Nascido em Moçambique, em Lourenço Marques, casado, com dois filhos e três netos (uma rapariga e dois rapazes) e uma longa e dedicada ligação ao BADMINTON

José da Silva Bento

José da Silva Bento
Meritorious Service Award da IBF (Federação Internacional de Badminton) - Sócio de Mérito com Distinção da FPB (Federação Portuguesa de Badminton)
Estão aqui reunidos todos os artigos antigos publicados no meu blogue desde 1/3/2008.

Convocatória para o Campeonato da Europa de equipas mistas - Comentário de Ricardo Fernandes

Caro amigo José Bento!

Primeiro que tudo, quero dar os parabéns pelo excelente trabalho que continua a fazer em prol do Badminton!

Em relação ao relatório acerca dos acontecimentos neste passado recente no Badminton português, julgo, que que é realmente um "retrato" impressionante!

Possuí imensos detalhes e com uma cronologia muito bem estruturada e fundamentada!

É sem dúvida uma fantástica descrição dos acontecimentos!

Depois dessa fabulosa descrição dos factos, quase que me resta dizer "sem comentários"!

Certamente, muita há por esclarecer, mas, não sei se isso acontecerá relativamente às questões postas em causa!

(In)felizmente estou um pouco longe de Portugal e naturalmente tenho estado um pouco desligado do Badminton português, por várias razões que não interessa agora referir.

Apenas quero dizer que fiquei muito surpreendido quando muito recentemente consultei o site da Federação Portuguesa de Badminton e vi a lista de convocados para representar o país numa das mais provas importantes competições do Badminton Europeu!

Naturalmente, que todos os jogadores convocados têm muito valor e devem ter a sua oportunidade, mas, é para mim impossível acreditar que um treinador tão experiente e conceituado como o Tom John tenha sido o responsável pela convocatória para o europeu de equipas mistas seniores, isto, como é óbvio sem querer colocar em questão o valor de qualquer dos atletas que foram seleccionados.

No entanto, será completamento rídiculo falar-se em renovação da selecção, porque, quer o Pedro Sousa quer a Ana Moura ainda são bastante jovens e o mesmo acontecendo em relação à Filipa Lamy que também é jovem.

Se deixar de fora o Marco Vasconcelos ainda se consegue compreender de alguma maneira, dada a sua menor juventude(apesar de eu ser da opinião de que ele ainda justificava ser convocado), o mesmo já não se pode compreender em relação ao Pedro Sousa, Ana Moura (ambos jovens de 22 anos) e claro Filipa Lamy (ainda com muito para dar ao badminton português) jogadores estes de indiscutível qualidade e talento!

Naturalmente, eu sou suspeito de falar sobre atletas que foram treinados por mim por vários anos como são os casos do Pedro Sousa e Ana Moura, mas, será que estes ainda jovens atletas continuarão motivados depois de serem injustamente afastados de representar o seu país, sendo eles indiscutivelmente dos melhores jogadores nacionais?!

Será que os responsáveis não têm consciência das suas decisões?!

Será que não têm a noção das consequências?!

A tomada de decisão é um processo fundamental na vida humana!

No desporto a tomada de decisão também é sem dúvida alguma um factor vital para o sucesso desportivo e são as decisões correctas e acertadas que determinam a qualidade dos agentes desportivos (directores, treinadores e ou outros) , tal como acontece com os jogadores de alto nível, onde muitas vezes a ténue linha que separa os vencedores dos vencidos não está apenas na qualidade técnica ou física, mas, sobretudo em relação à qualidade das suas decisões/escolhas (batimentos) em tempo real durante um jogo...

No meu ponto de vista devem ser criados e ou definidos critérios concisos e claros que sejam do conhecimento de todos os envolvidos na modalidade em relação às convocatórias para os estágios e selecções nacionais, no sentido, de se evitar situações de alguma parcialidade e ou injustiça.

Para finalizar, resta-me desejar boa sorte a todos os representantes da equipa portuguesa para o campeonato da europa de Badminton de equipas mistas.

Com os melhores cumprimentos,
Ricardo Fernandes

Equipa Técnica Nacional


A convocatória para a Selecção Nacional de Badminton que irá participar nos próximos Campeonatos Europeus de Equipas Mistas em Liverpool tem merecido alguns comentários, críticas e muitas dúvidas tanto de jogadores como de outros agentes da modalidde.

Quanto a mim esta situação deve ser enquadrada com outros aspectos ligados à área técnica da nossa modalidade.

Segundo o meu parecer deve-se atender aos seguintes factos anteriormente verificados e que foram colocados no site da Federação:

19.Setembro.2008 – Novo Secretário Técnico da FPB. A Direcção da FPB informa que nomeou o Prof. Luis Carvalho para o cargo de Secretário Técnico da FPB com efeitos imediatos.

24.Outubro.2008 – Marco Vasconcelos e Fernando Silva nas selecções mais jovens. A Federação Portuguesa de Badminton informa que nomeou Fernando Silva e Marco Vasconcelos como responsáveis pelas selecções nacionais de sub11, sub13 e sub15. Trata-se de duas pessoas bem conhecidas de todos as pessoas ligadas à modalidade, ambos atletas olímpicos, que terão agora oportunidade de transmitir os seus conhecimentos e experiência aos atletas mais novos. Estes dois técnicos integrarão a equipa técnica nacional que será constituída após a contratação do novo técnico nacional.

28.Outubro.2008 – Pedro Martins no Campeonato do Mundo de Juniores. Pedro Martins inicia amanhã a sua participação no Campeonato do Mundo de Juniores, que se disputa na cidade indiana de Pune.

29.Outubro.2008 – Convocatórias. A FPB divulgou as convocatórias de atletas que participarão em competições internacionais a realizar proximamente. Assim, Ana Moura, Filipa Lamy, Marco Vasconcelos, Pedro Martins e Telma Santos participarão nos Internacionais da Escócia. Pedro Martins participará igualmente nos Internacionais do Pais de Gales, enquanto que Filipa Lamy, Marco Vasconcelos e Telma Santos participarão nos Internacionais do Baharain.

30.Outubro.2008 – Estágio do Team Europe 2012 em Portugal. Em resposta a uma candidatura da FPB, a Badminton Europe informou hoje que decidiu realizar em Portugal o 2º estágio de 2009 do projecto Team Europe 2012. Assim, os atletas e técnicos que integram o projecto participarão nos Internacionais de Portugal (finais de Abril), mantendo-se depois em estágio nas Caldas da Rainha por mais 3 dias.Recorde-se que o atleta Pedro Martins integra este projecto. A FPB poderá indicar mais 4 atletas portugueses, com idade semelhante aos restantes atletas e nível adequado, para participar neste estágio.

18.Novembro.2008 – Campeonato da Europa de Equipas Mistas. Foi hoje realizado em Liverpool o sorteio do Campeonato da Europa de Equipas Mistas, a realizar naquela cidade em Fevereiro próximo. Portugal ficou integrado no grupo 2, juntamente com as selecções nacionais da França (cabeça de série), Chipre e Suiça.

