Nascido em Moçambique, em Lourenço Marques, casado, com dois filhos e três netos (uma rapariga e dois rapazes) e uma longa e dedicada ligação ao BADMINTON

José da Silva Bento

José da Silva Bento
Meritorious Service Award da IBF (Federação Internacional de Badminton) - Sócio de Mérito com Distinção da FPB (Federação Portuguesa de Badminton)
Estão aqui reunidos todos os artigos antigos publicados no meu blogue desde 1/3/2008.

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Aproveitamento de Recursos Humanos

Há quem diga que se fala e critica muito mas não se faz nada.

Há também quem diga que por não ser convidado a prestar colaboração também não o faz.

Há outros que gostavam de colaborar mas não têm disponibilidade para o fazer num Órgão Federativo ou até num Associativo mas que até poderiam dar uma ajuda pontual e específica a um determinado sector.

Há igualmente os dirigentes, tanto federativos como associativos, que dizem que não há elementos que queiram trabalhar em prol da modalidade ou que não têm capacidades para o fazer.

Há também outros que dizem que não vão para as Associações ou para a Federação porque lá estão pessoas que não gostam ou não sabem trabalhar em equipa.

Há outros dirigentes que dizem que não têm substitutos à altura e que não querem nos seus lugares gente nova que só irão destruir o que de bom eles já fizeram.

Desenvolvendo a ideia...

afinal há elementos que querem trabalhar na nossa modalidade,

afinal há dirigentes que não querem que novos elementos os substituam,

afinal o Badminton tem ou não capacidades para melhorar em Portugal ?

Concretizando a ideia...

Falta apenas que todos se entendam, colocando o Badminton à frente dos seus interesses pessoais.

Os que estão no poder que abram a porta das suas instituições aos que podem ou querem ajudar.

Os que não estão no poder que efectivamente possam prestar as suas ajudas, em qualquer área e em qualquer função mesmo que não tenham de ser forçosamente dirigentes associativos ou federativos.

Um simples exemplo para concluir esta ideia.

Quando estive na Direcção da Federação fiz os possíveis para que esta cumprisse um aspecto consagrado nos seus Estatutos e que era a existência do Conselho Técnico.

Foi criado o respectivo regulamento.

Foram convidados, nomeados e divulgados os seus componentes.

Alguns deram uma excelente colaboração em propostas de alterações aos regulamentos da altura.

Infelizmente outros nunca apareceram sequer às reuniões.

Concluído o mandato da direcção e tal como o regulamento diz o Conselho Técnico terminou a sua actividade.

A nova direcção e que ainda está em actividade nunca mais falou neste Órgão que tem como função principal prestar a ajuda consultiva na sua gestão e que está expressa no Capítulo I e que diz o seguinte:

Capítulo I
Sede, Competência e Âmbito
Artº 1º - O Conselho Técnico funciona no âmbito da Direcção da Federação Portuguesa de Badminton.
Artº 2º - O Conselho Técnico é a entidade à qual caberá, numa perspectiva integrada,
fornecer pareceres sobre as actividades técnicas, desportivas e competitivas da F.P.B. e
propondo o seu enquadramento e coordenação com as iniciativas das associações (Distritais ou Regionais) e dos clubes nela filiados, em todo o território nacional.
Artº 3º - Compete ao Conselho Técnico a elaboração de estudos, pareceres e propostas, no plano técnico e organizativo, com vista a orientar a actividade federativa no âmbito do fomento, desenvolvimento e progresso técnico da modalidade, designadamente quanto à formação de dirigentes, praticantes, técnicos, juízes-árbitros e árbitros e à detecção e
enquadramento de novos talentos.

Nunca foi divulgado se o Conselho Técnico ainda existe, quais os seus actuais componentes e o trabalho que estão a desenvolver.

Será que a Direcção da Federação pediu a ajuda de alguém e não teve qualquer receptividade e que por isso não reconstituiu o Conselho Técnico e ele pura e simplesmente já não existe ?

Para além da falta de informação a que todos têm o direito de saber sobre um Órgão Estatutário é de estranhar as razões pela qual a actual direcção da FPB não aproveita esses elementos para receber a ajuda indespensável de soluções que possam melhorar a nossa modalidade em todas as áreas.

A única explicação que posso ter para este facto é a Direcção da FPB considerar que não precisa desse Conselho Técnico, mas nesse caso não está a cumprir os Estatutos.

Para terminar apenas o meu apelo:

Todos não somos demais para melhorar o estado em que o Badminton português se encontra.

Acabemos com os preconceitos negativos sobre quem quer que o Badminton progrida e igualmente gosta da modalidade.

Vamos TODOS ser mais humildes e aceitar a ajuda e as ideias dos OUTROS !

José Bento

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