Nascido em Moçambique, em Lourenço Marques, casado, com dois filhos e três netos (uma rapariga e dois rapazes) e uma longa e dedicada ligação ao BADMINTON

José da Silva Bento

José da Silva Bento
Meritorious Service Award da IBF (Federação Internacional de Badminton) - Sócio de Mérito com Distinção da FPB (Federação Portuguesa de Badminton)
Estão aqui reunidos todos os artigos antigos publicados no meu blogue desde 1/3/2008.

Campeonatos Regionais da ABCA - Colaboração de João Nero

ABCA – Associação de Badminton da Costa Azul

http://abcazul.com.sapo.pt/

Esta Associação informou que houve alterações no seu Calendário de Provas Regionais.

Regional Veteranos
Porto Salvo - SIMPS
4, 11 e 18 de Maio
Fecho inscrições: 18,30 h
Regulamento regionais, ver notícias

Regional não-séniores
Sampaio – Sesimbra
10 de Maio
Regulamento regionais, ver notícias

Regional Seniores B
Alhos Vedros - SFRUA
16 de Maio
Regulamento regionais, ver notícias

XII Open Oeiras
Porto Salvo - SIMPS
6 e 7 de Junho
Fecho inscrições: 15/5/2009

Festival Regional de todas as categorias
Data e local a indicar oportunamente

Regulamento Campeonatos Regionais 2008/2009

As taxas de inscrição serão de 1 euro por jogador e por prova, com excepção das provas de não- seniores que será gratuita.

- Haverá prémios para os finalistas.

- Todos os finalistas em seniores serão convidados a participar na categoria superior.

- Os clubes organizadores terão a cargo o pagamento do pavilhão que será reembolsado em 1 caixa de volantes por hora utilizada.

- As inscrições individuais serão recebidas no local da prova 30 minutos antes do seu início.

- As inscrições de equipas terão que ser feitas atempadamente segundo regulamento próprio

17/4/2009

Associações e mais Associações

A propósito do artigo publicado no blogue do João Boto sobre os 4ºs. Torneios Regionais que a ABDFaro já organizou esta época para os seus atletas e Clubes surgiu o seguinte comentário:

“ Ora, aqui está uma Associação que dignifica a sua existência e os seus dirigentes, ao contrário de outras Associações que só existem para ter votos na Federação.

Os meus parabéns aos dirigentes da ABDFaro pelo excelente trabalho desenvovido e continuem o Badminton precisa de pessoas como vocês.

Por vezes pergunto a mim mesmo se não seria melhor eu mudar de Associação.

Luis Neves (atleta da ABDLeiria) ”

Este é um exemplo idêntico ao que se passou em tempos e deu origem à criação e duplicação de duas Associações.

Para os distritos de Lisboa e Setúbal havia a ABDLS e foi criada a ABCA e no Distrito do Algarve existia a ABA e foi criada a ABDF.

É uma excelente justificação para quem lamenta e não compreende a “aberrante” situação de haver duplicações de Associações Regionais.

De facto a situação legal existente não permite para já que um clube e seus atletas pertencentes a uma associação regional se possam inscrever por outra associação de outra região.

A solução que ainda se mantém é, dentro da livre associação, criar uma nova associação regional para o mesmo distrito.

São as Leis que temos e para as contornar criam-se situações “aberrantes” como as que já existem mas que pelos vistos são o mal necessário para quem quer ter uma situação de liberdade de escolha e não estar sujeito a actuações que considere inoportunas.

Se um jogador se pode inscrever na FPB como individual por que é que um clube também não se pode inscrever na FPB directamente sem ser obrigado a filiar-se na associação regional onde o seu clube está englobado ?

Se um clube pertencente a uma associação regional acha que não recebe desta aquilo que considera correcto ou pura e simplesmente não se revê na sua forma de funcionamento deveria ter a liberdade e possibilidade legal de se poder filiar directamente na FPB, sem ter de contornar o problema e juntamente com mais 2 clubes fundarem uma nova associação regional.

Estas situações têm de ser revistas e não é com a criação de Associações Zonais que se resolvem, pois o mesmo se poderia verificar com 3 clubes que poderiam não concordar com o funcionamento dessa Associação Zonal e querer fundar outra Associação Zonal paralela.

Também a solução de um clube pertencente a uma região se poder inscrever-se noutra associação não me parece correcto pois poderia trazer outro tipo de problemas e de interesses.

