aproveitamento que lhe irá dar e igualmente os custos que irá trazer à modalidade e ao seu desenvolvimento, pelo menos enquanto não for amortizado (todos sabemos o que custou ao desenvolvimento do Badminton a construção da actual Sede).

E agora esta notícia da nomeação de um Secretário Técnico, (não está aqui em causa a pessoa escolhida) sem divulgar as suas funções e qual o seu enquadramento com o futuro Treinador Nacional, se é que ele ainda virá a ser nomeado.

Por toda esta forma de actuar da Direcção da Federação e pelo silêncio que a vai envolvendo, estranho silêncio esse nomeadamente da parte das Associações, principais prejudicadas neste processo que se queria de desenvolvimento da modalidade e para o qual o seu trabalho é indispensável, se vai consolidando a ideia de que afinal tudo está bem, tudo está bem controlado, e que apenas alguns, poucos, estamos num grupo de "oposição" a ver ou a interpretar mal a forma como a modalidade vai sendo dirigida.

Considero este texto simples, de uma pessoa como o José Manuel Almeida, que tanto tem dado ao Badminton e em especial ultimamente com o garante da qualidade do material desportivo e dos excelentes apoios concedidos para o desenvolvimento dos atletas e da modalidade e dado excelente colaboração à actual Direcção, mas que não tem qualquer relutância em vir e querer ajudar ainda mais apresentando críticas construtivas e alternativas para que o Badminton Nacional melhore efectivamente, como uma verdadeira pedrada no charco e dismistifica de uma forma clara o que é ser a favor do Badminton acima de tudo.

Aproveitemos todos como exemplo este simples texto crítico para provar que há muitos meios humanos com ideias semelhantes a estas e que o Badminton nacional precisa de as aproveitar e que os Órgãos Sociais do Badminton Português terão de compreender que estão eleitos para servirem a modalidade e que não devem pensar que são eternos e que só as suas opiniões é que estão correctas.

Pelos resultados obtidos ao longo dos anos se tem provado que as decisões tomadas poderiam ter sido diferentes e bem melhores e que os subsídios atribuídos pelas entidades oficiais não têm tido a correspondência devida.

Neste tempo de crise nacional e mundial que parece ainda não ter chegado ao Badminton, poderemos a qualquer momento vir a ter uma surpresa.

Se as entidades oficiais resolverem tomar medidas para a atribuição de subsídios consoante o número de atletas e clubes federados e analisarem a forma como a estrutura da modalidade se vai degradando, nessa altura provavelmente irão tomar-se outras medidas e se calhar os actuais dirigentes já quererão sair e apresentar justificações que não serão decerto as mais próprias.

Se os actuais dirigentes estão tão interessados em se manter nos seus cargos e estão convencidos de que efectivamente estão a prestar um bom serviço à modalidade então que se preocupem em consolidar a actual estrutura de Associações e Clubes e empreguem as verbas que lhe são destinadas em projectos e no cumprimento de objectivos prévios a definir em conjunto com as entidades que estão ligadas ao Badminton e aproveitem o melhor possível todos os meios humanos que lhe estão ligados.

Obrigado Zé Manel por me teres enviado este Artigo de Opinião que me dá uma esperança para que outros como tu continuem a acreditar que é possível melhorar a nossa modalidade desportiva mais querida e deixem o silêncio e os seus preconceitos e venham apresentar as suas opiniões, mas apenas com um pedido - que coloquem o Badminton à frente de tudo.

Espero sinceramente que estas tuas opiniões não fiquem a fazer companhia àquelas que foram apresentadas e estão publicadas no site da FPB e que aguardam que os seus dirigentes as possam aproveitar para que o desenvolvimento da modalidade possa ser ainda melhor.

José Bento

José Perry da Câmara - A Última Viagem










Em 15/6/2008 no nosso último almoço realizado em Carnide

O Perry era um dos meus melhores e mais antigos amigos.

Conheci-o na Escola Veiga Beirão, já lá vão muitos anos.

Ele pertencia, tal como eu, ao grupo do Prof. Álvaro Vilar Moreira.

Também praticou Badminton mas seguiu mais, de entre tantas, as iniciativas daquele grande Professor de Educação Física na Espeleologia, Montanhismo e Mergulho.

Continuou no entanto sempre a seguir os meus resultados no Badminton.

Ainda recentemente em 2004 foi um dos meus colaboradores que no anonimato ajudou ao sucesso da divulgação do Badminton no Centro Comercial Colombo em Lisboa integrado nas comemorações dos 50 Anos da Federação Portuguesa de Badminton.

Como grande fotógrafo que era filmou e tirou algumas fotografias desse Festival que se encontram neste Blogue.

Foi por sinal a primeira pessoa que enviou um comentário para o meu blogue dando-me os parabéns pela sua criação.

Profissionalmente quis o destino que nos encontrássemos de novo na Companhia de Seguros Bonança, onde passamos vários anos.

Já depois de ambos reformados continuamos a ser muito amigos um do outro e das respectivas famílias e demais companhias.

O Zé Perry era um grande e bom amigo meu e amigo de quase todos com quem convivia.

Se era preciso ajudar alguém estava sempre à disposição.

Excepcional companheiro de viagem, onde manifestava sempre a sua excelente boa disposição e contribuia para o seu êxito.

Com ele e com a Lena, sua mulher, participei mais a minha mulher em muitos convívios e efectuei muitas viagens pelo país e especialmente pelo estrangeiro.

Como grande organizador que era desses convívios e amizades e em especial nas diversas idas ao estrangeiro ele foi, sem dúvida, o grande impulsionador desses bons momentos que tivemos e que não mais esqueceremos.

Desta vez ele foi fazer a sua última viagem.

Ontem à noite, dia 18 de Setembro de 2008, ele foi à frente, certamente para programar e preparar as nossas viagens, como sempre nos habituou, que um destes dias faremos para ir ter com ele, esteja ele onde estiver.

Já tenho muitas Saudades tuas, grande companheiro.

José Bento

Ana Luísa Reis - Informação e Colaboração de Paulo Bourbon Fernandes

Boa noite Sr. Bento,

Antes de mais gostaria de o cumprimentar já que não tenho o prazer de falar consigo á bastante tempo. Penso que brevemente nos vamos voltar a encontrar porque em principio vou voltar ao activo.

