A Parte Mais Importante do Progresso É o Desejo de Progredir.
Será isso mesmo que terá que ser feito e todos teremos que ter a consciência disso. A FPB ao tentar outras mais valias em termos competitivos, não conseguiu criar condições, para que a participação dos clubes fosse menos onerosa.
Sabemos que alterações a modelos competitivos vem sempre criar situações criticas nomeadamente por modificar vivências adquiridas durante muitos anos, pelo que as alterações introduzidas, na presente época desportiva tem “prós e contras”, que deverão ser trabalhadas, para que em 2008 / 2009 tenham por parte dos clubes uma mais objectiva e saudável melhoria para o badminton.
Mas, também teremos que chamar a atenção dos clubes para entenderem que as competições pontuáveis para os “Rankings Nacionais” deveriam ter uma competitividade bem mais elevada, pelo que nem todos os atletas têm condições para serem inscritos e assim, evitarem-se confrontos, com enorme diferença de qualidade, pelo que as competições são sempre as grandes perdedoras.
Os responsáveis pelos clubes terão que entender as diferenças da competição e do lazer / competitivo. Terá que se provocar um entendimento para que seja criada por exemplo, uma fase de apuramento para acesso às competições dos “Circuitos” nacionais.
Será necessário que os responsáveis pelos clubes entendam para que foram criados e muito bem pela estrutura federativa os Torneios de Divulgação para os escalões não seniores, o mesmo tipo de competição que a Associação Regional de Badminton de Aveiro, anteriormente já tinha posto em prática, com grande êxito e que envolveu como agora, jogadores escolares, não federados e federados.
Será necessário entender, que grande parte dos seniores D se iniciaram na modalidade, em idade adulta, pelo que as suas competições deveriam ter um grau de exigências bem diferente.
O badminton nacional acomodou-se demasiadamente e dificilmente conseguirá implementar novos modelos competitivos.
Fernando Gouveia
Comentário do José Bento:
Estou inteiramente de acordo com o facto de que determinados torneios do Circuito Nacional têm a presença de atletas sem o mínimo de condições para neles participarem.
Como por enquanto estes torneios não têm restrições para a sua participação terão de ser os Clubes e os seus técnicos a fazerem a sua própria selecção na utilidade da sua participação.
Já não sou de opinião da criação de fases de apuramento pois, para além de ser difícil de implementar, iria trazer outros tipos de despesas tanto para as organizações como para os participantes.
Sempre defendi a realização, por ordem, de Campeonatos Regionais (a organizar pelas respectivas Associações Regionais), Campeonatos Zonais agrupando regiões próximas e contíguas (de organização conjunta de Associações Regionais) e das provas do Circuito Nacional (de organização conjunta FPB/Associações).
Pela mesma ordem deveria ser a qualidade de participação de atletas.
Em provas regionais deveriam participar os atletas mais fracos, depois nos Zonais já com melhor nível e nas provas do Circuito realmente os de melhor qualidade.
A escolha na sua participação deveria caber sempre aos seus responsáveis técnicos. O problema principal é que a maior parte das Associações não organiza os seus regionais, os Campeonatos Zonais não existem actualmente pois não têm recebido a aprovação por parte da FPB nem da restante estrutura federativa (o que acho uma falta importantíssima para o desenvolvimento da modalidade) e apenas restam os torneio do Circuito e como os atletas não têm mais opções concentram-se todos, os melhores e os menos bons, nessas provas do Circuito tornando-as muito pesadas em quantidade de jogos, de cada vez mais dificil organização e com alguns jogos muito desnivelados e que dão origem a muitos atletas desistirem de praticar a modalidade e outros nem se inscrevem e deixam de ter competição regular.
Quanto aos Torneios de Divulgação são no meu entender diferentes, pois têm outros objectivos, destinam-se apenas a não seniores e a captar novos atletas que mais tarde irão integrar o esquema normal das nossas competições.
Para mudar o que temos é preciso vontade dos Clubes, das Associações e logicamente da própria Federação.
Não podemos nem devemos neste caso culpar apenas a Federação.
José Bento
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