19.Novembro.2008 – Convocatória para estágio. A FPB divulgou a lista de atletas convocados para o estágio destinado aos escalões sub 11, sub 13 e sub 15, a realizar em Caldas da Rainha nos dias 28, 29 e 30. Foram convocados os seguintes atletas: Sub 11 - Artur Xavier, Beatriz Cristina, Carlos Silva, Carolina Ruivinho, João Ferreira, Lara Piscarreta, Mariana Chang, Mariana Leite, Pedro Santos e Ruben Figueiredo;Sub 13 - Angelo Silva, Daniela Conceição, Duarte Anjo, Hugo Abreu, Mariana Araújo, Patrícia Alves, Ricardo SIlva e Sofia SetimSub 15 - Ana Dias, Andreia Spinola, António Gonçalves, Bruno Carvalho, Hugo Batista, Inês Moniz, João Santos, Manuel Leitão, Mauro Lourenço, Noémia Jesus, Sofia Duarte e Sónia Gonçalves.

15.Dezembro.2008 – Convocatória para estágio. A FPB divulgou a lista de atletas convocados para o estágio de sub 11, sub 13 e sub 15, a realizar nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro: Sub 11 - Artur Xavier, Beatriz Cristina, João Ferreira, Mariana Chang, Mariana Leite, Pedro Santos e Ruben Figueiredo;Sub 13 - Angelo Silva, Daniela Conceição, Duarte Anjo, Hugo Abreu, Mariana Araújo, Patrícia Alves, Ricardo Silva e Sofia SetimSub 15 - Ana Amaral, Andreia Spínola, Ângela Rodrigues, António Gonçalves, Bruno Carvalho, Hugo Batista, João Santos, João Silva, Manuel Leitão, Noémia Jesus, Sofia Duarte e Sónia Gonçalves.A participação dos atletas convocados deve ser confirmada para os serviços da FPB até ao dia 19 de Dezembro. Em caso de não confirmação os atletas serão substituídos por outros que integram a lista de suplentes elaborada pela equipa técnica nacional.

14.Janeiro.2009 – Portugal conhece adversários no Europeu de Juniores. Realizou-se hoje o sorteio para o Europeu de Juniores (equipas mistas). Portugal ficou integrado no Grupo 2 juntamente com as selecções da Holanda (cabeça de série nº 2 da prova), Lituania e Hungria. Esta prova disputa-se em Milão no próximo mês de Abril.

15.Janeiro.2009 – Tom John é o novo treinador nacional de Portugal. A FPB informa que chegou a acordo com o Sr. Tom John para que este passe a desempenhar o cargo de treinador nacional de Portugal. O Sr. Tom John chegará a Portugal na próxima semana, assinando contrato com a FPB e iniciando as suas funções de imediato.Tom John tem um curriculum vasto, que inclui a sua passagem como treinador pela selecção inglesa, tendo estado presente em três Jogos Olímpicos ao serviço daquela Federação. Ao longo da sua carreira Tom John foi treinador de diversos atletas de elevado nível mundial. Actualmente encontrava-se na India, onde treinava alguns dos melhores atletas daquele país.A FPB deseja as maiores felicidades ao Sr. Tom John no seu novo cargo e espera que possa contribuir para o desenvolvimento da modalidade e, em particular, dos principais atletas e técnicos portugueses.

24.Janeiro.2009 – Internacionais Juniores de Espanha. A FPB divulgou a lista de atletas convocados para participar nos Internacionais Juniores de Espanha. Desta lista fazem parte os atletas Ana Reis, Anny Costa, António Ornelas, Helena Pestana, Rafael Lopes, Ruben Vieira e Tomás Nero. Estes atletas serão acompanhados pelo técnico nacional Tom John.

28.Janeiro.2009 – Estágio sub11, sub 13 e sub 15. A FPB informa que agendou mais dois estágios destinados a atletas sub11, sub13 e sub15. O primeiro será realizado nos dias 14 e 15 de Fevereiro e o segundo nos dias 4 e 5 de Abril. Para o primeiro foram convocados os seguintes atletas:Sub 11 - Artur Xavier, Beatriz Cristina, Carlos Silva, Cláudio Trindade, João Ferreira, José Pita, Mariana Chang, Mariana Leite, Miguel Rocha, Pedro Santos e Ruben Figueiredo;Sub 13 - Angelo Silva, Daniela Conceição, Duarte Anjo, Hugo Abreu, Mariana Araújo, Patrícia Alves, Ricardo Silva e Sofia SetimSub 15 - Ana Amaral, Ana Dias, Andreia Spínola, Ângela Rodrigues, António Gonçalves, Bruno Carvalho, Hugo Batista, Inês Moniz, João Santos, Luis Cardoso, Manuel Leitão e Sónia Gonçalves.

2.Fevereiro.2009 – Convocatória para Europeu de Liverpool. A FPB informa que convocou os atletas Alexandre Paixão, Ana Reis, Gil Martins, Helena Pestana, Pedro Martins e Telma Santos para integrar a Selecção Nacional de Seniores que irá participar no Europeu de Equipas Mistas.

Perante estes factos faço a seguinte análise:

1 – O primeiro acto e na devida altura foi a nomeação de um Secretário Técnico, o Prof. Luís Carvalho.

No entanto nunca foram divulgadas as suas funções nem se ele faria parte da equipa técnica nacional nem se continuava a acumular funções de treinador de algum clube.

Sabe-se no entanto que ele se mantém pelo menos como técnico da atleta Telma Santos.

2 – Também nunca foi divulgada a composição final da equipa técnica nacional e quais as hierarquias entre os seus componentes e a sua dependência da Direcção da Federação ou do Departamento Técnico da FPB.

No site da Federação o seu Organigrama continua total ou parcialmente desactualizado pois ainda indica a existência de um Departamento Técnico composto por A.Ramos/A.Mendes e do qual fazem parte o Director Técnico Jacob Heising e para as Selecções Nacionais o Jorge Pitarma.

Nesse organigrama não está incluída a posição nem o cargo de um Secretário Técnico, que é exercido pelo Prof. Luís Carvalho.

Não vem indicada a posição dos Treinadores Marco Vasconcelos e Fernando Silva sabendo-se apenas que eles são os responsáveis pelas selecções nacionais de sub11, sub13 e sub15.

Foi dito que estes dois técnicos integrarão a equipa técnica nacional que será constituída após a contratação do novo técnico nacional.

Deduz-se assim que pelo menos estes dois treinadores formarão a equipa técnica nacional com o novo treinador nacional, Sr. Tom John, desconhecendo-se no entanto se ela integra o Prof. Luís Carvalho e os directores componentes do Departamento Técnico.

Esta dúvida poderá colocar-se pela forma como foi divulgada a convocatória para a Selecção Nacional aos Campeonatos da Europa.

3 – Foi informado que o jogador Pedro Martins participou nos Campeonatos do Mundo para Juniores na Índia.

Ao que se sabe participou sem qualquer apoio federativo quer nas despesas quer no acompanhamento de qualquer técnico da FPB ou do seu clube, presume-se que por dificuldades financeiras.