È verdade que a Ana Luísa Reis vai participar no circuito Europeu de Juniores. Para já pensamos ir passo a passo e vai ser inscrita no torneio de Lausanne na Suiça no início do mês de Outubro.

A Ana desde o ano passado que manifestou o interesse de participar neste circuito. Teve a sorte de ter o apoio dos pais e também dos seus treinadores, Jorge Santos e Bruno Gomes. Conseguiu incutir o “bichinho” no Bruno que desde logo se disponibilizou a acompanha-la nos torneios.

Entretanto no clube foi eleita uma nova direcção á qual foi apresentado este projecto.

A direcção, no nome do seu presidente Dr. Gouveia mostrou bastante interesse e disponibilizou-se para tentar ajudar ao máximo para reunir as condições para a participação no circuito.

Conseguiu-se junto de agências de viagens o pagamento das deslocações e junta da Câmara Municipal e de alguns patrocinadores uma ajuda para cobrir o resto das despesas.

Estamos certos que a Ana com a ajuda do Bruno e dos seus colegas de clube vai conseguir levar longe o nome do FAC e da cidade de Vila Nova de Famalicão.

Saudações desportivas,

Paulo Bourbon Fernandes
Secção de Badminton FAC

Resposta de José Bento:

O Paulo Bourbon Fernandes, para além de ser um bom jogador, é acima de tudo um "carola" da modalidade e que já ajudou muito o Badminton em especial em Famalicão e no seu FAC.

Esteve afastado algum tempo e agora em boa hora recomeça a prestar a sua excelente colaboração no apoio ao desenvolvimento do Badminton no seu Clube, o FAC, e agora mais directamente na ajuda à sua excelente atleta que é a Ana Luísa Reis que vai participar no Circuito Europeu de Juniores.

São elementos como o Paulo que a modalidade tanto está necessitada.

Bons êxitos para a Ana, para o Paulo e para todo o grupo que trabalha no Badminton do FAC.

José Bento

Quem mais vai participar nos Campeonatos Internacionais ?

Ainda sobre a informação ou a falta dela no site oficial da FPB que na minha opinião provoca mais males do que benefícios à modalidade e que me parece que provoca por vezes rumores sobre duvidosas informações que vão circulando, leva-me a divulgar uma notícia que recebi este fim de semana e que é afinal duas situações que não sabemos se são verdadeiras ou falsas ?

Gostaria que fossem verdadeiras mas não entendo porque se é que são não teriam de ser já anteriormente divulgadas.

1-Haverá mais atletas jovens que vão participar, penso que à sua custa, em provas isoladas do Circuito Europeu de Juniores, a realizar no estrangeiro.

2-Portugal estará representado nos próximos Campeonatos Europeus de Veteranos a realizar em Espanha, não só com árbitros, como já foi divulgado num blogue, mas também com alguns jogadores.

Em qualquer das situações, a serem verdade, serão certamente do conhecimento antecipado da FPB.

E qualquer delas penso serem de aplaudir.

Mas pergunto porquê a falta dessa informação ?

Porque não são divulgados os seus nomes ?

Será por falta de haver regras para a escolha desses atletas em representar Portugal ?

Haverá receio que mais atletas queiram seguir o seu exemplo ?

Será que a Direcção da FPB tenha receio que, ao divulgar essas informações, as mesmas possam alertar outros atletas para que demonstrem o mesmo natural desejo de os acompanhar e assim causar mais encargos para a modalidade ?

Então não era mais agradável que a FPB antecipadamente divulgasse a informação de que estaria interessada em levar atletas aos Campeonatos Europeus de Veteranos, nos variados escalões etários e até definisse regras para a sua escolha caso houvesse mais interessados do que lugares a ocupar ?

E no caso de participações no estrangeiro, nomeadamente no Circuito Europeu de Juniores também não era mais interessante que pudesse fazer essa divulgação de uma forma que até permitisse a participação de mais atletas nesses torneios.

Não poderia até premiar algum deles com determinado apoio por exemplo entre os que pertencem ao Estatuto de Percurso de Alta Competição ?

E o caso do Pedro Martins ?

Será que ele também faz parte da Alta Competição e já tem apoios oficiais para a participação nesse Circuito ?

Não está aqui nesta intervenção qualquer crítica aos atletas que porventura queiram ir aos campeonatos atrás referidos (lembro que eu e o Prof. Monge Dias anteriormente também fomos representar Portugal nos Europeus de Veteranos em Gateshade e às nossas custas) mas apenas para reforçar a ideia que tem de haver mais informação e regras claras de participação e assim evitar “bocas” e “críticas inoportunas” que só mantêm um clima menos agradável para a nossa modalidade.

E para que não digam depois que há “grupos” interessados em “bota abaixo”.

O Badminton deve estar acima de todos nós.

Haja transparência e mais e boa informação.

Mais um convite aqui fica:

Se as entidades mais indicadas não querem informar ao menos que os atletas em causa possam prestar essas notícias nos diversos blogues existentes.

José Bento

Ana Reis no Circuito Europeu de Juniores

Segundo foi publicado no blogue do João Boto a atleta Ana Reis do FAC vai participar no Circuito Europeu de Juniores.

É mais uma excelente notícia para o Badminton nacional pois começa a haver mais participações de jovens atletas portugueses em provas internacionais.

A Ana Reis é uma atleta de valor que decerto irá aproveitar esta boa oportunidade.

Desejo-lhe sinceramente os maiores sucessos.

A propósito deste notícia recordo-me que existe actualmente na nossa Federação o Regulamento de Alta Competição onde está expresso para os atletas de Badminton o Estatuto de Alta Competição e igualmente o Estatuto de Precurso de Alta Competição.

Antigamente no site da FPB eram divulgados todas as épocas quais os atletas (e até as suas fotografias) que compunham esses dois estatutos.

Actualmente e para quem acede ao site oficial da FPB não encontra qualquer informação a esse respeito.

Essa informação, como todas as outras, são úteis para todos e não só para os atletas envolvidos mas especialmente para que os interessados pela modalidade saibam que há atletas e quais estão classificados nas várias classes desses estatutos e possam igualmente saber os apoios oficiais que recebem através desse Regulamento.

Não sei qual o enquadramento da Ana Reis nesses Estatutos mas parece-me que ela tem valor suficiente para fazer parte de um deles.

