Esta brilhante ideia do Luis Neves, à qual tenho dado a ajuda possível, e onde o trabalho do João Boto tem sido fundamental, continua a garantir os seus objectivos principais de recolher a colaboração de muitos elementos que estão ligados à modalidade.Se na edição de apresentação já se tinha verificado a participação de 44 pessoas, nesta Versão nº. 1 que ainda decorre já responderam mais 12 novos elementos do Badminton que ainda não tinham dado as suas opiniões.
Através das respostas de cada um, sempre dentro de uma perspectiva salutar de transmitir uma opinião que no conjunto possa demonstrar a quem dirige o Badminton em Portugal a vontade de uma percentagem, embora relativa, ela não deixa de ser sempre um alerta e uma boa ajuda para que essa gestão seja melhor orientada a favor de quem participa nas suas diversas áreas.
Só falta a Direcção da FPB reconhecer, com mais humildade, que as opiniões dos outros são tão ou mais importantes do que as dos dirigentes actuais, que embora pensem que fazem o melhor possível, às vezes nem sempre isso é verdade e há muitas coisas que a maioria dos agentes da modalidade bem gostariam que fosse diferente para seu bem e em especial para o bem do progresso do Badminton português.
Da valiosa participação havida até esta data se pode constactar que há pessoas que estão dispostas a ajudar, dão boas ideias e soluções, algumas que valem a pena ser tentadas e outras que até parecem simples de pôr em prática.
Quando há quem afirme peremptoriamente que não há alternativas aos actuais dirigentes federativos, verificamos que só através da quantidade e qualidade das intervenções já recebidas, há muitos valores que poderiam perfeitamente gerir a nossa modalidade através de ideias inovadoras.
E não nos esqueçamos que há ainda muitos que têm receio, para não dizer MEDO, que qualquer opinião contrária à da actuação da Direcção da FPB possa trazer-lhes pessoalmente ou aos seus atletas, clubes e aos que lhe estão ligados alguns prejuizos futuros, preferindo por isso manterem-se mais comodamente em silêncio.
Muitas das vozes que infelizmente se encontram na estratégia do silêncio, neste trabalho, dão em “off” as suas opiniões e justificações para a sua não participação nos blogues.
Começa agora a abrir-se uma outra porta para a divulgação dessas opiniões válidas de pessoas igualmente importantes para a mudança na nossa modalidade que é a sua apresentação através de pseudónimos, tal como se verificava antes do 25 de Abril com a censura existente.
Agora mesmo sem censura mantêm o MEDO de perda de um insignificante posicionamento dentro da modalidade e nem aproveitam a democracia em que vivemos para livremente exporem as suas razões e opiniões.
O Badminton precisa de todos e de todas as ideias e a liberdade em que vivemos permite-nos, dentro do devido respeito para quem manda, manter igualmente uma responsabilidade em dever participar no bem comum.
As opiniões, tal como as respostas a este trabalho demonstram, não terão de ser forçosamente unânimes e ainda bem que assim é.
Só manifestando-se poderão contribuir para o desenvolvimento e progresso do nosso Badminton, que é aquilo que eu mais desejo.
Quanto à posição que os actuais dirigentes da modalidade têm assumido começa a verificar-se a transmissão de opiniões de antigos e até actuais Órgãos Sociais da FPB embora isso ainda não se tenha verificado na sua Direcção.
De facto seria muito importante que os actuais directores federativos e associativos regionais ou de classe pudessem, neste trabalho, apresentar as suas igualmente válidas opiniões sobre os mais variados assuntos do Badminton português, as suas insuficiências reconhecidas e as suas dificuldades na sua corrente gestão.
Assim ficaríamos todos a compreender melhor as suas atitudes e decisões, algumas vezes difíceis de perceber, fruto de falta de transparência, divulgação e actualização, e que desta forma seriam melhor apreciadas e entendidas... ou não !
A legitima gestão exercida por esta Direcção da FPB que se apoia numa estrutura que ela própria considera insuficiente e desadequada para a situação actual da modalidade, justifica, no entender de muitos, a necessidade de mesmo quase em “gestão por unanimidade” a procura de apoios de elementos fora dos Órgãos Sociais para os ajudar a ultrapassar o notório cansaço e a manutenção de situações que precisam urgentemente de ser alteradas, renovadas e inovadas.
O modelo de gestão existente há vários mandatos por um núcleo firme de vários directores, com a inclusão temporária de outros raros dirigentes que pouco conseguem fazer prevalecer algumas inovações, não tem chegado para elevar o Badminton ao patamar do desenvolvimento que todos desejamos e que tem sido atingido nomeadamente em Espanha e França.