4 – Foram divulgadas pela Federação as convocatórias para participação dos atletas Ana Moura, Filipa Lamy, Marco Vasconcelos, Pedro Martins e Telma Santos nos Internacionais da Escócia, de Pedro Martins nos Internacionais do Pais de Gales, enquanto que Filipa Lamy, Marco Vasconcelos e Telma Santos participarão nos Internacionais do Baharain.

Desconhece-se quem decidiu serem estes os atletas a participar naqueles torneios.

Seriam os directores da federação ?

Foram os treinadores Marco Vasconcelos e Fernando Silva, como componentes da equipa técnica nacional ?

Ou o Prof. Luís Carvalho por ser secretário técnico ou pelos seus conhecimentos como treinador.

Ficam as dúvidas pois não houve esclarecimentos suficientes.

5 – Quanto à informação de que iria realizar-se em Portugal o Estágio do Team Europe 2012 mantém-se ainda a dúvida de quem será escolhido e por quem ?

Por directores federativos ou pela equipa técnica nacional ?

Foi indicado que o atleta Pedro Martins integra este projecto e que a FPB poderá indicar mais 4 atletas portugueses, com idade semelhante aos restantes atletas e nível adequado, para participar neste estágio.

Nova dúvida: quem vai decidir os restantes ? Os directores ou segundo o parecer da equipa técnica nacional ?

6 - Entretanto a FPB divulgou a lista de atletas convocados para o estágio destinado aos escalões sub 11, sub 13 e sub 15, a realizar em Caldas da Rainha nos dias 28, 29 e 30. Foram convocados os seguintes atletas: Sub 11 - Artur Xavier, Beatriz Cristina, Carlos Silva, Carolina Ruivinho, João Ferreira, Lara Piscarreta, Mariana Chang, Mariana Leite, Pedro Santos e Ruben Figueiredo;Sub 13 - Angelo Silva, Daniela Conceição, Duarte Anjo, Hugo Abreu, Mariana Araújo, Patrícia Alves, Ricardo SIlva e Sofia SetimSub 15 - Ana Dias, Andreia Spinola, António Gonçalves, Bruno Carvalho, Hugo Batista, Inês Moniz, João Santos, Manuel Leitão, Mauro Lourenço, Noémia Jesus, Sofia Duarte e Sónia Gonçalves.

Pelos escalões envolvidos presume-se que foram seleccionados pela equipa técnica nacional, na altura apenas formada pelo Marco Vasconcelos e Fernando Silva.

Ou a escolha teria tido a opinião dos directores e do secretário técnico ? Ficou esta dúvida.

7 - A FPB divulgou mais uma lista de atletas convocados para o estágio de sub 11, sub 13 e sub 15, a realizar nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro: Sub 11 - Artur Xavier, Beatriz Cristina, João Ferreira, Mariana Chang, Mariana Leite, Pedro Santos e Ruben Figueiredo;Sub 13 - Angelo Silva, Daniela Conceição, Duarte Anjo, Hugo Abreu, Mariana Araújo, Patrícia Alves, Ricardo Silva e Sofia SetimSub 15 - Ana Amaral, Andreia Spínola, Ângela Rodrigues, António Gonçalves, Bruno Carvalho, Hugo Batista, João Santos, João Silva, Manuel Leitão, Noémia Jesus, Sofia Duarte e Sónia Gonçalves.A participação dos atletas convocados deve ser confirmada para os serviços da FPB até ao dia 19 de Dezembro. Em caso de não confirmação os atletas serão substituídos por outros que integram a lista de suplentes elaborada pela equipa técnica nacional.

Aqui soube-se que pelo menos a lista de suplentes foi elaborada pela equipa técnica nacional, nessa altura composta apenas pelo Marco Vasconcelos e pelo Fernando Silva.

8 – Em 14 de Janeiro conhece-se o sorteio da participação no Campeonato Eurupeu de Juniores a realizar em Abril em Itália e no dia seguinte a FPB informou o nome do novo Treinador de Portugal, o Sr. Tom John, que na semana seguinte iniciará as suas funções de imediato.

A partir daqui depreende-se que ficará completa a equipa técnica nacional a qual nunca foi ainda divulgada e quais as funções e cargos de cada um dos seus componentes.

Começam a surgir mais dúvidas, por falta de informação, quanto ao papel a desempenhar pelo Prof. Luís Carvalho e pelos directores António Mendes e Acácio Ramos, anteriormente fazendo parte do Departamento Técnico da FPB, ou de qualquer outro dirigente.

9 – A 24 de Janeiro, portanto já com a equipa técnica nacional formada, a FPB divulga a convocatória para os Internacionais Juniores de Espanha Incluindo os atletas Ana Reis, Anny Costa, António Ornelas, Helena Pestana, Rafael Lopes, Ruben Vieira e Tomás Nero.
Informa também que estes atletas serão acompanhados pelo técnico nacional Tom John.

Aqui começam a surgir mais dúvidas: O Sr. Tom John está há poucos dias em Portugal e logicamente não conhece os jogadores juniores portugueses ou a maior parte deles.

Portanto não podia ter sido o Sr. Tom John a escolhê-los.

Também não houve qualquer estágio para estes escalões etários.

Quem fez então a escolha dos atletas ?

Tudo indica que deve ter sido feita pelos directores, se calhar através dos Rankings ou dos resultados das provas.

Mas seria mesmo ? Ficam as dúvidas habituais e porventura algumas injustiças.

10 - A FPB informa que agendou mais dois estágios destinados a atletas sub11, sub13 e sub15. O primeiro será realizado nos dias 14 e 15 de Fevereiro e o segundo nos dias 4 e 5 de Abril. Para o primeiro foram convocados os seguintes atletas:Sub 11 - Artur Xavier, Beatriz Cristina, Carlos Silva, Cláudio Trindade, João Ferreira, José Pita, Mariana Chang, Mariana Leite, Miguel Rocha, Pedro Santos e Ruben Figueiredo;Sub 13 - Angelo Silva, Daniela Conceição, Duarte Anjo, Hugo Abreu, Mariana Araújo, Patrícia Alves, Ricardo Silva e Sofia SetimSub 15 - Ana Amaral, Ana Dias, Andreia Spínola, Ângela Rodrigues, António Gonçalves, Bruno Carvalho, Hugo Batista, Inês Moniz, João Santos, Luis Cardoso, Manuel Leitão e Sónia Gonçalves.

É natural que este estágio possa englobar todos os três técnicos componentes da equipa técnica nacional, ou manter-se-ão apenas os dois técnicos designados para estes escalões etários ?

Veremos se será assim.

11 - O novo treinador nacional esteve presente em Santiago do Cacém a assistir à realização dos Campeonatos de Elites e B, onde não participaram Ana Moura, nem Ana Reis e a atleta Filipa Lamy participou em Singulares na Cat B não defrontando as suas principais concorrentes de Elites.

Registou-se aqui, penso eu, o primeiro contacto oficial com os nossos principais atletas pois que se saiba não foi realizado nenhum estágio com eles.