A forma como casos de interesses pessoais, de incompatibilidades, de incompetência ou até de simples dificuldades em ter um funcionamento normal por falta de apoios oficiais podem prejudicar terceiros e para mim o mais importante é que prejudicam sem dúvida o Badminton.

Nos Torneios de Divulgação na região de Lisboa já levaram e continuam a prejudicar atletas a quem não lhes é permitida a sua participação.

A falta de Torneios de Divulgação na região de Leiria já tem levado a que atletas de Peniche tenham de vir participar em TD organizados na região de Lisboa.

Tem havido atletas de Coimbra que por não terem TD organizados pela sua Associação Regional têm ido participar aos TD da zona de Aveiro.

E ainda recentemente atletas da região de Lisboa e Setúbal foram participar nos Torneios realizados em Albufeira.

Tudo isto demonstra a falta de torneios regionais e/ou zonais, em contraponto com a redução de inscrições nos chamados Torneios do Circuito Nacional.

Como se pode constactar não é só dividindo o país em 6 zonas que todos os problemas ficam resolvidos.

Há muito a estudar e a debater com toda a estrutura da modalidade antes de aparecer como que por milagre uma nova solução que no fundo alguns pretendem implementar para justificar o fim das actuais Associações Regionais alegando como razão principal que há falta de dirigentes que nelas queiram trabalhar.

Pode haver casos de falta de dirigentes, noutros casos há falta de apoios das entidades oficiais, nomeadamente da FPB, e há também, não se esqueçam, outras que até vão trabalhando BEM, casos da Madeira, dos Açores e da Associação de Faro, para só dar estas como exemplos, mas poderão haver mais assim como outras que não funcionam tão bem possam ter as suas próprias razões.

Haja diálogo e humildade suficiente de quem dirige o Badminton para com toda a estrutura da modalidade, de forma a se conseguir arranjar soluções que suportem todas as situações incorrectas que se verificam mas que evitem que outras diferentes possam vir a surgir a curto prazo.

José Bento

O Curling ??? - Colaboração de Luís Neves

Luís Neves

O CURLING ???

O Curling é jogado sobre o gelo, com pedras de granito que pesam aproximadamente 19 kg.

O tamanho da superfície de jogo é de cerca de 42 m de comprimento por 4,25 m de largura.

No final da pista existe uma “casa de marcação” (vários anéis concêntricos) onde deverão ser colocadas as pedras lançadas.

O Jogo divide-se em 10 “ends”, sendo que um “end” é algo equivalente a um “set” no ténis….

“é agora” estarão vocês a pensarem ao ler a palavra “ténis”, pois não fazem a mínima ideia do que é que o Curling tem a ver com o Badminton.

Pois na verdade nada ou muito pouco, exceptuando talvez o facto de ambas as actividades serem actividades desportivas e olímpicas, bem sendo assim qual a razão deste tema num blog sobre badminton.

E razão é muito simples eu sou um telespectador atento do Eurosport International, e muito por culpa da “nossa” Sport-TV que embora tenha 3 canais está cada vez mais “futobolizada”, chegando a repetir o mesmo jogo varias vezes, não vá alguém perder algum jogo importante, bem como eu ia dizendo, eu sigo o Eurosport e esta última semana tenho “levado” com horas seguidas de Curling, com o devido respeito que qualquer modalidade desportiva me merece, eu deixo estas perguntas:

Será que alguém em Portugal pratica Curling?...

Será que vamos ver o Curling brevemente no nosso desporto Escolar?...

Ah, e já agora será que alguém com responsabilidade, já pensou na possibilidade de também se poder ver na TV emitida em Portugal aquele outro desporto “meio esquisito” que se joga com umas raquetes e com umas “penas”, sei lá talvez alguém da Federação dessa modalidade e já agora:

Esse desporto que se joga com “penas” e com raquetes é praticado cá em Portugal?...

Têm Federação?... É que se têm Federação, não se têm dado por ela…

Pois isso também explica muita coisa………..

O Telespectador desportivo anónimo Luís Neves
12/04/2009

Resposta de José Bento:

Infelizmente e apesar do esforço que alguns vão mantendo nos seus blogues em apresentar ideias e sugestões que levem a que surjam novas intervenções estas continuam a rarear.

