Faz hoje precisamente 4 anos que o Manel nos deixou.
A falta deste grande amigo é ainda mais sentida na nossa modalidade e em especial no Algarve onde tanto se empenhou para o seu desenvolvimento.
O seu trabalho em prol da evolução da modalidade no Algarve contava com a união de todos quantos se dedicavam ao Badminton.
No entanto essa tentativa foi inglória ao ponto de ter de criar a ABDF – Associação de Badminton do Distrito de Faro confrontando-a com a ABA – Associação de Badminton do Algarve que sempre se dedicou exclusivamente ao seu Clube de eleição, a CHELagoense.
Em boa hora o fez pois a ABDF deu provas de que o Badminton algarvio não se resumia a esse grande Clube que é a CHEL.
Assim, a ABDF com os seus seguidores, donde se destaca a fibra da sua filha Marta Branco, conseguiram espalhar a modalidade por diversas zonas onde se encontram filiados diversas entidades e por onde se realizam diversos Campeonatos Regionais com periodicidade mensal.
Neste dia tão significativo para o Badminton algarvio, faço um apelo a TODOS os que se encontram ligados a esta modalidade desportiva:
Deixem de trabalhar a pensar em si e passem a colaborar seguindo as tão humildes ideias do nosso grande amigo Manuel Branco.
A semente que ele deitou à terra algarvia deu bons frutos.
Ele não merece que esses belos frutos sejam destruídos como se tivesse havido uma qualquer intempérie.
A melhor homenagem que lhe podemos fazer nesta data é reconsiderar e ultrapassar todos os nossos problemas pessoais a favor de um trabalho a que ele sempre lhe dedicou toda a sua vida desportiva.
Ele gostaria decerto também que as entidades oficiais ajudassem nessa reconciliação, reconhecendo e prestando o apoio merecido por todo o trabalho que a ABDF tem efectuado nestes anos após o seu falecimento a favor do progresso do Badminton no Distrito do Algarve.
No dia 4 de Agosto de 2004 coloquei no site que tinha sobre Badminton a seguinte mensagem que pretendo hoje revivê-la:
“
Não sei se já sabem mas o Prof. Manuel Branco faleceu esta madrugada.
Ele estava internado à cerca de 2 meses, no Hospital de Portimão.
Ainda na semana passada estive no Hospital com ele e conversamos normalmente, também sobre Badminton.
Na 4ª. Feira falei com ele pelo telefone pela última vez.
Despedi-me dele desejando-lhe que tudo corresse bem.
A partir de 6ª. Feira o seu estado agravou-se subitamente.
E hoje recebi a notícia menos agradável.
O Campeão Manuel Branco perdeu o seu último jogo.
Só a morte o conseguiu vencer.
Coisa que eu não consegui fazer na final que disputei com ele em Abril passado e onde se sagrou com o maior mérito Campeão Nacional de Veteranos C em Singulares.
Como foi possível um Campeão Nacional em Abril morrer passados 3 meses com uma pneumonia.
A vida cada vez mais é para ser vivida no dia a dia.
Não se podem fazer grandes projectos, nem a curto prazo.
Aproveitemos o mais possível enquanto estivermos vivos.
Para que servem as desavenças e os mal entendidos num percurso tão curto e inesperado como é a nossa vida.
O que aconteceu ao Branco pode acontecer também a nós e de um momento para o outro.
Gozemos a nossa vida e a nossa amizade mais profundamente.
O que sucedeu ao Branco foi mais um aviso para todos nós, para a família do Badminton.
O Badminton perdeu um grande elemento que nunca quis dar nas vistas nem alimentou polémicas.
Tomara que todos os amantes do Badminton seguissem a sua forma de estar e de ajudar a modalidade.
O trabalho por si realizado em prol do Badminton foi enorme apesar de ele nunca o querer salientar.
Mas quem gosta da modalidade não pode deixar de reconhecer o seu valor e o enorme esforço que realizou durante toda a sua vida.
Que todos nós possamos seguir o seu exemplo.
Até um destes dias, Manel.
“
José Bento
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