12 – No dia seguinte surge a Convocatória para Europeu de Liverpool. A FPB informa que convocou os atletas Alexandre Paixão, Ana Reis, Gil Martins, Helena Pestana, Pedro Martins e Telma Santos para integrar a Selecção Nacional de Seniores que irá participar no Europeu de Equipas Mistas.

E naturalmente surgem grandes dúvidas por, dentro da subjectividade de uma natural escolha, que só quem passou por isso sabe quanto difícil é, ser divulgada uma lista de atletas deixando de fora o Marco Vasconcelos que até ganhou os singulares, a Filipa Lamy que é a atleta melhor classificada no ranking mundial, a Ana Moura, que representou recentemente Portugal nos Jogos Olímpicos, para não falar já dos consagrados Hugo Rodrigues e Fernando Silva que continuam a ser dos melhores jogadores nacionais em pares.

Formar uma selecção jóvem prescindindo de todos os atletas mais velhos (?) seria a imposição dos directores federativos ?

E neste caso prescindiram do atleta jóvem que se encontra em melhor forma que é o José Pedro Sousa que ganhou ao Pedro Martins e só perdeu na final com o Marco Vasconcelos ?

E para que serve a lista dos 6 atletas com estatuto de alta competição: Alexandre Paixão. Ana Moura. Filipa Lamy. Marco Vasconcelos. Pedro Martins. Telma Santos

e dos 4 com estatuto de percurso de alta competição:. Cláudia Figueira. Dalila Belém. Helena Pestana. Miguel Jardim

se prescindiram de três deles de alta competição e de mais dois do percurso ?

E chamaram outros que não estão em lista nenhuma como a Ana Reis (nem foi a este torneio) e Gil Martins (que grandes resultados já apresentou para justificar um lugar na Selecção ? )

E sendo uma prova de equipas e sabendo-se da dificuldade de formar pares com nível equivalente ao dos nossos singulares prescinde-se especialmente dos “menos novos” e que são os têm precisamente maior experiência ?

Um só campeonato como observação é pouco para decidir esta escolha.

O Sr. Tom John ou outro qualquer teria sempre dificuldades de escolher em função do que viu em Santiago do Cacém.

Quem participou então nesta escolha ?

Os directores António Mendes e Acácio Ramos não deviam ter sido pois não estiveram presentes que eu saiba, aliás eles raramente se deslocam para assistir à prestação dos diversos atletas nas provas do Circuito Nacional, e por isso só se deram a sua opinião na secretaria.

Os treinadores da equipa técnica nacional dos escalões Sub-11 a Sub-15, Marco Vasconcelos e Fernando Silva, presentes como jogadores nesse torneio, teriam qualquer participação e decisão nestas escolhas ?

O Prof. Luis Carvalho, que acompanhou estes campeonatos, teria tido qualquer intervenção nestas escolhas ?

Parece-me bem que não, até porque é o treinador de uma atleta nitidamente e previamente selecionada pois trata-se da Telma Santos que para além de ser a Campeã Nacional até ganhou os singulares naqueles campeonatos.

Todas estas ou pelo menos as principais dúvidas são perfeitamente lógicas de serem colocadas por quem mais está dentro da modalidade e vem acompanhando os diversos atletas e deveriam ser esclarecidas por quem de direito.

Não era preciso justificar por que foi escolhido um atleta e por que não foi escolhido outro.

O que a FPB deveria ter o cuidado de informar, divulgar e esclarer, principalmente a todos os atletas que ultimamente muito têm dado ao Badminton Português e a todos interessados pela modalidade e até para salvaguardar a posição do principal Treinador Nacional, Sr. Tom John, no seu relacionamento futuro com todos os atletas, seria:

- a verdadeira composição da equipa técnica nacional, os seus lugares, as suas responsabilidades e direitos.

- quais as posições que os directores e os treinadores da equipa técnica vão ter entre si.

- qual o enquadramento do seu Secretário Técnico, Prof. Luís Carvalho, na equipa técnica nacional.

- quais os critérios de escolha que os dirigentes indicarão aos treinadores da equipa técnica nacional para a escolha dos atletas.

- ou pelo contrário se serão os componentes da equipa técnica nacional a indicar os critérios de escolha e proceder à sua nomeação e os directores não terão qualquer intervenção na sua escolha final. Ou terão ?

Depois dos critérios definidos e divulgados por todos os interessados então surgirá naturalmente a escolha dos atletas, ficando naturalmente sujeita à subjectividade dos técnicos apreciadores.

Todos ganhariam com isto e tornaria mais fácil as futuras convocatórias para os diversos estágios e participações internacionais e para os apoios que cada um merecerá receber.
Como se pode verificar por todos os factos referidos não ficou mal a Direcção da FPB apenas nesta convocatória mas no conjunto de decisões que (não) tem vindo a tomar e especialmente na falta de informação que permita que todos compreendam as decisões feitas.

Assim, perante a convocatória efectuada, ficam os atletas com grandes dúvidas sobre como devem encarar a sua futura participação em selecções, em estágios, em provas internacionais, os mais velhos se estão fora do esquema, os mais novos como devem fazer para conseguir ser chamados, etc.

Reconsiderem os que mandam para que os rejeitados saibam com o que vão e podem contar futuramente.

E que todos os seus treinadores e demais agentes envolvidos saibam igualmente como devem fazer para ajudar os seus atletas a atingirem os seus legítimos objectivos e a compreender melhor as situações em que possam ser excluídos.

José Bento

ABSM - Associação de Badminton de São Miguel

Na apreciação que tenho vindo a fazer ao trabalho desenvolvido pelas Associações Regionais de Badminton chegou a vez da Associação de São Miguel.

Aproveitei um artigo publicado pelo Prof. Fernando Gouveia no seu blogue para fazer o meu comentário.

Aqui fica o excelente artigo sobre esta Associação onde fica bem demonstrado o trabalho realizado pela equipa comandada pelo Prof. Rui Costa.

