Nascido em Moçambique, em Lourenço Marques, casado, com dois filhos e três netos (uma rapariga e dois rapazes) e uma longa e dedicada ligação ao BADMINTON

José da Silva Bento

José da Silva Bento
Meritorious Service Award da IBF (Federação Internacional de Badminton) - Sócio de Mérito com Distinção da FPB (Federação Portuguesa de Badminton)
Estão aqui reunidos todos os artigos antigos publicados no meu blogue desde 1/3/2008.

Artigo de Opinião do Prof. Fernando Gouveia

Com o decorrer dos tempos, as modalidades amadoras, nomeadamente as individuais estão a perder interessados e o badminton porque é uma modalidade exclusiva de pratica em espaços fechados está cada vez mais em face de descrença.

O futsal, modalidade longe de alcançar o estatuto olímpico, mas com uma paupérrima comunicação social a dar-lhe demasiado valor e onde o poder político, não tem capacidade de criar condições para dar a volta ao triste e desorganizado desporto nacional, tem vindo a retirar outras modalidades dos pavilhões.

Na generalidade as Câmaras Municipais, com o poder de construir espaços, não têm Vereadores do Desporto suficientemente conhecedores e cultos, para entenderem, que o desporto vai muito mais além do futebol, demonstrando ainda uma “mentalidade de aldeia”, que não melhorou após a revolução de 25 de Abril e assim o país nunca poderá usufruír de uma imagem internacional, não só desportivo como também social.

Outra situação preocupante, que tem sido frequentemente criticado é a inoperância da FPB, perante determinados factores que levam ao desenvolvimento da modalidade, mas que será impossível de ser ultrapassado, devido ás precárias dotações, para melhor abranger a formação e a competição internacional.

Se verificarmos a situação da generalidade dos clubes, nomeadamente os do continente por não terem espaço para desenvolverem convenientemente as cargas de treino, muito longe dos parâmetros necessários para a exigente competição, pelo que será muito difícil para qualquer atleta treinando duas ou três vezes por semana e durante duas horas chegar a um nível elevado.

Os clubes não têm capacidades económicas para fazer face a despesas com o aluguer de pavilhões, gratificação aos seus técnicos, deslocações, alojamentos etc.

Com este espaço de tempo será impossível desenvolver devidamente os componentes do treino, como a flexibilidade, força, resistência, técnica e velocidade.

Por sua vez, os treinadores vocacionados para o estudo da Metodologia do Treino, não poderão aplicar as suas melhoradas mais valias, que entretanto vão sendo adquiridas.

No entanto andam por aí muitas ilusões …

Prof. Fernando Gouveia

Resposta de José Bento:

Infelizmente este é outro dos novos problemas com que o Badminton se enfrenta desde há algum tempo.

Nas principais cidades do país este problema é ainda mais grave.

Raros são os pavilhões que têm sido construídos e os que vão sendo criados são normalmente destinados a grandes eventos onde o Badminton não tem capacidade de utilizar diáriamente.

Como os estabelecimentos escolares antigos e que ainda permitam a utilização do Badminton estão a ficar velhos e necessitam de obras urgentes alguns vão sendo encerrados enquanto decorrem esses melhoramentos.

É o que se está a passar com o pavilhão do antigo Liceu Filipa de Lencastre em Lisboa onde treinavam os Clubes CREA, SIMPS, BCP e CBL e que de um momento para o outro fechou para obras obrigando os principais clubes de Lisboa a recorrer a soluções de emergência e a ter encargos suplementares para proporcionar treinos mínimos aos seus atletas.

José Bento

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