Nascido em Moçambique, em Lourenço Marques, casado, com dois filhos e três netos (uma rapariga e dois rapazes) e uma longa e dedicada ligação ao BADMINTON

José da Silva Bento

José da Silva Bento
Meritorious Service Award da IBF (Federação Internacional de Badminton) - Sócio de Mérito com Distinção da FPB (Federação Portuguesa de Badminton)
Estão aqui reunidos todos os artigos antigos publicados no meu blogue desde 1/3/2008.

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Os 5 Mosqueteiros do Badminton


Ana Moura

Marco Vasconcelos

Filipa Lamy

Alexandre Paixão

Telma Santos

Pedro Martins

Não estou aqui para apresentar o que todos têm feito que é dar os parabéns ao Marco Vasconcelos e à Ana Moura, por terem conseguido o apuramento para os Jogos Olímpicos de Pequim de 2008.

Também não estou aqui para felicitar o Alexandre Paixão, a Filipa Lamy e a Telma Santos pela excelente forma como lutaram até ao fim perdendo apenas num sprint esta verdadeira maratona para estarem presentes na China.

Para mim o que tenho a fazer é dar-lhes, A TODOS, e não só aos atletas mas igualmente aos seus treinadores, o meu OBRIGADO por terem mostrado a todo o mundo que em Portugal se joga Badminton e onde há valores excelentes e excepcionais que conseguiram atingir os objectivos máximos possíveis para a nossa modalidade, ou seja, o apuramento de um homem e uma senhora para os Jogos Olímpicos de 2008.

A TODOS devem os verdadeiramente amantes da nossa modalidade agradecer a excelente propaganda que fizeram durante estes últimos 4 anos para que o nosso Badminton possa e deva desenvolver-se consideravelmente e como deve de ser.

Através do seu valor, da humildade que demonstraram, da forma como encararam e ultrapassaram as diversas e diferentes dificuldades que lhes foram deparando deram um verdadeiro exemplo para toda a estrutura existente em Portugal de como se pode atingir objectivos que à partida parecem difíceis de alcançar.

Pelas suas reacções emocionais, algumas oficiais e outras apenas verbais, nestes momentos pós a decisão de quem vai e de quem não vai aos Jogos admirou-me bastante as poucas ou nenhumas referências à Federação Portuguesa de Badminton.

Parece-me nesta altura que TODOS eles devem compreender que muitos elementos estiveram envolvidos e contribuiram para o seu sucesso desta campanha.

Por serem muitos há sempre quem fique esquecido no rol da sua apresentação, mas de facto a entidade máxima da modalidade não pode ficar de fora.

Sem ela não havia o garante da representação nacional aos Jogos de Pequim.

Este esquecimento por parte deste excelente grupo de jogadores e de quem os apoiou mais directamente deverá ser analisado mais profundamente.

Tal como os atletas que depois deste enorme esforço ficaram de fora vão decerto proceder e verificar o que não correu tão bem e o que devem alterar para que da próxima vez saia melhor, também a Direcção da Federação Portuguesa de Badminton deverá meditar e analisar o que deveria ter feito e não conseguiu fazer para apoiar melhor os candidatos à representação de Portugal nestes Jogos Olímpicos de 2008.

Para os Jogos Olímpicos de 2012 muita coisa haverá a mudar e que deverá começar JÁ.

Ninguém pretende apenas mais dinheiro, mas exige um esforço maior na preparação e organização de um programa a curto, médio e longo prazo que defenda os atletas e lhes dê igualdade a todos eles, deixando-lhes apenas e não é pouco todo o esforço físico, técnico-táctico e mental para que consigam os necessários resultados que lhes permitam de novo serem apurados para representar Portugal em Badminton, em Londres.

Com um diálogo mais aberto e abrangente a Federação Portuguesa de Badminton também deverá incluir neste programa de apoio aos atletas candidatos e em paralelo com eles próprios o seu aproveitamento para um verdadeiro desenvolvimento da modalidade.

Recordando os grandes atletas que anteriormente passaram por situações idênticas, como o Hugo Rodrigues, a Ana Ferreira, o Ricardo Fernandes, o Fernando Silva e outros mais antigos e os seus respectivos treinadores, a quem lhes foram pedidos muitos sacrifícios mas a quem igualmente lhes permitiram recolher ensinamentos únicos para o ensino do Badminton em Portugal, gostaria de os ver envolvidos em tarefas devidamente programadas e organizadas pela FPB em favor do progresso que o Badminton português bem precisa.

Recentemente tive conhecimento de um convite, muito tímido e de improviso, que um director da nossa Federação fez à Telma Santos para colaborar no último estágio para jovens atletas que organizou.

Resultado: Foi um enorme sucesso e os que a ouviram e aprenderam com ela nunca mais vão esquecer.

Agora vejam se tudo for devidamente programado o sucesso que o Badminton pode atingir.

A divulgação do Badminton e igualmente de outras modalidades esquecidas em Portugal pelos meios de comunicação social foi nos últimos tempos substancialmente alterada comparativamente com a ausência total de informação.

Apenas porque tivemos na corrida ao apuramento de dois atletas nos Jogos Olímpicos, cinco extraordinários jogadores que alcançaram resultados surpreendentes, acompanhados de um feito invulgar de ter um atleta português, e por acaso de Badminton, em número um do Ranking Europeu de Júniores sendo candidato ao título máximo dos Campeonatos da Europa de 2009.

Se queremos que os meios de comunicação falem de Badminton tem de ser a Federação de Badminton, no seu site oficial, a dar o exemplo e a fornecer informações consecutivas e indispensáveis de todos os extraordinários resultados que os nossos atletas vão conseguindo por todo o Mundo.

Não nos podemos queixar de falta de apoio externo quando os atletas portugueses sentem logo essa falta de apoio internamente.

Muita ajuda têm dado os recentes blogues sobre Badminton para substituir a falta de informação oficial federativa.

Muito há a fazer e JÁ!

Aproveitem-se as capacidades, mesmo pontuais, de tantos antigos e actuais jogadores que se verificarem as atitudes dos dirigentes federativos serem mais transparentes e precisas não deixarão de contribuir para o tal programa de desenvolvimento da modalidade que todos apregoam querer.

Aproveitem-se as potencialidades das Associações de Treinadores, de Jogadores e de Árbitros e melhore-se a nossa estrutura federativa.

Tal como no romance de Alexandre Dumas, “Os 3 Mosquetreiros”, eles eram afinal quatro, também neste livro que agora se abre sobre os Jogos Olímpicos de Londres “Os 5 Mosqueiros” Marco Vasconcelos, Ana Moura, Alexandre Paixão, Filipa Lamy e Telma Santos terão a companhia de mais um, o já enorme atleta com um promissor futuro que é o Pedro Martins.

A TODOS eles renovo o meu sincero OBRIGADO pelos feitos alcançados em nome do Badminton português.

José Bento

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