A ABSM EM CRESCIMENTO

A Associação de Badminton de São Miguel foi fundada, em 29 de Setembro de 2005 e desde essa data tem vindo a realizar um importante trabalho de base.
O Badminton nos Açores era até então inexistente. A população em geral tinha uma ideia errada da modalidade e desconhecia o quão exigente é o Badminton quando jogado a sério. As poucas escolas que, de vez em quando, passavam pelo Badminton enquanto matéria, mesmo que alternativa, faziam-no quase de forma empírica, já que a grande maioria do corpo docente de Educação Física não teve qualquer formação relacionada com o Badminton na Universidade, aliás, como acontece a nível Nacional.
Mediante o quadro que se verificava, foi necessário definir linhas orientadoras para inverter a situação e tornar o Badminton uma opção credível na formação desportiva de qualquer cidadão. Assim, decidiu-se "investir" na formação do quadro docente, nas condições dos pavilhões desportivos e na divulgação /demonstração da modalidade nas escolas e através da Comunicação Social.
No que diz respeito à formação dos professores, foram realizados em São Miguel 4 cursos de treinadores, o último dos quais em Dezembro de 2008. Até à data, cerca de 60% dos professores de Educação Física de São Miguel já frequentaram o curso, tendo sido um êxito, dado a enorme qualidade dos formadores, e uma mais-valia na leccionação do Badminton nas escolas.
Para além da notória melhoria, tanto no número de aulas leccionadas, como na qualidade das mesmas, houve um importante transfere para os clubes, sejam estes escolares ou não.
Para quem conhece a realidade dos Açores, sabe o quão importante é o “Nível 1” de treinador para o desenvolvimento de qualquer modalidade, sem o qual não é possível abrir núcleos. Os núcleos, mesmo nos clubes escolares, funcionam fora da componente lectiva e não lectiva, acabando por ser um "extra" para os professores / treinadores, pagos através de contratos-programa celebrados entre os clubes e a Direcção Regional do Desporto. Este "incentivo" financeiro é, para os interessados, uma forma de melhorarem os seus rendimentos e, ao mesmo tempo, participarem de forma activa no desenvolvimento das modalidades da sua preferência. Isso aplica-se a todos os escalões de formação, iniciando-se no programa designado Escolinhas do Desporto (dos 6 aos 12 anos), para alunos de qualquer escola do primeiro ciclo do Ensino Básico, onde os responsáveis podem ter, um ou mais núcleos, cada um com o mínimo de 10 atletas e com um ou dois treinos semanais de apenas 45 minutos cada. É, afinal, uma forma de incentivar e cativar os alunos para um possível transfere para a competição, que é o patamar seguinte dos contratos-programa.
Os núcleos de competição, também com um mínimo de 10 atletas, podem ter lugar nos clubes ou escolas dos 2º/ 3º ciclo e secundário, com, pelo menos, dois treinos semanais de 90' e participação obrigatória nos quadros competitivos da Associação de Badminton de São Miguel. Para que fosse possível dinamizar os núcleos nas escolas e dar qualidade às aulas de Educação Física, para além da formação, foi necessário investir no mais básico – marcação de campos nos pavilhões.Nos 20 pavilhões de São Miguel, apenas existiam cerca de 15 campos marcados e, na grande maioria, isoladamente, sem qualquer função. Neste momento, a ABSM, através do seu responsável, professor Rui Costa, com a ajuda alternada de 3 ou 4 colaboradores, foram marcados por conta própria 81 campos. Infelizmente a grande maioria – 54, apenas de singulares. Foi a forma encontrada para ser autorizada a sua marcação, devido ao excesso de linhas já existentes. Mas antes assim do que nada.
De qualquer forma, ficou de pé a hipótese de os completar futuramente. A par desta "batalha", conseguiu-se que as escolas adquirissem um sistema simplificado de montagem de redes e os postes de suporte.
A formação dos docentes, a marcação dos campos e a divulgação nas escolas através de demonstrações, tem sido um trabalho extenuante mas com resultados fantásticos. Tanto que, em várias escolas, têm sido realizados torneios entre os 120 e os 160 participantes, quando há apenas três anos nada existia.
A qualidade dos praticantes, naturalmente será fácil constatar que é ainda de pouca qualidade , mas não será para desmotivar.
As bases estão lançadas. Basta agora manter a "velocidade de cruzeiro" na dinamização e retocar alguns aspectos menos conseguidos, para que comecem a surgir alguns valores, principalmente entre os mais novos.
O passo seguinte passa por iniciar a participação no "circuito" nacional.
Primeiro nos sub-11, só depois nos restantes escalões, de forma a minimizar o enorme handicap existente em relação aos atletas da Madeira e do Continente.
Felizmente a ABSM começa aos poucos a não estar dependente de uma única pessoa que, durante três anos, aguentou o barco e realizou todo este trabalho quase sozinho.Tudo teria sido diferente se o outro grande entusiasta, e tão carola como o primeiro, não tivesse falecido subitamente aos 37 anos, deixando um grande vazio num projecto pensado pelos dois.
Neste momento, começam a aparecer mais alguns colaboradores, nomeadamente para integrar os corpos-sociais e o gabinete técnico. A médio prazo será possível que apareçam alguns resultados práticos, até porque potencial e vontade de trabalhar não falta.

E o meu comentário, também publicado naquele blogue, foi o seguinte:

Parabéns ao Prof. Rui Costa e à sua equipa de colaboradores.

Este é um bom exemplo do trabalho que uma Associação Regional pode efectuar e contraria as ideias daqueles que as querem ver acabadas.

As boas Associações Regionais, como a de S. Miguel, nunca podem acabar mas sim devem ser cada vez mais apoiadas pelos orgãos federativos e oficiais.

Só um reparo: Sugiro que o passo seguinte não seja "passar por iniciar a participação no circuito nacional" mas sim que organizem muitos torneios regionais individuais e por equipas e alarguem o desenvolvimento da modalidade pelas outras ilhas dos Açores.

Para vir ao continente jogar só muito poucos atletas decerto terão essas possibilidades e o que eles mais querem e precisam é de muita competição.

Os melhores desses regionais poderão então ter um prémio de ir ao "circuito nacional".

E porque não o "circuito nacional" fazer uma prova em S. Miguel ?

Se S. Miguel é a região com mais atletas federados e já se vai fazer uma prova na Madeira logicamente que os Açores também têm ainda mais esse direito.

PS: O Badminton nos Açores diz-me muito a nível pessoal, pois fui eu que iniciei contactos, quando era director da FPB, na altura com o Prof. Pedro Afonso, para o processo de iniciação e desenvolvimento da modalidade.

José Bento
25/1/2009

Inscrições no Torneio de Veteranos das Caldas da Rainha - Informação de Júlio Bárbara





Do Sr. Júlio Bárbara, responsável pelo GDA – Grupo Desportivo da Azambuja, recebi uma cópia do mail que enviou para os serviços da Federação e que passo a transcrever:


“Exmos. Srs.
Muito me espanta que sempre que surge um problema que a Federação tem que resolver, no que toca ao nosso clube e à nossa associação a decisão é sempre acutilante e respeitante das supostas regras proferidas por Vossas Exas. Pena que nunca se tentam resolver as questões visando a mais valia para o atleta e para o desporto em causa. Quando o campeonato de veteranos tem atletas em demasia tomam-se estas atitudes sancionatórias. Lamento que para outras situações seja cometidas autênticas atrocidades, como a vergonha da criação de uma associação de arbitragem muito dúbia, uma lista para a Federação cheia de maroscas, pois parece-me que directores de associações regionais não poderiam fazer parte das listas concorrentes para a federação, ou mesmo a cedência de torneios de divulgação a uma só associação regional para toda a época não aceitando mais nenhuma candidatura. Aqui sim meus senhores deveriam ver a anti-divulgação que andam a fazer.
Mais uma vez serei acusado de certeza, de estar a criticar a FPB, mas como é possível não fazê-lo! A vossa imparcialidade deixa muito a desejar meus senhores.

Júlio Bárbara
Grupo Desportivo de Azambuja”

Este texto surge após uma troca de outros diversos mails com os serviços da Federação pelo facto de o GDA ter efectuado uma inscrição via on-line, para o próximo Torneio de Veteranos a realizar nas Caldas da Rainha e que por erro do sistema ou erro humano não foi aceite pela FPB.