Também para os atletas que naturalmente não podem estar incluídos nesses Estatutos é importante saber que se trabalharem mais poderão um dia fazer parte desses grupos e usufruir de mais apoios.

A informação, especialmente no site oficial da FPB, é fundamental para o Badminton Nacional, tanto para os seus mais directamente interessados como para quem está do lado de fora mas que gosta de saber notícias sobre a modalidade.

Esta minha batalha para que o site da FPB esteja sempre actualizado, que tenha informações regulares e se possível em primeira mão, feitas com transparência e isenção, tem também por finalidade evitar decerto muitos comentários menos correctos e suspeitas infundadas sobre a actuação da sua Direcção e dos seus dirigentes.

As atitudes tomadas pelos seus dirigentes no cumprimento dos seus mandatos podem e devem ser contestadas pela restante estrutura mas através de argumentos baseados numa informação franca e clara publicada na sua página oficial.

Os seus dirigentes terão os seus próprios argumentos para tomaram as suas decisões e não deverão ter medo em as transmitir a toda a estrutura através de uma informação atempada.

Essa informação ao mundo exterior não impedirá certamente a manutenção de uma comunicação normal entre os componentes da sua estrutura especialmente entre a Direcção da FPB e as Direcções das suas Associações Regionais e de Classe.

Mas o Badminton e as restantes modalidades desportivas precisam de saber todos os dias, minuto a minuto, as novas informações importantes que vão surgindo das suas Direcções e aproveitar a Internet e os meios informáticos actualmente existentes com a forma mais rápida para que elas cheguem mais facilmente aos seus destinatários.

A falta de informação é mais prejudicial do que uma informação certa mas que até possa ser contestada posteriormente.

A contestação é positiva.

A falta de informação é negativa.

Mais uma vez aqui fica o meu pedido para que os nossos dirigentes e não só os da Federação publiquem cada vez mais informações precisas, claras e com total transparência e isenção.

Os vários blogues existentes de “carolas” do Badminton já demonstraram que estão de portas abertas à publicação de quaisquer notícias sobre a modalidade.

Infelizmente nota-se que quanto mais alta poderá ser a responsabilidade do cargo que representam menos notícias enviam para esses blogues.

Desde os dirigentes federativos, aos associativos, aos dos clubes e até dos atletas, talvez mais representativos da modalidade, que se nota uma certa relutância por colaborarem e darem as suas opiniões sobre o Badminton.

Será por terem receio de ficarem conotados com qualquer grupo de oposição ?

E os dirigentes actuais das várias entidades terão receio de transmitirem as suas versões evitando assim uma possível contestação ?

Será que é pelo facto de as suas opiniões ficarem associadas a um nome no fim delas ? (Por isso aparecem por vezes os chamados anónimos).

Será por medo que os actuais promotores dos blogues possam deturpar as suas ideias ?

Vamos todos deixar de ter medo de “fantasmas” e de possíveis “grupos” e independentemente de querermos manter a unidade do sector onde nos encontramos ou representamos, exprimir livremente as nossas opiniões, sejam a favor ou contra o que se passa na nossa modalidade, aproveitando uma das vantagens da nossa democracia que a “livre expressão de opinião”.

Se naturalmente todos temos uma opinião própria sobre o quotidiano e a transmitimos a quem nos rodeia porque não partilhar das nossas opiniões sobre Badminton com os outros que também estão ligados à modalidade ?

O Badminton agradece.

José Bento

Participação Portuguesa nos 5ºs. Campeonatos Europeus Universitários























Rui Almeida (FAC)
Ângela Leite (CSMA)
João Graça (FAC) - João Rodrigues (UM)
Rui Almeida (FAC) - Ângela Leite (CSMA)
Carla Guimarães (UM)

5th European Universities Badminton Championship - Informação e Colaboração de J M Almeida

Kraków - POLAND
09-14.09.2008

Está a decorrer na cidade Polaca de Kracóvia, os 5ºs Campeonatos da Europa de Badminton Universitário.

Portugal está representado por uma equipa de 5 Atletas da Universidade do Minho, três dos quais, jogadores Federados.

Compõem a equipa, João Graça (FAC), Rui Almeida (FAC), Ângela Leite (CSMA), Carla Guimarães e João Rodrigues.

Na vertente de Equipas, num total de 14 Universidades inscritas, a Universidade do Minho – Braga, inserida do Grupo A com a Universidade de Munique e a Academia de Humanidades e Economia de Lodz, Campeã Europeia deste evento, não foi além do 3º lugar do grupo.

Partindo para a segunda fase, agora por eliminação e à procura da melhor classificação final, a UM perdeu por 2-3 com a Universidade de Maiz, para a disputa do 9º lugar e defrontou de seguida a Universidade de Geneve, tendo perdido também, mas agora por 0-3, pautando-se pelo 12º lugar Final.

No passado dia 11, iniciou-se a Competição Individual, tendo a UM-Braga participado em todas as vertentes com a seguinte distribuição:

SH – João Graça
Rui Almeida
SS – Carla Guimarães
Ângela Leite
PH – João Graça / João Rodrigues
PM – João Rodrigues / Carla Guimarães
Rui Almeida / Ângela Leite

Resultados:

SH
1/16 - João Graça (UM) vs Przemyslaw Wacha (AHEL) – 11/21; 16/21
1/32 - Rui Almeida (UM) vs Engin Nazalier (UK) – 21/5 ; 21/9
1/16 – Rui Almeida (UM) vs Robert Galek (USTK) – 21/17 ; 21/18
1/8 – Rui Almeida (UM) vs Alexander Roovers ( UD-E) – 10/21 ; 2 /21

SS
1/16 – Carla Guimarães (UM) vs Tanja Spennhof ( UD-E) – 16/21 ; 9/21
1/16 – Ângela Leite (UM) vs Alina Abramovich (US) – 14/21 ; 18/21

PH
1/16 – João Graça/João Rodrigues (UM) vs Norman Eby/Arnd Vetters (JGUM) – 10/21 ; 16/21
PM

1/16 - João Rodrigues/Carla Guimarães (UM) vs Norman Eby/Mona Emrich (JGUM) – 12/21 ; 3/21
1/16 – Rui Almeida/Ângela Leite (UM) vs Felix Kunzer/Verena Roth (TUM) – 10/21 ; 13/21

Os destaques vão para os SH, já que João Graça muito fez frente ao poderoso Przemyslaw Wach, 3º da Europa e 12º do Mundo e Rui Almeida que surpreendeu pela positiva ao chegar aos 1/8 de Final, depois de ter iniciado a sua participação nos 1/32.

