Nascido em Moçambique, em Lourenço Marques, casado, com dois filhos e três netos (uma rapariga e dois rapazes) e uma longa e dedicada ligação ao BADMINTON

José da Silva Bento

José da Silva Bento
Meritorious Service Award da IBF (Federação Internacional de Badminton) - Sócio de Mérito com Distinção da FPB (Federação Portuguesa de Badminton)
Estão aqui reunidos todos os artigos antigos publicados no meu blogue desde 1/3/2008.

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Artigo de Opinião de Fernando Gouveia

Falam, falam, mas não aparecem soluções …

é de facto uma situação que está a acontecer no meio badmintonistico português.

Uma situação um pouco caricata, que com visibilidade tem vindo a acontecer e que os protagonistas não conseguem criar soluções, para que a modalidade atinja outra organização.

Porque não apostam num muito desejado marketing, para provocarem um badminton como produto vendável?

Surgiram recentemente mais duas associações, uma de árbitros e outra de jogadores, pelo que se aguarda com alguma expectativa, qual a dinâmica a empreender e também se terão qualidade para as podermos aceitar como uma mais valia.

Mas teremos que fazer algumas reticências, pois, para além da escassez de elementos disponíveis e vocacionados para o dirigismo desportivo a falta de capacidade financeira será uma barreira muito difícil de ultrapassar.

Perante estes dois factos e ainda com uma Associação de Treinadores, que não funciona, teremos que ter a coragem, de chamar às coisas pelo nome próprio.

Apenas servirem para apoio a listas candidatas a eleições federativas.

Num país, com cerca de 320 atletas, a competirem, nos cinco escalões não seniores, com cinco a disputarem a qualificação, para os Jogos Olímpicos de Pequim, onde dois serão participantes, mas que nos recentes Campeonatos Nacionais Individuais, apenas concorreram 12 SH e 8 SS , continuamos numa “guerrilha” sem futuro para o desenvolvimento da modalidade.

Apercebe-se facilmente o interesse em mudar para melhor a orientação do badminton em Portugal, mas teremos que lembrar que não existem elementos suficientemente disponíveis, para mudarem esta situação, os treinadores têm uma missão difícil e específica, diária e de total empenhamento nos seus clubes, pelo que não estarão disponíveis, para abraçar outra envolvente actividade, a do dirigismo, pelo que deveremos ter em atenção, o aparecimento de tão elevado número de interessados, para esta tão desejada mudança.

Temos até dois casos muito elucidativos “falam … falam, mas não dão soluções” … que poderá muito bem ser demonstrado, conforme afirmações transmitidas neste blog .

No primeiro caso, foi afirmado que “Aqueles que como eu, gostam da modalidade e pensam que o badminton está mal, fiquem a saber que, daqui para a frente, podem contar comigo para os ajudar”

No entanto, foi-lhe solicitada uma ajuda, para a revisão dos Estatutos da FPB, mas alegando pouca disponibilidade, ainda hoje estão por concluir …

No segundo caso foi afirmado, que “Pois é inconcebível o modelo de torneios, que se está a praticar actualmente, porque é um massacre físico e psicológico, que poderá em grande parte contribuir para comportamentos anti-desportivos, pelo que a FPB deverá apoiar os clubes na organização de torneios, para que estes se tornem numa festa de badminton.”

No entanto, possivelmente por falta de disponibilidade participou, durante esta época desportiva, em apenas dois Campeonatos Abertos, de não seniores, com um atleta SH / Sub-11, com uma SS / Sub-11 e uma SS / Sub-13.

Este dois elementos dariam uma preciosa ajuda ao badminton se nos seus locais de actividade, desenvolvessem o badminton com e para os mais jovens jogadores, na organização por exemplo de Torneios Divulgação.

Seria fantástico …

“Para Atingir o Ponto Mais Alto, Tem de se Começar pelo Mais Baixo”

Fernando Gouveia

Resposta de José Bento:

Ora aqui está mais um artigo de opinião que toca em vários temas importantes e actuais do nosso Badminton.

Espero que muitos dos interessados pela modalidade possam apresentar as suas opiniões e reflexões sobre eles.

Igualmente gostaria de receber ideias especialmente de muitos elementos que estão bem dentro dos problemas da modalidade e que ou se escudam na falta de tempo ou preferem o silêncio para poder geri-lo normalmente a seu favor quando precisam de ajuda das estidades que dirigem o Badminton e não a favor do Badminton Nacional.

Estejam em que lado estejam pronunciem-se apontando soluções, opiniões, ideias, críticas construtivas e comentem o que acham que está a funcionar bem e também o que está menos bem ou mesmo mal.

Estamos em final de época e na altura certa para fazermos um balanço de toda a situação da nossa modalidade.

Não basta igualmente manifestar opiniões negativas à gestão da nossa modalidade, é preciso apresentar também soluções, para resolver os problemas.

Venham elas!

José Bento

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