A persistência que vamos mantendo vai-se conseguindo através da recepção de algumas colaborações pontuais daqueles que acham que alguma (muita) coisa podia melhorar no panorama da nossa modalidade.

De vez em quando, muito timidamente, lá recebemos a colaboração de alguns (quase sempre os mesmos) elementos do Badminton que continuam corajosamente a emitir e a transmitir os seus pensamentos sobre diversos temas relativos ao Badminton.

Da parte dos actuais dirigentes federativos e mais grave ainda dos dirigentes associativos mantém-se uma quase nula participação (salvo raríssimas excepções) em blogues como se eles fossem um mal da nossa modalidade.

De facto não é compreensível que os principais agentes da modalidade, desde os seus directores, dirigentes associativos e dos clubes, dos treinadores e juízes, árbitros e até dos jogadores se mantenham afastados dos principais problemas que a modalidade atravessa e que toca a todos, umas vezes com casos já directamente associados e outras que inevitavelmente chegarão a curto ou médio prazo às outras áreas do Badminton.

Ultimamente surgiu mais uma preciosa ajuda de um elemento com muito valor e com ideias bem definidas e coerentes apresentadas nalgumas das suas intervenções já publicadas em diversos blogues.

Trata-se do Luís Neves que vem defendendo há já algum tempo uma necessária mudança de mentalidades.

Mudança de mentalidades não só nos diversos responsáveis pela modalidade mas em todos quantos estamos nela envolvidos.

Com este simples artigo de opinião, o Luís Neves apresenta um dos temas que mais necessita de uma radical mudança de actuação de quem dirige a modalidade e porque não dizer, da intervenção e ajuda de todos nós.

“A Divulgação do Badminton através dos Órgãos de Comunicação Social”.

Vamos trabalhar neste tema... apresentem ideias e sugestões... não tenham receio de ferir susceptibilidades de ninguém... dando a sua opinião não estão contra ninguém mas sim estão a colaborar para o progresso do Badminton nacional.

Senhores dirigentes federativos e associativos não tenham receio de vir apresentar nos diversos blogues os vossos pontos de vista pois hoje podem estar no dirigismo da modalidade mas amanhã estarão certamente do outro lado, do lado onde estão agora aqueles que mantém os seus blogues com um enorme esforço em prol do desenvolvimento da nossa modalidade.

José Bento

Resultados do 4 T. Divulgação + Regional - Colaboração de João Martins

Olá amigos:

Realizou-se no passado dia 4 de Abril, o 4 Torneio de Divulgação e o Regional organizado pela A.B.D.Faro em conjunto com C.D.A.São João, no Pav. Escola Sec. de Albufeira.

Compareceram 80 atletas de todos os escalões, representando 7 concelhos do Algarve - Portimão-(CDMB), Monchique-(BCM), Albufeira-(CDASJ), Lagoa-(BCE), Silves-(CBS), Lagos e São Brás de Alportel, onde se juntou uma delegação de 17 atletas de Santiago de Cacém (JAC).

Sem outro assunto de momento
Subscrevemo-nos atenciosamente

P`la direcção
João Martins

Resultados do 4º. Regional em 4/4/2009 em Albufeira

1ª. Divisão
1º. Paulo Guerreiro (BCE)
2º. João Martins (CDMB)
3º. Jorge Silva (CBS)
4º. Rui Colaço (CDMB)

2ª. Divisão
1º. Nuno Brás (JAC)
2º. Gary Saraiva (CDMB)
3º. Fernando Silva (JAC)
4º. Nuno Rocha (CDMB)
5º. João Sequeira (CDASJ)
6ª. Sophie Gomes (CDASJ)

Torneio de Divulgação da ABDF em Albufeira em 04-04-2009

RESULTADOS:

Sub 9 (M-F)
1º. Ricardo Reis (BCM)
2º. Pedro Montez (BCM)

1ª. Madalena Inácio (BCE)
2ª. Nara Silva (BCE)

Sub 11 M
1º. Ricardo Monteiro (BCE)
2º. Emanuel Lopes (BCE)
3º. Francisco Inácio (BCE)

Sub 11 F
1ª. Filipa Silva (BCM)
2ª. Ana Rolim (JAC)
3ª. Filomena Capinha (BCM)
4ª. Kátia Roldan (CDASJ)
5ª. Mariana Silva (BCM)
6ª. Catarina Furtado (BCM)