Para terminar este apontamento, informar que todos estes jogos foram realizados durante o dia 11.09, terminando assim a participação Portuguesa.

João Graça (FAC)
Rui Almeida (FAC)
Carla Guimarães (UM)Ângela Leite (CSMA)

João Graça (FAC) / João Rodrigues (UM)
Rui Almeida (FAC) / Ângela Leite (CSMA)

Resposta de José Bento:

Obrigado por esta comunicação.
Parabéns à actuação dos atletas portugueses em geral.
Mais uma vez falhou a informação.
Um torneio destes não teve qualquer divulgação nem por parte das entidades que as deveriam dar nem sequer dos seus intervenientes mais chegados.
É uma pena !
José Bento

Promoção de Raquetas - Informação de José Manuel Almeida

Na impossibilidade de poder colocar o quadro abaixo, na página Web – JMA-BadmintonSport, venho por este meio anunciar a promoção de raquetas novas e algumas de testes em muito bom estado.








(*) Acresce 10,00 € referente ao encordoamento.
Obs. IVA incluído à taxa em vigor de 20%.

Melhores Cumprimentos,
José Manuel Almeida
JMA-BadmintonSport

Reorganização Nacional - Colaboração do Prof. Fernando Gouveia



Muito Urgente a Reorganização do Desporto Nacional

Felizmente que a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos ficou pelo 28 pontos, longe dos pretendidos 60, pelo Comité Olímpico de Portugal, situação que alertou para a necessidade urgente de se reorganizar totalmente o desporto nacional, pelo que só quando o poder político trabalhar seriamente e com objectivos bem definidos, o país desportivo poderá ser conduzido para outra realidade.

A população portuguesa não tem vocação para a prática desportiva, calculada em apenas 5% o que é francamente muito pouco, mas sim estamos bem mais sensibilizados, para a “futeboleira”, onde cada vez mais a comunicação social nos conduz para uma “Ditadura Futebolística”.

Não pondo em causa a vontade dos atletas, o seu empenhamento e dedicação será no entanto muito difícil ultrapassar determinadas situações relacionadas com a nossa pouca cultura e atitude desportiva.

Temos atletas talentosos mas sem qualidades para a alta competição e outros super talentosos, estes com qualidades psicológicas e atitude para enfrentarem as exigências competitivas ao mais elevado nível, pelo que é perfeitamente natural a crítica de Vanessa Fernandes, "A alta competição não é brincadeira nenhuma.

Não é fazer meia dúzia de provas, andar a receber uma bolsa e está feito.

Muitos não vêem bem a realidade das coisas.

Não têm a noção do que isto significa.

Se calhar por termos facilidades a mais"

Poderemos referir a importância das medalhas olímpicas, para os países, que com uma população inferior à de Portugal 10,4 milhões e duas medalhas, mas que tiveram uma actuação em Pequim bem melhor.

A Noruega com 4,4 milhões de habitantes e 10 medalhas, a Dinamarca com 5,4 milhões e 7 medalhas, a Geórgia com 4,3 milhões e 6 medalhas, a Suiça 7,3 milhões e 6 medalhas e a Suécia 8,9 milhões e 5 medalhas, mas são países com forte vocação para a prática desportiva, com governos que criam condições para que a sua população juvenil tenha uma educação desportiva suficientemente bem trabalhada, o que não acontece com Portugal, onde o Desporto Escolar está longe dos parâmetros necessários para que tenha muitos mais atletas com qualidade internacional.

Participámos nos Jogos Olímpicos com atletas em 17 modalidades, que na sua maioria não têm número elevado de atletas de forma a provocar uma maior e qualificada competitividade interna.

No caso do badminton é por demais evidente, que com 1301 atletas filiados na época desportiva de 2007 / 2008, dos quais estão incluídos os jogadores veteranos, seniores C e D, tendo a Associação de Badminton da Região Autónoma da Madeira 344 filiados e a Associação de Badminton de São Miguel / Açores 275, sem qualquer contacto competitivo para além da Ilha de São Miguel, mas ainda por na última época disputarem os Campeonatos Abertos, pontuáveis para os Rankings Nacionais de Seniores / Elites apenas 8 homens e sete senhoras não poderemos ter qualquer ilusão para conseguirmos muito melhores prestações internacionais.

Nos clubes, por um desequilíbrio de qualidade entre os jogadores, as sessões de treino são pouco competitivas para os melhores.

No Algarve até temos um caso bem elucidativo, Pedro Martins, o júnior número um da Europa e Alexandre Paixão, ordenado no 62º do “Ranking Mundial”, residem na mesma rua distanciados 50 metros e sendo amigos não treinam juntos, porque os seus clubes não se entendem …

Para concluir e como observação, antes da revolução de 25 de Abril, todas as povoações do país tinham uma igreja e um campo de futebol, 34 anos depois continuamos com as mesmas igrejas, mas com muitos mais campos de futebol … mas as mentalidades são as mesmas …

Resposta de José Bento:

Mais um texto que merece ser bem lido e melhor interpretado, pelos nossos governantes desportivos e pelos governantes da nossa modalidade.

É com estes números estatísticos que se justificam alterações urgentes a toda uma política desportiva nacional e à política desportiva para a nossa modalidade.

Propostas para as mais variadas correcções estão em poder da Direcção da FPB provenientes de diversos elementos ligados à modalidade, esperando a intervenção de toda a estrutura do Badminton português.

Mas para mudar é preciso querer, é preciso vontade política, é preciso acreditar nas pessoas, é preciso gostar verdadeiramente do Badminton.

José Bento

Badminton de Praia

Comentário do Prof. José Vila Carvalho

Olá Zé

Quero-te felicitar pelo excelente blogue que manténs, e inclusivamente agradecer a referência que fazes à minha pessoa, que não é de todo merecida, mas tu pensas assim e eu agradeço essa bondade.

Por último lamentar a tua saída da FPB que infelizmente não me surpreendeu, a não ser que tu tivesses mudado muito, ou que deixasses de gostar do badminton (o que eu também não acredito) mas no entanto entendo que uma pessoa como tu não merecia um tratamento assim.

Algumas pessoas que estão de passagem pelo badminton (mesmo que ela se prolongue por algum tempo) teimam em maltratar o Badminton.

