Nascido em Moçambique, em Lourenço Marques, casado, com dois filhos e três netos (uma rapariga e dois rapazes) e uma longa e dedicada ligação ao BADMINTON

José da Silva Bento

José da Silva Bento
Meritorious Service Award da IBF (Federação Internacional de Badminton) - Sócio de Mérito com Distinção da FPB (Federação Portuguesa de Badminton)
Estão aqui reunidos todos os artigos antigos publicados no meu blogue desde 1/3/2008.

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Bom dia Sr. Badminton - Artigo de Opinião de Júlio Bárbara


Bom dia Sr. Badminton ( José Bento )
É com sempre com enorme alegria que vejo alguém a divulgar a modalidade por si só sem segundas intenções, sem querer fazer dela o seu ganha pão, e muito menos diminui-la categoricamente com sucessivos actos de vandalismo psicológico.
O Bento faz-me lembrar um pouco a pessoa que me iniciou no badminton, outro Sr. Badminton que se chamava Prof. Manuel Branco, apesar de reconhecer algum mau feitio por parte deste mentor ele tinha uma coisa muito importante que nem todos os treinadores conseguem chegar lá, que é a alma do badminton, é o saber viver, respirar, transpirar e respeitar a modalidade.
O Bento faz-me lembrar o Manuel senhores de um profundo conhecimento ‘’badmintista’’ e capazes de transmitir a que está ao seu redor o verdadeiro sentido desta modalidade desportiva.
É inspirado neles que eu tento pautar o meu percurso e que tento transmitir aos que ensino: para mim o dever de missão cumprida é atingido quando por alguma razão eu não posso ir dar treino mas os meus miúdos vão pedir à funcionária que os deixe ir treinar sozinhos para o pavilhão.
É sinal que o bichinho do badminton já entrou, instalou-se e quer sedimentar-se.
É por isto que eu não consigo ver certas incongruências de treinadores/pais a gritarem, a ‘’berrarem’’ e por incrível que parecem até a baterem nos seus filhos/atletas quando estes perdem um jogo.
Que tipo de atletas estarão a criar, quantas frustrações daí advém??
Por isso é que se tem assistido a um desrespeito pela modalidade progressivo pela modalidade começando pelas camadas mais jovens, com palavrões no decorrer do jogo, partir raquetes à frente do árbitro, chegando ao cumulo de injuriar o seu próprio adversário.
ISTO NÃO É BADMINTON!!! .
Faço daqui um apelo aos treinadores que tentem controlar estes actos que nada trazem de positivo para a modalidade, e aos juízes que não tenham medo de mostrar cartões quando necessário pois temos que travar estes tipos de comportamento.
Pois é pela primeira vez na minha vida de badminton no torneio de Mafra, vi ser mostrado cartões pretos a estes comportamentos e mais graves por atletas seniores que supostamente deverão ser o exemplo dos mais novos.
Decerto que este não é o Badminton do Zé Bento nem do Manuel Branco e muito menos o meu…. Mas vejamos outra triste realidade, os incentivos que a instituição máxima do Badminton em Portugal, são praticamente nulos, vão-se salvando 2 ou 3 associações que vão por ‘’carolice’’ dos seus membros organizando torneios, divulgando a modalidade aos mais novos e angariando novos atletas, mas é necessário que a FPB tenha uma palavra mais activa, pois é inconcebível o modelo de torneios que se está a praticar actualmente, pois não é permitindo que se realizem torneios com 300 jogos em pavilhões com 9 campos, isto assim não é um torneio de badminton é um massacre físico e psicológico que pode em grande parte contribuir para os comportamentos anti-desportivos falados anteriormente.
Na minha maneira de pensar a FPB deverá apoiar os clubes na organização de torneios para que estes se tornem numa festa do Badminton, e não pensarem em termos lucrativos como é o caso que eu me deparo agora com a realização do torneio em Azambuja: para evitar o massacre que se tem vindo a registar ao longo da época consegui dois pavilhões a 1000 metros de distância um do outro, mas é impensável que eu sozinho consiga fazer os arranjos necessários para a realização do torneio, então pedi ajuda a FPB para que me colocassem 5 tapetes num pavilhão para não ter que os marcar com fita, e para dar alguma dignidade às categorias de topo ( B e Elites ), e a resposta da FPB é que para me porem os tapetes em Azambuja que fica a 40km das Caldas da Rainha que no máximo fica a 1 hora de viagem ( se for na carrinha da FPB ) onde as portagens custam aprox. 3€ para cada lado, ficaria ao clube em 500€ sim 500€!!!!!!!!.
Isto não é ajudar a divulgação da modalidade e põem-se em causa o seguinte:
Qual o papel da FPB nos torneios ???
Supostamente os torneios não são organização conjunta entre associações / clubes e a FPB??? Como ??? temos que pagar o pavilhão, os árbitros, e pelos vistos até os tapetes que são propriedade da FPB… existe algo aqui que eu não percebo.
Em nome do Grupo Desportivo de Azambuja não penso em organizar mais nenhum torneio nacional para a próxima época, e como eu deverão estar outros clubes que lidam com a mesma realidade.
Ò senhores da FPB vamos acordar e tentar fazer algo de positivo pela modalidade e que todos nos possamos orgulhar sem compadrios, conspirações ou algo menos próprio não se esquecendo qual o papel da FPB nesta modalidade que todos abraçamos..
Senhor Badminton desculpa o desabafo, mas penso que existem coisas que tem de ser ditas…
Júlio Bárbara

Comentário de José Bento:

Este texto expressa apenas uma manifestação idêntica a muitas outras de uma pessoa (mais um carola do Badminton) que tem vindo a tentar desenvolver a modalidade na sua zona ( neste caso na Azambuja ) e depara com várias situações que infelizmente se registam na nossa modalidade e que merecem a reflexão de todos nós.
A formação de atletas por parte dos treinadores/pais, a indisciplina verificada em torneios, a falta de incentivos da FPB, o facto de haver cada vez menos Associações a organizar provas, o modelo das competições actuais com muitos jogos a realizar em pouco tempo, a falta de apoio da Federação na realização conjunta dos torneios, nomeadamente na cedência de tapetes com custos irreais e incomportáveis para quem quer dar um cunho de maior cuidado na sua organização questinando de forma clara toda a responsabilidade da FPB na realização dos mesmos.
E por fim o mais importante perante toda esta situação - a tomada de posição do Grupo Desportivo da Azambuja de não mais realizar qualquer torneio idêntico de Badminton.
Não quero que estas situações continuem e espero sinceramente uma mudança de atitude de todos quantos são aqui visados; pais, treinadores, atletas, dirigentes das Associações, directores da FPB e Comissões Organizadoras.
Recuso-me a aceitar que estas situções levem a curto prazo ao afastamento de mais um "carola" do nosso Badminton, a exemplo do que tem acontecido com muitos outros que tanta falta fazem à nossa modalidade.
O Júlio Bárbara já deu muito à modalidade mas tem ainda muito mais para dar.
Assim entendamos todos os seus recados.
José Bento

Comentário de João Gomes da Silva

Gostei muito de ler o artigo de Júlio Bárbara e fico chocado com os comentários ali apresentados.
Assim, o Badminton não vai longe e fico tremendamente decepcionado com todas as atitudes ali descritas.
Será que este teu blogue poderá servir para acordar os Dirigentes da nossa FPB para os problemas reais desta modalidade?
Tenho esperança porque é a última coisa que podemos deixar morrer.
Um abraço, João

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