A atleta Maria Correia pretendia inscrever-se nas prova de singulares senhoras e pares-mistos Vet. A. e apenas foi aceite a sua inscrição na prova de pares-mistos.

Apesar de o assunto ter sido apresentado à FPB pelo Júlio Bárbara, logo após saber a lista dos inscritos na prova e verificar a falta dessa inscrição, na tentativa de que a FPB aceitasse a mesma, tanto mais que a forma electrónica de inscrições nas provas é uma solução recente e é absolutamente natural que ainda possa existir qualquer erro de comunicação ou até de uma utilização incorrecta de quem a efectuou e originou esta falha.

Ora, perante a situação especial deste erro, da pronta tentativa de resolução do problema junto da Federação e como neste tipo de provas de veteranos nem sequer existir ainda um calendário feito, pois ele é apenas efectuado no momento, parecia ser fácil a aceitação desta correcção que pela primeira vez aconteceu neste novo sistema pelo Júlio Bárbara e do seu Clube, o GDA.

No entanto e estranhamente os serviços federativos, penso que cumprindo regras da parte da direcção da FPB, não teve até agora qualquer tentativa de ajuda na resolução do problema verificado, limitando-se a responder da seguinte forma:

“Após verificados os logs do programa, não foram detectados quaisquer anomalias. Assim sendo, não é considerada a inscrição em referência.”

Aqui está uma situação que só se resolverá com o tal “bom-senso” que eu tanto emprego e que infelizmente a FPB poucas vezes utiliza.

Já se verificou que infelizmente todos erramos.

Desde os serviços da FPB não terem considerado na primeira prova desta época o registo correcto de alguns treinadores (não permitindo a sua actuação) e terem dito na altura que a culpa seria dos seus clubes, verificando-se afinal que o que tinha havido fora um erro na FPB,

até uma anormal situação de rejeição de inscrições por parte da ABDLS em provas do Torneio de Divulgação, facto esse que não consta ser possível nos regulamentos recentes que a FPB divulgou e que esta não quis tomar uma posição isenta de forma a permitir a participação de mais novos atletas e chamar a atenção de quem estava a provocar esse erro para o corrigir

e culminando com a situação de erro grave e estranho de os serviços da Federação aceitarem uma lista de candidatos à Direcção da FPB na última AG contrariando o estipulado nos seus próprios Estatutos.

Perante todos estes erros, a situação verificada na inscrição da atleta Maria Correia na prova de singulares, é uma gota no oceano.

Se formos todos tão intransigentes a cumprir e a rejeitar uma solução tão simples como esta, como poderemos pensar nos casos tão mais importantes e atrás referidos e como iremos actuar perante os seus culpados ?

Meus senhores, como costumo dizer,
sejam humildes e tenham mais bom-senso e ponham o Badminton acima das querelas pessoais.

José Bento

Razões do interregno

Como decerto se aperceberam, o meu blogue esteve durante bastante tempo sem apresentar notícias sobre a modalidade e em especial comentários sobre a forma como toda a estrutura ia funcionando.

Houve duas razões principais para esta situação:

1 – No período anterior às eleições para um novo mandato dos Órgãos Sociais da FPB remeti-me ao silêncio para não querer que dissessem que estaria a fazer campanha contra a única lista que se apresentou a sufrágio tendo eu dito por diversas vezes que não queria candidatar-me nessa altura a um lugar de director federativo em lista alguma.

Com esta actuação quis provar àqueles (pessoas do continente e da Madeira) que não acreditavam que eu não estava interessado em ir para director federativo e que estaria inserido num grupo para “tomar o poder”, que afinal falava a verdade.

Ficou assim comprovada a minha posição de sempre que é ver o aproveitamento de todos aqueles que mais estão ligados à modalidade e ter nos Órgãos Directivos pessoas cada vez mais capazes e com novas ideias para que o Badminton, no seu todo, possa progredir e atingir um maior desenvolvimento.

Depois, na altura das eleições, fui passear até ao Uruguai, Argentina e Chile e para além de ter feito uma maravilhosa viagem, estive fora do que se passou na AG.

Quando regressei e depois de saber as novidades, voltei a ficar sem vontade de retornar os meus habituais comentários.

2 – Pelas razões atrás referidas e verificadas na última Assembleia Geral da Federação fiquei farto de tantas más decisões mas mais até, o que foi bastante mais triste, pela atitude assumida durante e após a sua realização, por parte das diversas associações.

De facto, os principais responsáveis pelas decisões tomadas em AG são sempre as associações e nunca as opiniões de uma direcção ou até do próprio presidente da AG, embora este tenha, no meu entender, de assumir as responsabilidades para não permitir factos anormais e ilegais, sempre na defesa dos interesses da modalidade, poderão sobrepor-se aos votos por elas apresentados.

Pelo que sei e sei muito pouco, peço desculpa desde já de poder fazer um raciocício menos correcto aos factos ocorrridos e à atitude assumida pelos diversos intervenientes na Assembleia.

A posição, sem votos contra, apenas com algumas abstenções tímidas, legitimaram todos os actos da mesma, ficando a responsabilidade para quem tomou essas posições.

Por essa principal razão de que quem manda na modalidade são as associações e não a direcção da federação e como estas apoiaram, por maioria, essas decisões e não acharam nelas qualquer incorrecção ou ilegalidade no que foi decidido não seria lógico que eu, que não pertenço actualmente a qualquer organismo federativo ou associativo, viesse de imediato a pronunciar-me negativamente ao que se tinha passado nessa AG.

Gosto muito da modalidade mas considero que outros também têm a sua opinião e responsabilidade e por isso não tenho o direito de pensar que só eu estou do lado da razão.

Como não havia ecos de opiniões negativas sobre o que se tinha passado era sinal de que tudo tinha decorrido da melhor forma, embora eu tivesse achado isso muito estranho.

Passado todo este tempo começaram finalmente a surgir alguns comentários e críticas que apontavam para os factos ocorridos nessa Assembleia Geral.

Desta forma, pela responsabilidade que tenho para com o Badminton e até pelo respeito que os muitos leitores do blogue me merecem e que têm insistido para eu me pronunciar sobre o que lá se passou, achei que não devia ficar calado mais tempo e transmitir a minha opinião.

Então vamos às situações mais “caricatas”, no meu entender, verificadas na última AG da FPB:

1 – Eleições dos Órgãos Sociais da FPB

Na lista apresentada para a direcção faziam parte 3 directores que são igualmente presidentes da direcção de associações regionais (Leiria, S. Miguel e Faro).

Os Estatutos da FPB dizem no Ponto 2 do seu Artº.23º.:

Perante os actuais Estatutos da FPB verificou-se assim, no meu entender, a eleição ilegal da sua Direcção.