As organizações sem pessoas seguramente que não funcionam.

Um grande abraço para ti, é sempre um imenso prazer "falar" com alguém que foi uma referência para nós na nossa juventude, agradeço-te isso.

José de Vila Carvalho

Resposta de José Bento:

É muito agradável receber um comentário como este de uma pessoa tão ligada à modalidade, em especial ao sector do Desporto Escolar.

Nem sempre é fácil manter uma amizade pessoal antiga quando ao longo da vida e por termos de representar instituições somos obrigados a manter posições contraditórias.

Foi o que nos aconteceu quando tentámos obter um acordo para a criação de um plano de actividades para dar execução ao Protocolo que foi assinado entre a FPB e o Desporto Escolar.

Não chegámos a um consenso e até hoje esse Protocolo, que parecia tão útil à modalidade e custou tanto a ser criado (não foi fácil, pois não, Sr. Prof. António Farinha ? Que é feito de si ? O Badminton precisa da sua ajuda !), não deu ainda quaisquer resultados.

Ambos defendemos nessa altura posições institucionais, eu pela Direcção da FPB e tu pela coordenação do DE e não chegámos a acordo.

Mas considero um exemplo que pessoalmente continuámos a nos respeitar e a manter um normal relacionamento mútuo.

Fomos e ainda somos ambos muito criticados por esse "falhanço" mas estou certo que os actuais responsáveis, tanto pela FPB como pelo DE, poderão e deverão tentar de novo esse acordo tão importante para o desenvolvimento da nossa modalidade.

Penso que soubemos respeitar as instituições que representávamos, embora no fundo e pessoalmente considerássemos que essas posições não eram as mais úteis para a modalidade.

Infelizmente não foi possível na altura chegar a esse acordo, mas foi importante que continuassemos a manter um contacto normal e pessoal entre nós, de duas pessoas que já deram provas suficientes do interesse pela modalidade e prestaram colaborações muito úteis.

Os tempos mudaram, as opiniões dos dirigentes felizmente também vão-se adaptando à realidade (agora até já se aceita como natural a realização de acções de formação a efectuar fora das instalações da FPB nas Caldas da Rainha, o que na altura era impensável e foi uma das razões que contribuiu para o insucesso desse acordo).

Espero continuar a contar contigo como elemento muito útil para o progresso da modalidade, tanto no DE como noutro lugar a que possas estar ligado, mas mais importante de tudo é que a nossa amizade se prolongue por muitos mais anos.

O Badminton ajudará a promover a união e a manutenção dessas amizades antigas como a nossa.

É o que eu gostaria mais de continuar a ter com todos os meus amigos ligados ao Badminton mesmo que eles tenham opiniões contraditórias às minhas, estejam ou não no controlo actual da nossa modalidade.

José Bento

Comentário de Jorge Pitarma

Boa tarde Bento,

Sou um frequentador diário do seu blog, o única razão pela qual até hoje ainda não tenha feito qualquer comentário devesse ao facto de me sentir mais há vontade a trabalhar do que a escrever, por ter muita consideração por si e por tudo que deu e continuará a dar ao badminton não posso de deixar aqui uma palavra de apreço por todo o seu trabalho em prol do badminton como jogador, treinador e dirigente.

O seu blog é sem duvida um espaço onde todos podemos discutir os vários assuntos sobre o nosso desporto mas como não sou adepto da critica fácil não quero fazer nenhum comentário sobre as mais diversas situações sem que para isso apresente algumas possíveis soluções, no entanto quero agradecer as palavras que me dirigiu aquando da minha saída da equipa técnica da selecção.

Aproveito este comentário para deixar um MUITO OBRIGADO a si e a todos os dirigentes federativos por todo o apoio que me dispensaram ao longo destes anos, agradecer a todos os jogadores pela dedicação e esforço que sempre demonstraram nos estágios e competições e a todos os treinadores com quem tive o prazer de trabalhar, aos funcionários e colaboradores da FPB que sempre fizeram tudo para que nada me faltasse.

Uma palavra muito especial a todos os que tiveram envolvidos no meu ingresso na equipa técnica nacional (treinadores/dirigentes) e claro um obrigado especial ao Jacob Heising por tudo que me ensinou sobre badminton e sobre muitos outros assuntos, pela vivência que tive com todos (jogadores/treinadores/dirigentes) se não acabo esta “aventura” melhor treinador não tenho duvidas que hoje sou uma pessoa muito melhor e sinto-me um privilegiado.

Continuarei muito atento e certamente que no futuro serei mais participativo,

OBRIGADO
Jorge Pitarma

Resposta de José Bento:

De facto o Jorge Pitarma é dos que fala pouco mas trabalha muito em prol do Badminton.

O excelente trabalho que desenvolveu enquanto esteve incluído na equipa técnica nacional juntamente com o treinador dinamarquês Jacob Heising foi prova disso.

Mas as suas qualidades humanas e o trato que tem com todos ultrapassa em muito a mediania e supera todas as outras suas capacidades.

São pessoas como o Jorge que o Badminton nacional não pode prescindir seja em que área for.

José Bento

Nostalgia e Agradecimentos - Comentário de David Malva

Caro José bento

Escrevo este mail apenas para agradecer, através do seu blog o ter-me recordado tempos de juventude que vivi num desporto que ainda hoje adoro e que infelizmente circunstâncias da vida e uma deficiente condução do meu processo de treino de Badminton na decada de 80, fizeram com tivesse de abandonar prematuramente este despoto magnífico.

Hoje em dia sou Treinador de Karate Shotokan, desporto que comecei a praticar como necessidade de contrabalançar um desequilibrio motor que na altura, por má condução do processo de treino, começei a desenvolver, não tendo no entanto ainda abandonado a esperança de voltar a jogar Badminton, e de voltar a encontrar algumas das pessoas do meu tempo que ainda se encontram ligadas à modalidade.

Pena é que em Oliveira de Azeméis a modalidade não esteja representada.

Já não se recordará do meu nome, mas fui atleta da Associação Académica de Coimbra, nas classes Juvenis e Juniores, sendo contemporâneo nesse clube de nomes como Jorge Santos, Nuno Santos (que na altura era um bébé e que já batia no volante e de que maneira), António Mendes, Armando Serra, Paulo e Paula Braga, João Malva (meu irmão) entre tantos outros companheiros.