Que todos assumam as suas responsabilidades e não só os que estão nos actuais Órgãos Sociais da modalidade.
Para isso é preciso quebrar a Lei do Silêncio.
Para quê ter MEDO que a sua opinião seja diferente da dos outros ?
Temos os nossos argumentos e os outros terão felizmente os seus.
Vamos trocar, salutarmente, todos esses argumentos e dessa forma contribuir para um Badminton melhor !
A seguir aproveito para divulgar as minhas respostas à Versão nº. 1 deste trabalho “A Sua Opinião Conta...” que ainda se encontra em actividade no Blogue do João Boto e para onde devem dirigir as vossas opiniões.
Participem !
“A Sua Opinião Conta”
EDIÇÃO Nº. 1
O desenvolvimento da modalidade em Portugal – ESTRATÉGIAS
ESTRATÉGIAS – são a definição de como os recursos serão alocados para se atingir determinado objectivos. Usada originalmente na área militar…
Isto é o que se poderá encontrar ao procurar o significado da palavra estratégia num qualquer dicionário, estratégias é o que se pede para uma boa gestão dos recursos disponíveis do Badminton, para o seu desenvolvimento e a sua divulgação, que são os principais objectivos para qual existe a FPB, como se poderá verificar no Artigo 4º, alínea a), dos respectivos Estatutos.
Tem havido por parte da FPB estratégias consistentes, com objectivos bem definidos? Quais são as estratégias definidas para o futuro? As estratégias adoptadas têm sido devidamente explicadas aos diversos agentes desportivos? Quem fez ou faz a avaliação das estratégias escolhidas, será que permitiram atingir os objectivos?
Estas são algumas questões que de imediato surgem, a razão para estas não será sómente o facto do Badminton enquanto modalidade estar neste momento a sofrer uma crise de identidade, que se reflecte essencialmente no número reduzido de atletas federados, mas também e porque não dizê-lo por uma total falta de comunicação por parte dos nossos dirigentes.
A comunicação é um elemento fundamental de qualquer organização, garante da sua própria existência. Sem uma estratégia de comunicação nada poderá funcionar no seio de uma estrutura organizativa, seja de que tipo for.
Sem uma intenção estratégica devidamente explicada e difundida às pessoas que compõem a sociedade, a dita sociedade transforma-se a prazo nuns monstros ingeríeis, que acabarão por se desmoronar no seu próprio caos organizativo, ou porque as pessoas deixaram de ter vontade de delas fazerem parte.
Por tudo isto é fundamental encontrar uma estratégia que defina diferentes estratégias para os vários sectores do Badminton, ou ainda citando o Sr. Jorge Nogueira
“Uma estratégia exequível faseada no tempo que leve em conta as limitações e contingências mas também o enorme potencial que a modalidade tem.”
Assim haja vontade por parte de quem tem a responsabilidade de gerir os destinos da nossa modalidade.
QUESTIONÁRIO
1 - Considera que com mais diálogo e melhor aproveitamento de todos os agentes da modalidade será possível melhorar o Badminton Português? Sim
2 – Tem havido por parte da FPB uma estratégia de comunicação clara e consistente? Não
3 - Acha que a Direcção da FPB tem demonstrado alguma estratégia para o desenvolvimento e prática da modalidade? Não
4 - A Direcção da FPB tem utilizado alguma estratégia para a divulgação da modalidade? Não
5 – Tem havido uma estratégia correcta por parte da Direcção da FPB no que diz respeito ao Desporto Escolar? Não
6 - Acha que a formação organizada pela Direcção da FPB, através do seu Sector de Formação, tem sido a suficiente? Não
7 - Considera correcto e positivo o apoio, de todo o género, efectuado pela Direcção da FPB às diversas Associações Regionais, Associações de Classe e Clubes? Não
8 - Acha que o actual sistema competitivo, com reduzido número de torneios regionais e zonais é o principal causador do afastamento de jogadores federados? Sim
9 - Será útil utilizar uma Empresa Especializada ou profissionais reconhecidos para criar uma estratégia de promoção, divulgação e marketing na modalidade? Sim
10 – Como para nós, realmente “A sua opinião conta”, qual seria, no seu entender, a melhor estratégia para encontrar novas estratégias para o desenvolvimento do Badminton por parte da Direcção da FPB?
A melhor estratégia a utilizar seria a de convidar todos os agentes da modalidade para reuniões de trabalho.
Observações: Nas questões de 1 a 9 deve apenas responder com Sim ou Não, deixando ficar apenas a resposta pretendida. Na questão nº 10, para além da resposta, pode acrescentar ainda qualquer outro comentário que ache oportuno.
José Bento
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