2 – Proposta de atribuição de Sócios de Mérito com Distinção
Em 10 de Maio de 2008 a Direcção da FPB informava no seu site:
“
....
A Direcção da FPB informa que decidiu:
1. Aprovar um voto de louvor aos atletas Alexandre Paixão, Ana Moura, Filipa Lamy, Marco Vasconcelos e Telma Santos, pelo seu desempenho ao longo do período de qualificação olímpica;
2. Propor à Assembleia Geral da FPB a atribuição do galardão de Sócio de Mérito com Distinção aos mesmos atletas.
“

Na Ordem de Trabalhos da AG ficou esquecida a apresentação desta proposta da Direcção.

Acto difícil de esquecimento para com quem tanto trabalhou pelas cores nacionais e pelo Badminton português.

3 – Apresentação de propostas de ratificação das duas novas associações de árbitros, a APAB e APJAB.

Segundo informação que me chegou, foi apresentada uma carta durante a assembleia para ser votada contra a ratificação da APAB, alegando que os estatutos artº. 2º. , Fins da Associação, estavam ilegais.

Depois todas as outras associações votaram contra, excepto a da Costa Azul, a de Aveiro e Faro que se abstiveram.

A ratificação da APJB foi então reprovada e da APJAB aceite.

Para conhecimento e análise de todos aqui ficam os textos respectivos dos Fins de cada uma das associações:

APAB:

Artº. 2º.
Fim

A associação tem como fim Promover e divulgar o desporto de Badminton, formação de árbitros e juiz árbitros. Organização de provas e torneios.

APJAB:

ARtº. 2º.
Fim

A associação tem como fim representação dos interesses desportivos e financeiros dos seus associados portugueses, amadores ou profissionais, perante a Federação Portuguesa de Badminton e quaisquer organismos oficiais, nacionais ou internacionais, promover acções de formação, bem como a divulgação da modalidade.

Como se pode comprovar pelos dois textos só com muito boa vontade conseguiram arranjar uma justificação (?) para recusar a ratificação da APJB e para aceitar a da APJAB, culminando todo um processo no qual a APJAB sempre teve o apoio especial por parte da direcção da Federação ao contrário da APJB à qual até lhe foram recusados os pedidos que lhe foram feitos para ajudar à sua legalização.

Todos estes factos demonstram, no meu entender, a situação em que o Badminton se encontra no que diz respeito à sua gestão.

Mas a culpa no meu entender não é dos directores que tudo fizeram e demonstraram que queriam continuar nos Órgãos da FPB por mais uns largos anos.

Quem esteve na AG, tanto os Órgãos Sociais como principalmente os representantes das diversas associações ou desconhecia estas questões, o que demonstra quão afastados estão dos actuais regulamentos da modalidade, ou pura e simplesmente não querem saber deles e decidem conforme acham melhor para os seus objectivos.

Não tenho nem ninguém deve ter nada contra as pessoas envolvidas nestes factos, enquanto seres humanos.

Todos nós, uns mais do que outros, reconhecem também nesses elementos alguns méritos anteriormente tomados a favor da modalidade.

Mas não se podem aceitar as posições assumidas, enquanto dirigentes de uma modalidade desportiva que tem um enquadramento e supervisão estatal (O Instituto do Desporto terá conhecimento desta situação ilegal nestas eleições ?) e donde recebe os seus principais financiamentos para a sua gestão.

Quanto aos dirigentes federativos teria sido muito fácil se eles tivessem abdicado previamente dos seus lugares de presidente da direcção das suas associações e passassem a exercer um outro cargo e logo ficariam assim dentro da legalidade.

Ou então, se não queriam perder o estatuto de Presidente da Direcção de uma associação regional teriam antecipadamente convocado uma AG extraordinária para alterar os Estatutos no seu Artº. 23º. (Só que esta situação seria um pouco mais estranha dado que recentemente, ainda em 2006, foi realizada uma AG precisamente para colocar o texto actual deste artigo a fim de evitar estas acumulações de cargos directivos).

Relativamente aos dirigentes associativos ficam para eles a total responsabilidade da legitimação dos actos da AG, sejam eles legais ou ilegais.

É tudo uma questão de princípios e de respeito pelos regulamentos existentes perante a estrutura da modalidade e dos órgãos de tutela.

Agora, depois do facto consumado, penso que o problema só poderá ser resolvido com a convocação de uma nova AG para repetição do acto eleitoral e depois de rectificada a situação, da forma que acharem melhor, mas de modo a que os Estatutos sejam cumpridos.

Mas isso são situações de carácter jurídico para serem resolvidas por quem sabe do assunto.

O que sei é que não poderá manter-se uma direcção, contrariando o que está estabelecido estatutáriamente, ficando a situação esquecida e como precedente para outros possíveis incumprimentos futuros.

A bem da credibilidade da nossa modalidade ninguém deverá, tenho a certeza, querer ficar indiferente ao acontecido e fingir de que nada sabem do que se passou e mantendo-se nesta ilegal situação, seja por erro ou omissão dos factos que se verificaram.

Assim e antes que alguém da estrutura da modalidade se lembre de impugnar as eleições ou mais grave ainda, que o Instituto do Desporto tome a iniciativa de questionar os Órgãos Sociais da Federação sobre o acontecido, seria mais agradável que os dirigentes federativos promovessem a sua rectificação o mais rápido possível.

Igualmente os nossos dirigentes associativos, apesar das suas grandes responsabilidades no que aconteceu, não gostarão decerto que a situação continue, mantendo-se calados como se nada tivesse acontecido, o que demonstraria uma dupla culpabilidade e reconheceria que afinal não tinha havido um lapso mas uma opção previamente determinada.

Pelo exemplo verificado e estando envolvidos tantos órgãos da nossa estrutura espera-se, com bom senso, que a situação seja rectificada.

Aproveitando o facto ocorrido e tomando-o como exemplo, desejo que a Direcção também deva reconsiderar e utilizar um melhor bom senso para resolver os diversos assuntos que lhe surjam regularmente com todos aqueles que colaboram com a nossa modalidade, compreendendo-os melhor, de forma a encontrar soluções de consenso e colocando sempre o Badminton acima dos seus interesses e porventura até de incompatibilidades pessoais.

Todos têm de assumir que erram e para minorar as anomalias necessitarão de ter a humildade suficiente para tentar ajudar quem quer contribuir para o desenvolvimento da modalidade apesar de ter ocorrido qualquer contratempo menos correcto.

José Bento

Artigo de Opinião de José Manuel Almeida





Caros(as) Amigos(as).

Estava a evitar falar sobre este assunto, no entanto, chegou um novo Seleccionador Nacional, é início de nova era e voltamos ao mesmo.

As críticas já começaram.

Não sei se foi o Sr. Tom John ou não que fez a convocatória e que critérios estão subjacentes à mesma, mas uma coisa tem de ficar definida de uma vez por todas no ceio das Convocatórias da Federação, ou vamos aos Torneios de Equipas, e volto a frisar, “EQUIPAS” com o melhor que temos na altura, ou então mais vale não ir e é dinheiro que se pouca para outras ocasiões que se venha a entender, ser de mais utilidade.

Ir por ir, já temos experiência que chegue.

Quem deve ir? Naturalmente os melhores. Ou será que existem lugares cativos?

O passado recente, tem-nos dito ou mostrado que é essa a tendência e que nem sempre foram as melhores opções.