Sub 13 M
1º. Miguel Oliveira (BCM)
2º. Nicolae Ardealean (JAC)
3º. Rafael Guerreiro (CDMB)
4º. Bruno Reis (BCM)

Sub 13 F
1ª. Isabel Pimenta (S.Brás)
2ª. Maria Martins (CDASJ
3ª. Alice Leal (CDASJ)
4ª. Sara Roldan (CDASJ)
5ª. Jéssica Themido (CDASJ)

Sub 15 M
1º. Pedro Guerreiro (CDMB)
2º. Danilo Lourenço (BCE)
3º. Cristiano António (BCM)

Sub 15 F
1ª. Mara Páscoa (BCM)

2ª. Jéssica António (BCM)

Sub 17 M
1º. Pedro Guerreiro (BCM)
2º. Gonçalo Boto (CDASJ)
3º. Pedro Ribeiro (BCE)
4º. Marco Serrão (JAC)
5º. Rafael Palma (JAC)

Sub 17 F
1ª. Adriana Afonso (BCM)
2ª. Nadine Messias (CDASJ)
3ª. Adriana Amores (Lagos)

Sub 19 M
1º. Márcio Duarte (BCM)
2º. Ion Lupascu (CDMB)
3º. Tiago Cadilhe (CDMB)
4º. Diogo Matos (JAC)
5º. Tiago Guerreiro (CDMB)

Sub 19 F
1ª. Emma Gomes (CDASJ)

Parabéns Pedro !


Os meus, e decerto de todos quantos têm acompanhado a tua carreira, sinceros parabéns pelos resultados que tens conseguido.
Esta tua excelente prestação nos Campeonatos da Europa, apesar de não teres alcançado o sonho de todos nós, é merecedora dos maiores elogios.

Continua Pedro no teu brilhante percurso na nossa modalidade.

Um grande abraço do teu amigo
José Bento

As Realidades do Badminton Juvenil - Colaboração do Prof. Fernando Gouveia

A participação portuguesa nos europeus de Juniores, em Milão deu-nos mais uma vez a imagem da necessidade de uma forte e significativa “Aposta” e muito bem trabalhada, mas apenas quando, as entidades que dirigem o badminton em Portugal se entenderem.

Não será com duas “linguagens técnicas” que deverão promover correctamente a modalidade junto da comunidade juvenil.

É impensável o que acontece na generalidade dos muitos Núcleos de Badminton espalhados pelo país, com professores muito pouco profissionais, sem brio e com muito pouca ou nenhuma formação da modalidade e que são muitas vezes os mentores da muito pouca qualidade das competições escolares, pelo que será impossível passar da formação, que deveria ser da responsabilidade da escola, para uma verdadeira competição, exclusivamente dos clubes, que têm a vocação de conduzir os mais talentosos atletas, a alcançarem valiosas prestações.

Somos e assim teremos que continuar a ser muito “pequeninos”, quando o treinador nacional tem tão poucos jogadores com qualidade para convocar, para estágios, como poderemos verificar com os 54 SH / Sub-19 participantes em torneios do “Circuito” e das 25 SS / Sub-19, mas apenas com uns 16 talentosos, os quais, em grande parte, estão longe das condições e quantidade de treino, dos seus adversários estrangeiros, mas também temos muito poucos dirigentes disponíveis para trabalharem a modalidade nas Associações Regionais.

Para podermos desenvolver teremos que ter a capacidade de alterar, para melhor e nesse sentido se observarmos o modelo, em vigor na ABRAM, relativamente ao apuramento dos seus atletas para no continente disputarem os torneios do “circuito” pontuáveis para os “Rankings Nacionais”, está correcto, pelo que se por exemplo o país fosse dividido desportivamente em 6 zonas / regiões assim constituídas:

Zona 1- Douro Litoral / Minho / Trás-os-Montes); Zona 2 (Beira Litoral / Beira Alta / Beira Baixa)); Zona 3 (Estremadura / Alto Alentejo); Zona 4 (Algarve / Baixo Alentejo / Zona 5 (Açores); Zona 6 (Madeira) poderiam ser realizadas um total de 43 competições (36 Torneios Zonais + 6 Nacionais + Campeonatos Nacionais Individuais).

Os Campeonatos Nacionais de Equipas, dos escalões não seniores poderiam ser substituídos por torneios entre Selecções Regionais.