De si recordava o seu nome e através de si recordei a minha infância.

Obrigado
David Malva

Resposta de José Bento:

É sempre agradável receber um comentário ou uma colaboração de elementos ligados à modalidade.

Normalmente tenho recebido muitos comentários de pessoas que estão ou estiveram muito ligadas a mim.

Não é o seu caso, pois não me recordo de si.

Por isso mesmo é com redobrada alegria que lhe agradeço a sua intervenção neste meu blogue.

Só desejo poder conhecê-lo em breve e se possível de novo ligado ao nosso Badminton.

José Bento

Associação de Árbitros - A Novela continua !

Mais um Capítulo desta Novela se verificou recentemente, com a realização da Assembleia Geral da APJAB para eleição dos seus Órgãos Sociais, realizada em Coimbra.

A liberdade em que vivemos e as actuais regras permitem a legalização das associações que os portugueses queiram criar.

Quando elas são efectuadas para ultrapassar problemas difíceis de resolver ainda se toleram, mas há outras perfeitamente injustificadas como é o caso da criação da
segunda Associação de Árbitros, a APJAB.

Várias duplicações de Associações já se vinham a verificar no Badminton português.

A fim de resolver os problemas existentes quando a direcção da ABDLS – Associação de Badminton dos Distritos de Lisboa e Setúbal da altura, para além de não ligar aos clubes mais representativos da época, mantinha um tratamento uniforme de actuação para com todos os seus associados, foi necessária uma nova associação para o distrito de Lisboa, a ABCA – Associação de Badminton da Costa Azul.

Os distritos de Lisboa e Setúbal passaram a estar representados simultâneamenten por duas Associações Regionais de Badminton e os poucoos clubes e jogadores filiados encontram-se actualmente divididos pelas duas entidades.

Como a ABA – Associação de Badminton do Algarve, a determinada altura só tinha um clube filiado e assim não justificava a sua existência e por outro lado não mostrava qualquer interesse na divulgação da modalidade em todo o Distrito de Faro, surgiu a necessidade de criar uma nova associação, a ABDF – Associação de Badminton do Distrito de Faro.

Desde essa altura e por mérito da ABDF tem-se verificado um grande desenvolvimento do Badminton no distrito de Faro, mantendo-se a ABA apenas com um clube, a CHELagoense.

Deste modo o distrito de Faro tem neste momento 2 associações regionais de Badminton.

Muitos ou quase todos os que estão ligados à modalidade, incluindo os seus Órgãos Sociais, acham mal e criticam esta situação que é efectivamente uma aberração, mas as leis do país permitem a livre associação e os Estatutos da modalidade não o impedem.

Os problemas locais que lhes deram suporte ficaram aparentemente resolvidos mas a modalidade ficou nitidamente prejudicada em termos de estrutura.

Nunca foi resolvida a situação e não houve interesse em mudar os Estatutos impedindo essa duplicação e dado que outras associações também têm vindo a decair na forma como funcionam, ou reduzindo o número abaixo do mínimo de entidades filiadas, como foi o caso da de Santarém, da do Alentejo e da de Coimbra, a estrutura do Badminton português está a precisar de uma mexida urgente.

Mas analisando as razões para o fracasso de muitas das associações regionais é fácil chegar-se a duas principais:

1-A Direcção da FPB tem vindo a atribuir-lhes subsídios ridículos para o seu normal funcionamento, comparativamente com os valores que lhe são atribuídos pelos organismos oficiais e a falta de apoio e de incentivos concedidos às Associações por parte da FPB é por demais notória.

2-Os dirigentes dessas Associações têm vindo cada vez mais a deixar de prestar um serviço que justifique o seu funcionamento e o seu desinteresse e falta de motivação é igualmente real perante as manifestações recebidas e manifestadas pelos dirigentes federativos contra aquelas que ainda vão tentando manter-se em actividade, chegando por vezes a nem sequer manter um relacionamento institucional respondendo às suas solicitações.

Sem querer aprofundar esta situação o mal global já é da responsabilidade de ambas as partes.

Mas quem está a perder com tudo isto, não há dúvidas que é o Badminton.

A actual estrutura da modalidade está assim ferida de morte e a forma como se realizam as Assembleias Gerais da FPB que é o local oficial onde as resoluções são tomadas e que é composta pelas diversas Associações, logicamente também sofrem do mesmo mal e estão por isso igualmente muito doentes.

Algumas das poucas Associações que se apresentam nas Assembleias Gerais fazem-no de uma forma menos própria que é a de delegarem os seus votos em dirigentes actuais para se representarem.

Desta forma está a perpectuar-se uma Direcção da FPB que a não ser que os seus dirigentes renunciem aos seus cargos, o que não se vislumbra, que, independentemente dos seus resultados serem bons ou menos bons a favor do incremento da modalidade, se irá manter por muitos mais mandatos.

Tal como foi dito no Fórum Nacional de Badminton, a nova Lei de Bases e o novo Regulamento Jurídico para as Federações Desportivas tem precisamente em atenção acabar com estes dois factores que por sinal se aplicam à nossa Federação, ou seja:

1-Proibir a representação das diversas Associações em elementos que lhe são alheios e em especial em dirigentes federativos;

2-Limitar o número de mandatos dos dirigentes evitando a manutenção de um poder longínquo e a sua remodelação por novos elementos com ideias inovadoras e que tragam melhorias para o desenvolvimento da modalidade.

Enquanto não sai a nova Lei de Bases e as Regras de funcionamento para as estruturas das Federações Desportivas não se alteram vão surgindo situações que não resolvendo os problemas graves existentes ainda fragilizam mais essas estruturas.

Há tempos e bem na minha opinião foi criada a primeira associação de classe na nossa modalidade, a ANTB – Associação Nacional de Treinadores de Badminton, composta por nomes sonantes do Badminton Nacional e que foi ratificada em AG da FPB.

Por razões que não é oportuno agora salientar esta Associação não tem apresentado trabalho válido em prol da sua classe, limitando-se a estar representada nas AG da FPB e a tomar posições que são totalmente desconhecidas dos seus associados, se é que existem actualmente filiados.

Há relativamente pouco tempo surgiram mais duas associações de classe, a de Jogadores – APJB – Associação Portuguesa de Jogadores de Badminton e a de Árbitros e Juízes – APAB – Associação Portuguesa de Árbitros de Badminton.