Não pela qualidade dos mesmos, mas sim, pelos momentos de forma de cada um.

Como toda a gente sabe, o Torneio de Equipas Mistas, neste caso, é composto em cada ronda, por um jogo de SH, PH, SS, PS e PM.

Logo se vamos participar há que levar os melhores no momento.

Se assim se passar a fazer, naturalmente que o lote de jogadores irá crescer e o trabalho ficará cada vez mais aliciante.

Não é assim? Ah!... E quem ganha com isto é o Badminton Português.

E quem são os melhores Jogadores Portugueses para este Campeonato da Europa de Equipas Mistas?

Claro que eu sei quem são, mas não os menciono, porque respeito a todos eles.

Uma coisa é certa, o Sr. Tom John foi contratado por esta Federação, deixem-no fazer o seu trabalho em conjunto com a restante Equipa Técnica e FPB, e no final da época, então sim, emitam os Vossos comentários, porque naturalmente, muita coisa proveitosa sairá deles.

Um abraço para todos,
José Manuel Almeida

Resposta de José Bento:

Compreendo a posição do José Manuel Almeida de que no final da época é que devem ser emitidos os diversos comentários.

Mas quando se verificam situações estranhas ou no mínimo dúbias logo no início de actividade deste novo treinador nacional é natural que quem está mais ligado à modalidade se interrogue e como não está devidamente esclarecido sobre quem está por detrás destas decisões apresente desde já os seus comentários e as suas dúvidas.

José Bento

O Badminton no Norte e o seu clube mais representativo – o FAC – Famalicense Atlético Clube




O Paulo Bourbon tem sido uma das pessoas ligadas ao Badminton que ultimamente mais tem feito chegar notícias a este blogue.

Por isso e para todos os que visitam regularmente o meu blogue e que gostam de saber notícias sobre a nossa modalidade, aqui ficam as opiniões do Paulo Bourbon que é neste momento um dos principais dirigentes com que a modalidade pode contar e em especial do seu Clube, o FAC – Famalicense Atlético Clube.

JB: Como está o Badminton em Famalicão ?

PB: A modalidade é praticada em Famalicão há 35 anos.

Com um interregno de três épocas desportivas, por incompatibilidades com a então direcção, os jogadores representaram o Grupo Desportivo União de Louredo (GDUL).

A secção de Badminton do FAC tem inscrito o nome do clube a nível nacional e não existe nenhum clube no país que pratique a modalidade, que não conheça o nome FAC.

Ao nível de jogadores, houve vários atletas que já passaram pela Selecção Nacional e vários Campeões Nacionais.

JB: E o FAC como está de momento a funcionar ?

PB: Nesta altura eu sou o responsável da secção com a ajuda do Rui Gomes.

O Tino (Albertino Araújo) está um pouco desligado por motivos profissionais, mas sempre que precisamos sabemos que podemos contar com ele e com os seus conselhos.

Os treinadores continuam a ser o Bruno Gomes e o Jorge Santos.

No ano passado o Nuno Moreira ainda dava uma ajuda mas agora está em Madrid a estudar e não o pode fazer.

Arranjamos um atleta que ao Sábado dá os treinos aos atletas que estão a começar a jogar

Os nossos atletas estão a treinar três vezes por semana, terças, quintas e sextas-feiras.

A iniciação também treina ás terças e quintas a horas diferentes e também ao Sábado.

Os seniores treinam à terça e quinta à noite e se quisessem poderiam treinar também à segunda e quarta mas são todos uns "preguiçosos"!

O clube com que temos uma relação mais estreita é com a AHBVV (Viatodos) dado que o Bruno também é o treinador.

É costume atletas de Viatodos treinarem no FAC e vice-versa.

Nesta altura temos cerca de 30 atletas não seniores dos quais temos que fazer uma selecção daqueles que têm condições de participarem em torneios nacionais.

Aqueles que vão evoluindo e quando possível também participam nesses torneios.

Nos seniores é que não temos tanta gente como era costume.

Alguns não podem mesmo jogar porque a sua vida não permite mas tenho a certeza que outros não o fazem porque se acomodaram.

Estamos a tentar mudar esta situação e a tentar chamar jogadores que estão afastados há bastante tempo.

JB: O FAC pertence à ABN – Associação de Badminton do Norte.

Como está o funcionamento desta Associação Regional ?

PB: Infelizmente a dinâmica não tem sido a melhor. Contra mim falo porque também pertenço á ABN.

Temos organizado alguns torneios de divulgação e temos ajudado da melhor maneira possível quem nos procura e pede ajuda.

Juntamente com o FAC temos organizado algumas demonstrações nas escolas do concelho de Vila Nova de Famalicão.

JB: Para finalizar esta pequena conversa fala-me dos vossos atletas.

PB: Nesta altura estamos a dar um grande apoio à Ana Reis dado que ela tinha a pretensão de participar em alguns torneios do circuito europeu de juniores e qualificar-se para o Europeu a realizar-se em Milão.

O Bruno e a Ana falaram com o novo presidente do FAC, Sr. Doutor Gouveia, que os incentivou a avançarem com algumas acções como por exemplo pedirem ajuda à Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

O presidente do FAC prontificou-se de imediato a ajudar no que pudesse e que ia tentar arranjar patrocínios para pagar as viagens aos torneios.

Até agora a Ana realizou dois torneios, na Suíça e na Bélgica. Também estava inscrita na Eslováquia mas não foi possível a sua participação devido aos custos elevadíssimos que acarretava.

Na Suíça correu melhor do que muita gente estava à espera e atingiu os quartos de final em singulares. Na Bélgica não teve tanta sorte no sorteio e perdeu logo na primeira ronda de singulares como em pares com a Helena Pestana.

O próximo torneio onde vai participar será em Espanha em Fevereiro.

Desta vez não vai sozinha dado que a Inês Bastos da categoria de Sub-17 também vai participar fazendo a sua estreia em torneios internacionais.

Temos alguns atletas com um potencial enorme e que com esforço e dedicação dentro em breve podem dar muitas alegrias aos Famalicenses.

JB: Obrigado Paulo por mais esta tua colaboração ao meu blogue e ao Badminton nacional.

Desejo-te e igualmente ao FAC e a todos os seus componentes, as maiores felicidades e os melhores resultados desportivos.

Gostaria também que o FAC pudesse ter um papel talvez um pouco mais interventivo na ABN e que juntamente com os restantes clubes associados conseguissem retomar a realização e participação nos Campeonatos Regionais.

Reforço mais uma vez esta minha opinião pois considero que este tipo de torneios é fundamental para a expansão do Badminton e uma forma de manter em actividade o maior número de atletas filiados e em especial aqueles que eventualemnte poderão apresentar um nível mais reduzido e também para os que estão a iniciar-se na modalidade, quer sejam não seniores como igualmente os seniores e os veteranos.

PB: Espero que tenha ajudado a explicar a força do Badminton em Famalicão.

JB: Mais uma vez obrigado pela tua regular colaboração e ficarei à espera de mais informações sobre o Badminton do Norte e do FAC.

José Bento