O futsal, modalidade longe de alcançar o estatuto olímpico, mas com uma paupérrima comunicação social a dar-lhe demasiado valor e onde o poder político, não tem capacidade de criar condições para dar a volta ao triste e desorganizado desporto nacional, tem vindo a retirar outras modalidades dos pavilhões.
Na generalidade as Câmaras Municipais, com o poder de construir espaços, não têm Vereadores do Desporto suficientemente conhecedores e cultos, para entenderem, que o desporto vai muito mais além do futebol, demonstrando ainda uma “mentalidade de aldeia”, que não melhorou após a revolução de 25 de Abril e assim o país nunca poderá usufruír de uma imagem internacional, não só desportivo como também social.
Outra situação preocupante, que tem sido frequentemente criticado é a inoperância da FPB, perante determinados factores que levam ao desenvolvimento da modalidade, mas que será impossível de ser ultrapassado, devido ás precárias dotações, para melhor abranger a formação e a competição internacional.
Se verificarmos a situação da generalidade dos clubes, nomeadamente os do continente por não terem espaço para desenvolverem convenientemente as cargas de treino, muito longe dos parâmetros necessários para a exigente competição, pelo que será muito difícil para qualquer atleta treinando duas ou três vezes por semana e durante duas horas chegar a um nível elevado.
Os clubes não têm capacidades económicas para fazer face a despesas com o aluguer de pavilhões, gratificação aos seus técnicos, deslocações, alojamentos etc.
Com este espaço de tempo será impossível desenvolver devidamente os componentes do treino, como a flexibilidade, força, resistência, técnica e velocidade.
Por sua vez, os treinadores vocacionados para o estudo da Metodologia do Treino, não poderão aplicar as suas melhoradas mais valias, que entretanto vão sendo adquiridas.
No entanto andam por aí muitas ilusões …
Prof. Fernando Gouveia
Resposta de José Bento:
Infelizmente este é outro dos novos problemas com que o Badminton se enfrenta desde há algum tempo.
Nas principais cidades do país este problema é ainda mais grave.
Raros são os pavilhões que têm sido construídos e os que vão sendo criados são normalmente destinados a grandes eventos onde o Badminton não tem capacidade de utilizar diáriamente.
Como os estabelecimentos escolares antigos e que ainda permitam a utilização do Badminton estão a ficar velhos e necessitam de obras urgentes alguns vão sendo encerrados enquanto decorrem esses melhoramentos.
É o que se está a passar com o pavilhão do antigo Liceu Filipa de Lencastre em Lisboa onde treinavam os Clubes CREA, SIMPS, BCP e CBL e que de um momento para o outro fechou para obras obrigando os principais clubes de Lisboa a recorrer a soluções de emergência e a ter encargos suplementares para proporcionar treinos mínimos aos seus atletas.
José Bento
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