Ambas devidamente legalizadas, compostas igualmente por nomes consagrados da nossa modalidade, e que aguardam a sua ratificação em AG da FPB, qundo esta muito bem assim o entender.

Estas duas associações surgiram no meu entender para tentar colmatar o fraco funcionamento e o pouco apoio que tanto o sector de arbitragem como os principais jogadores consideram haver na actual estrutura federativa.

Como tal a Direcção da FPB considerou que a criação destas associações era uma forma de afrontação dos seus mentores ao trabalho que já vêm realizando à vários anos e que pelos vistos consideram que estão a efectuá-lo bem no sentido do progresso da modalidade.

Ficaram igualmente alarmados com os possíveis votos contra nas próximas AG, numa nova Lei de Bases e Regime Jurídico para as Federações e demais regulamentação, o que iria atribuir às Associações de Classe um superior valor em termos de votos àquele que as actuais associações regionais têm presentemente e resolveu, contrariamente aquando da criação da ANTB, em que apoiou a sua iniciativa, actuar de forma a impedir ou a complicar a sua criação e possivelmente até a sua ratificação em futura AG federativa.

Esta reacção de forma tão estranha levou a que primeiramente não informasse os endereços dos árbitros e juízes solicitados pela Direcção da APAB para poder efectuar o envio de uma carta a comunicar a sua existência e a participar a realização das eleições.

Apesar da forma negativa como a sua criação foi recebida pela Direcção da FPB a APAB comunicou no seu blogue a realização das eleições para os seus Órgãos Sociais permitindo a candidatura de possíveis listas.

Em vez de os prováveis elementos discordantes formarem a sua lista e apresentarem-se normalmente a sufrágio, num processo que sempre foi apresentado e divulgado de forma clara e transparente sucedeu o impensável.

Paralelamente e dias antes da realização das primeiras eleições da APAB surgiu uma Associação denominada APJAB – Associação Portuguesa de Juízes e Árbitros de Badminton que enviou uma carta a todos os elementos da arbitragem constantes na FPB e assinada em representação dos seus promotores, pelo Sr. José Louro, que por sinal é actualmente o presidente do Conselho de Arbitragem da FPB.

Essa carta dava a conhecer a constituição desta associação que tinha como morada precisamente a da Direcção da FPB e apresentava como objectivos muitos dos pontos que o próprio Conselho de Arbitragem da Federação tinha como missão efectuar e que não tem conseguido realizá-los ao longo dos vários mandatos.

Relembro o que já publiquei anteriormente neste blogue e que foi, perante a falta de informação nessa carta, o envio pessoal e identificado de um mail pedindo esclarecimentos a fim de tomar a decisão de me inscrever futuramente, como membro a que tenho pleno direito.

Recebi uma resposta em 27/5/2008, que dada a sua forma bisarra, aqui volto a apresentar:

“
Exmº. Senhor.,

Acusamos a recepção do vosso E-Mail do qual tomamos a devida nota.

A comissão instaladora da APJAB não tem intenção de prestar esclarecimentos de carácter estrutural e legal a elementos estranhos a esta comissão, nem desfazer duvidas caluniosas que V. Exª. pretende esclarecer em proveito próprio.

Os objectivos estão definidos e pretendemos que, sem prejuízo dos intervenientes e sem interesses pessoais, os Juízes e Árbitros de Badminton possam manifestar o interesse de livre associativismo na sua Associação de classe APJAB.

Em relação a outros juízos de valor, escusamo-nos de proferir qualquer comentário.

Sem mais
A Comissão instaladora
“

Como este mail não veio identificado, contrariamente à carta inicial que foi assinada pelo Sr. José Louro, e o seu conteúdo tão estranho não me parecer que fosse da sua autoria, pelo que conheço da pessoa do presidente do Conselho de Arbitragem, e continuar a desconhecer a composição da sua afinal Comissão Instaladora e não de uma Associação já existente, só podia pensar que ele tivesse sido feito por alguém ligado à FPB.

No mês passado tivemos conhecimento, através do site oficial da Associação Portuguesa de Juízes e Árbitros de Badminton, que se tinha realizado a AG daquela Associação, realizada em Coimbra e que tinham sido eleitos os seguintes Órgãos Sociais da APJAB:

Assembleia-geral
Presidente: António José Castelo Branco
Vice-Presidente: Joaquim Albano Almeida Ribeiro
Secretário: Joaquim Manuel Simões Gonçalves (actual director da FPB)

Direcção:
Presidente: José Elísio Louro (actual Presidente do Conselho de Arbitragem da FPB)
Vice-Presidente: Celso de Magalhães Baía
Secretário: Vera Mónica Laço Louro
Vogais:
João Manuel Lopes Fragoso
Diogo Nobre de Barros Ribeiro da Silva
David José da Costa Gonçalves

Conselho Fiscal:
Presidente: Celisa Mónica Ferraz de Freitas Monteiro
Vogais:
Nuno Manuel Gouveia Baía
Acácio Manuel Lomba Ramos (actual director da FPB)

É interessante verificar no seu conjunto o número de elementos pertencentes aos actuais Órgãos Sociais da FPB e do número de familiares envolvidos.

Como curiosidade acompanha a notícia no seu site uma foto onde se encontram os Srs. José Louro e Joaquim Lopes (actual director da FPB).

Confirma-se e concluiu-se assim o apoio incondicional prestado desde o seu início por parte da Direcção da FPB e de alguns dos seus Órgãos Sociais a esta nova Associação de Classe e que tal como as outras se pressupunham serem neutras e independentes de quem dirige a modalidade.

Concluindo este meu artigo acho que todos são livres de pertencerem às Associações que entenderem mas não me parece minimamente correcto nem como melhor exemplo para quem dirige a modalidade a atitude de alguns actuais dirigentes federativos seguirem esta forma de actuar.

No mínimo deveriam ter seguido uma forma idêntica e isenta para com todas as Associações de Classe, demarcando-se delas o mais possível, o que infelizmente não se verificou e que ainda se tem agravado.

Perante esta realidade passam a existir em simultâneo 2 Associações para a Classe de Arbitragem.

Sobre este novo Capítulo desta Novela e parafraseando alguém meu amigo que me disse uma vez que

“As acções ficam para quem as pratica”

elas merecerão um dia a devida resposta e o veredito de quem gosta verdadeiramente da modalidade e não se serve dela para se evidenciar ou tirar algumas vantagens.