Os actuais torneios do “Circuito” estão desequilibrados em termos de competitividade, pelo que as competições zonais poderiam servir de apuramento, para os torneios do “circuito” que para o efeito estabelecer-se-ia quotas de acesso.

Para se atingir o ponto mais alto tem que se começar pelo mais baixo e nada se consegue sem esforço, mas tudo se consegue com ele …

Fernando Gouveia

Resposta de José Bento:

Podem dizer que há poucos dirigentes disponíveis para trabalhar nas associações regionais mas não podem dizer que tem havido falta de interesse manifestado por muitos de nós na apresentação contínua de variadas propostas que vão sendo colocadas quer nos diversos blogues quer apresentadas no Fórum que a FPB realizou recentemente.

Se a Direcção da FPB não as aproveita nem manifesta a mínima intenção de reunir com os seus autores para em conjunto se encontrarem soluções para os mais variados problemas que a modalidade enfrenta, o que mais será preciso fazer ?

José Bento

Badminton e Ténis - Comentário de Luís Neves

Olá José Bento

Primeiro quero dar-lhe os parabéns pela publicação da entrevista do novo presidente da FPT, é sem dúvida uma lufada de ar fresco nos Jornais Desportivos que vivem única e exclusivamente para o Futebol.

As semelhanças que eu encontro entre o Badminton e o Ténis é essencialmente o facto de ambos serem de desportos de raquete, já quanto as diferenças nós temos:

-O Presidente da FPT anuncia que o ténis terá 150.000 praticantes, bem eu não sei quais são os dados que lhe permitem chegar a tal número, mas se tomarmos esse número como correcto nós temos a volta de 8 praticantes por cada jogador federado, já que segundo o Site da FPT existem 19.200 jogadores Federados.

Se tal proporção fosse possível no Badminton, teríamos apesar do número reduzido de jogadores federados cerca de 10.000 praticantes, o que eu julgo não acontecer.

-Como causa do que foi dito, está essencialmente a visibilidade mediática que o Ténis tem e o Badminton não têm, apesar disso é aposta da FPT continuar a trabalhar no sentido de divulgar ainda mais o Ténis.

Ora aí está um aspecto que têm sido totalmente esquecido por parte da FPB, o fazer chegar ao conhecimento do grande público a existência do Badminton enquanto desporto, o que por cá se faz, as participações internacionais, etc.

Bem sei que não é fácil quebrar a ditadura do Futebol, mas é necessário fazer um projecto de fundo que vise a divulgação da nossa modalidade.

-Há outros pontos de interesse na entrevista (integral na “A Bola”) do Presidente da FPT que poderemos voltar sempre que for necessário.

Mas agora queria falar sobre o ponto principal da entrevista, e o qual o Presidente não se cansou de repetir:

“Embora possa parecer chavão, o maior desafio será unir as pessoas…”

e ainda:

“É um desporto individual, mas a organização é colectiva, o que quer dizer que tem de haver coordenação de esforços entre Federação, associações regionais e representativas de jogadores, treinadores, árbitros e clubes. “

e como conclusão:

“Isso consegue-se comunicando melhor.

Bem os meus caros amigos do badminton podem nesta altura estar a pensar, como estas palavras assentariam bem no nosso Presidente da FPB.

Mas isso não quer dizer que o problema de falta de capacidade de comunicação, de falta de capacidade associativa e como consequência a incapacidade de chegar a consensos, seja característica dos desportos de raquete.

È antes um problema estrutural do Povo Português e que se manifesta em todas as suas actividades sejam desportivas, sociais, culturais ou económicas, e basta pensarmos um pouco para encontrarmos exemplos disso mesmo na nosso dia a dia.

E o que é que isso tem a ver com o Badminton, bem seguindo o pensamento enunciado pelo Presidente da FPT e que eu pessoalmente apoio totalmente, só através do diálogo se conseguira evoluir, mas para que esse diálogo seja possível e dê resultados é também necessário que nós todos tenhamos consciência das nossas falhas de democraticidade, da nossa incapacidades de coabitar com as opiniões contrarias as nossas, e termos a noção que o caminho que teremos que percorrer para podermos chegar a consensos vai ser longo.

Há que deitar para trás das costas todos os “medos” e “fantasmas” que ainda nos atormentam, e que não nos permitem dar um passo em frente no desenvolvimento da nossa modalidade desportiva O BADMINTON.

Um abraço
Luís Neves