Nascido em Moçambique, em Lourenço Marques, casado, com dois filhos e três netos (uma rapariga e dois rapazes) e uma longa e dedicada ligação ao BADMINTON

José da Silva Bento

José da Silva Bento
Meritorious Service Award da IBF (Federação Internacional de Badminton) - Sócio de Mérito com Distinção da FPB (Federação Portuguesa de Badminton)
Estão aqui reunidos todos os artigos antigos publicados no meu blogue desde 1/3/2008.

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As Realidades do Badminton Juvenil - Colaboração do Prof. Fernando Gouveia

A participação portuguesa nos europeus de Juniores, em Milão deu-nos mais uma vez a imagem da necessidade de uma forte e significativa “Aposta” e muito bem trabalhada, mas apenas quando, as entidades que dirigem o badminton em Portugal se entenderem.

Não será com duas “linguagens técnicas” que deverão promover correctamente a modalidade junto da comunidade juvenil.

É impensável o que acontece na generalidade dos muitos Núcleos de Badminton espalhados pelo país, com professores muito pouco profissionais, sem brio e com muito pouca ou nenhuma formação da modalidade e que são muitas vezes os mentores da muito pouca qualidade das competições escolares, pelo que será impossível passar da formação, que deveria ser da responsabilidade da escola, para uma verdadeira competição, exclusivamente dos clubes, que têm a vocação de conduzir os mais talentosos atletas, a alcançarem valiosas prestações.

Somos e assim teremos que continuar a ser muito “pequeninos”, quando o treinador nacional tem tão poucos jogadores com qualidade para convocar, para estágios, como poderemos verificar com os 54 SH / Sub-19 participantes em torneios do “Circuito” e das 25 SS / Sub-19, mas apenas com uns 16 talentosos, os quais, em grande parte, estão longe das condições e quantidade de treino, dos seus adversários estrangeiros, mas também temos muito poucos dirigentes disponíveis para trabalharem a modalidade nas Associações Regionais.

Para podermos desenvolver teremos que ter a capacidade de alterar, para melhor e nesse sentido se observarmos o modelo, em vigor na ABRAM, relativamente ao apuramento dos seus atletas para no continente disputarem os torneios do “circuito” pontuáveis para os “Rankings Nacionais”, está correcto, pelo que se por exemplo o país fosse dividido desportivamente em 6 zonas / regiões assim constituídas:

Zona 1- Douro Litoral / Minho / Trás-os-Montes); Zona 2 (Beira Litoral / Beira Alta / Beira Baixa)); Zona 3 (Estremadura / Alto Alentejo); Zona 4 (Algarve / Baixo Alentejo / Zona 5 (Açores); Zona 6 (Madeira) poderiam ser realizadas um total de 43 competições (36 Torneios Zonais + 6 Nacionais + Campeonatos Nacionais Individuais).

Os Campeonatos Nacionais de Equipas, dos escalões não seniores poderiam ser substituídos por torneios entre Selecções Regionais.

Os actuais torneios do “Circuito” estão desequilibrados em termos de competitividade, pelo que as competições zonais poderiam servir de apuramento, para os torneios do “circuito” que para o efeito estabelecer-se-ia quotas de acesso.

Para se atingir o ponto mais alto tem que se começar pelo mais baixo e nada se consegue sem esforço, mas tudo se consegue com ele …

Fernando Gouveia

Resposta de José Bento:

Podem dizer que há poucos dirigentes disponíveis para trabalhar nas associações regionais mas não podem dizer que tem havido falta de interesse manifestado por muitos de nós na apresentação contínua de variadas propostas que vão sendo colocadas quer nos diversos blogues quer apresentadas no Fórum que a FPB realizou recentemente.

Se a Direcção da FPB não as aproveita nem manifesta a mínima intenção de reunir com os seus autores para em conjunto se encontrarem soluções para os mais variados problemas que a modalidade enfrenta, o que mais será preciso fazer ?

José Bento

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