Para terminar e agora relativamente à Associação de Classe dos Jogadores quero referir neste momento apenas que se esperam notícias da Associação legalmente constituída e com os seus Órgãos Sociais devidamente eleitos, a APJB – Associação Portuguesa de Jogadores de Badminton.

Os elementos que a compõem representam na sua maioria o futuro desta modalidade e por isso se espera sinceramente muito deles.

Oxalá eles consigam ter a força de vontade suficiente para ultrapassar as pressões a que têm sido sujeitos e concretizem assim os seus e nossos anseios.

Veremos se a Novela dos Jogadores vai ter mais audiência que a dos Árbitros...

José Bento

Badminton na Praia Azul em Espinho - 30 e 31 de Agosto - Informação de Mário Albuquerque

Olá, boa noite.

Aqui estou, regressado de férias, para lhe agradecer a publicação do evento no seu blogue.

Decorreu nos dias 15 e 16 deste mês, conforme tinha sido planeado, tendo a final sido disputada entre a dupla de Famalicão (Délio Gonçalves / Nuno
Santos) e a de Espinho (Luís Albuquerque / Tiago Costa), em que a primeira teve a vitória por 2-1.

Os «teimosos» da praia vão insistir nestes actos com mais amigos no próximo fim de semana em Espinho na Praia Azul.

Cumprimentos
Mário Albuquerque

4º. Torneio de Badminton de Praia em Espinho - Informação e colaboração de André Lancha

Realizou-se nos passados dias 15 e 16, na praia de Marbelo-Espinho, o 4º Torneio de Badminton de Praia, numa organização da Allsport-Events e do Dr. Mário Albuquerque (AAE).

Este torneio contou com a presença de mais de 20 duplas, e entre os inscritos estavam alguns jogadores federados.

Depois do apuramento em séries de 4 equipas no dia 15, o dia 16 foi reservado à fase de eliminatórias, tendo a final sido disputada entre as duplas Délio Gonçalves/Nuno Santos (Famalicão) e Luis Albuquerque / Tiago Costa (Espinho).

A vitória foi para a dupla de Famalicão por 2-1.

A participação e a realização de mais eventos de badminton de praia, durante o verão, poderá ser uma forma de alguns jogadores manterem a sua actividade desportiva durante as férias.

De referir por fim que este evento contou com o total apoio da ARBA-Associação Regional de Badminton de Aveiro.

André Lancha

Ricardo Fernandes - O Adeus... até quando ?

Olá!

Queria deixar as seguintes palavras :

Após anos a fio dedicados de corpo e alma ao Badminton português (foram mais de 25 anos consecutivos) e numa altura em que estou de partida para uma aventura no estrangeiro(Dinamarca) por um período de 1 ano , quero deixar aqui o meu muito obrigado a todos aqueles que comigo conviveram no Badminton português, quer como colegas de clube e de selecção, quer como adversários (sem excepção) .

A modalidade só poderá crescer e desenvolver-se com a colaboração de todos, por isso, as guerras pessoais, confusões e polémicas que temos assistido algumas vezes, infelizmente só prejudica a nossa querida modalidade, porque, o importante é o Badminton português evoluir e atingir um nível melhor.

Não vale a pena desperdiçar-se energias e fomentar situações que não levam a lado nenhum e que em nada beneficiam o Badminton, aliás, apenas fazem bloquear ou regredir o desenvolvimento da modalidade!

No desporto de alto rendimento e consequentemente no Badminton, nem todos podem ganhar sempre, jogos, torneios, competições e medalhas olímpicas, mas todos fazem certamente o seu melhor, esforçando-se, fazendo sacríficios, sofrendo imenso, lutando por algo que ambicionam e acreditam...

A incontornável verdade é que ninguém é infinitamente imbatível, hoje perde-se e amanhã ganha-se e vice-versa.

Sempre foi assim no desporto, é no presente e vai continuar a ser no futuro por muitos anos!

Há que saber aceitar e lidar com essa realidade, tentando fazer com que os momentos menos bons nos tornem mais fortes e melhor preparados, é esse um dos segredos dos grandes campeões...

Em relação à Federação, espero que aproveitem o que de bom se fez na modalidade neste últimos dois anos procurando melhorar o que está menos bem, através do estabelecimento de uma melhor comunicação com todos envolvidos na modalidade, implementação de um plano sério para o aumento de praticantes da modalidade, criação de melhores condições de prática para os atletas e melhorando as organizações dos torneios, fazendo do Badminton uma modalidade muito apetecida e procurada pelos jovens!

Relativamente ao (s) próximo (s) seleccionador (es) espero pessoalmente, que a federação tenha o bom senso de escolher a (s) pessoa (s) certa (s) para os lugar (es) certo (s) que, para além de treinador (es) de boa qualidade e com bons conhecimentos da modalidade, seja (m) uma (s) pessoa (s) exemplar (es) para os outros, com boa formação cívica, boas qualidades humanas, defensor do fair-play/desportivismo/ética desportiva, justo, honesto e claro muita ambição, fé e vontade de vencer.

Por último como não podia deixar de ser, desejo a todos os que vão continuar no Badminton português as maiores felicidades e o maior sucesso desportivo.

Ricardo Fernandes

Resposta de José Bento:

O Ricardo enviou-me esta mensagem de despedida mas eu interpreto-a apenas como uma suspensão temporária às suas actuações quer como jogador quer como treinador... em Portugal, dado que vai viver na Dinamarca e assim poder utilizar todas as excelentes qualidades como treinador de um clube dinamarquês.

Ao mesmo tempo terá oportunidade de evoluir aproveitando a excelente qualidade do Badminton na Dinamarca e um dos melhores da Europa e do Mundo.

Igualmente irá recolher ensinamentos sobre a forma de organização de toda a estrutura da modalidade e brevemente poder utilizá-los em Portugal.

Nesta comunicação ficam no entanto realçadas as soluções para que o Badminton em Portugal possa finalmente evoluir acabando de vez com as posições de força e manutenção do poder a qualquer custo aproveitando as capacidades de todos (e são muitos) para alcançar o mesmo objectivo.

Desejo sinceramente muitas feliciades ao Ricardo Fernandes nesta sua aventura no estrangeiro.

Que brevemente regresses para ajudar o Badminton Nacional em todas as suas áreas.

José Bento